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Wannabe Jalva: “The Way”

Wannabe Jalva

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Quase dois anos depois do lançamento do bem recebido Welcome to Jalva, a banda gaúcha Wannabe Jalva começa a dar sinais que um novo álbum está por vir. Com uma proposta menos festiva do que a que tomava conta do primeiro disco em 2011, The Way abre as portas para a entrada de guitarras e sons menos voltados para o pop, rumo que deve direcionar o novo álbum – previsto para o segundo semestre de 2013. Dirigida por Biel Gomes, a canção aparece também como um Lyric Video, utilizando de uma variedade grande de imagens que servem para aproximar o público do universo colorido que circula pelas canções do grupo.

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Wannabe Jalva – The Way

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Wannabe Jalva: “So Long, 2012″

So Long, 2012

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Uma das bandas mais legais do rock gaúcho atual, a Wannabe Jalva, resolveu aparecer com material novo. Ou quase isso. Trata-se de So Long, 2012, um single especial de fim de ano e um registro curto de duas faixas que conta com a já conhecida Full Of Grace, do álbum de estreia da banda, Welcome To Jalva, além de um curioso “Mashup”. Unindo nada mais e nada menos do que On’n'On da dupla Justice com Kashmir do Led Zepellin, a “nova” faixa da banda (divertidíssima por sinal) funciona tanto dentro como fora das pistas, resultado muito similar ao que encontramos no debut do grupo gaúcho. Para ouvir/baixas as músicas, basta clicar no coelho:

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Wannabe Jalva

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Wannabe Jalva – Full Of Grace

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Disco: “Welcome to Jalva”, Wannabe Jalva

Wannabe Jalva
Brazilian/Indie Pop/Indie Rock
http://wannabejalva.com/

Por: Cleber Facchi

Se durante décadas foi a industria musical quem definiu os rumos daquilo que seria (ou não) estabelecido como música, fingindo atender aos interesses do público, com a chegada dos anos 2000 e a variedade de estratégias de distribuição/consumo que se estabeleceram, os rumos passaram a ser outros, com o público escolhendo o que quer ouvir e as bandas (ou pelo menos parte delas) produzindo aquilo que quisessem tocar. Fruto óbvio dessa geração, os gaúchos do Wannabe Jalva propõem em seu primeiro álbum de estúdio uma forma de fazer e promover música ao seu próprio gosto, gerando um registro que dialoga de forma coesa com seu público e se materializa atual com o contexto em que estão inseridos.

Há dez ou quinze anos se o quarteto formado por Paulista, Felipe Puperi, Tiago Abrahão e Rafael Rocha tentassem lançar seu trabalho através de métodos tradicionais – recorrendo às Majors -, não restam dúvidas que um sonoro “Não!” era o que viria em cada nova tentativa de produzir seu tão sonhado disco. Munidos de apenas sete faixas, os músicos brincam com os formatos – além do disco virtual, o álbum contou com distribuição via bluetooth em um evento isolado -, sonoridades e passam longe de cantar em português com sua aguardada estreia Welcome to Jalva (2011, Independente).

Mesmo que as estratégias de lançamento apresentadas pela banda tragam ressalto ao pequeno disco é através de um bem solucionado jogo de sons e tendências variadas que o grupo de Porto Alegre traz destaque à sua obra. Do indie rock contemporâneo – Arctic Monkeys pré-Humbug parece ser um dos focos do grupo -, passando por mesclas de eletrônica e música pop no melhor estilo Passion Pit, isso sem esquecer das boas doses de guitarras suingadas – lembrando muito Holger ou Homemade Blockbuster -, o vasto agregado de sons, formas e tendências é o que parece definir o som do Wannabe Jalva.

Embora sejam fruto de terras sulistas, a maneira como o quarteto apresenta suas músicas parece seguir por um caminho completamente oposto ao que Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Cartolas, Pública e toda a marcha de grupos dignos do famigerado “Rock Gaúcho” parecem promover em seus respectivos trabalhos. Seja pelo vocal em inglês ou pela sonoridade que recorta o que há de mais moderno nos ritmos internacionais, o som do WJ dá à eles um caráter totalmente distinto, como se fossem quatro estrangeiros se aventurando em terras tupiniquins.

Essa forte aproximação com os sons alheios ao que é proposto na música nacional acaba servindo como uma verdadeira faca de dois gumes ao primeiro trabalho dos gaúchos. Ao mesmo tempo em que se torna impossível escapar das garras de Come and Go ou das demais canções do álbum (sempre carregadas por refrões entusiasmados e melodias dançantes), impossível não perceber a excessiva similaridade com o que é produzido no cenário estrangeiro e no trabalho de outros grupos (como os acima citados). Falta novidade e identidade ao som do grupo, algo que mesmo as sete composições com sua produção excelente e instrumentação ensaiada não conseguem superar.

Mesmo carente de ineditismos Welcome to Jalva mostra uma banda que está no caminho certo e logo em sua estreia consegue o que muitos veteranos levam décadas ou ainda não conseguiram alcançar em seus discos de estúdio: a mesma força alcançada em suas apresentações ao vivo. Qualquer um que já tenha presenciado o grupo em seus shows sabe que tal fluência pouco se difere em seu concentrado de estúdio, com o quarteto dando formas à um som crescente, explosivo e que se perde em pura celebração.

Welcome to Jalva (2011, Independente)

Nota: 7.5
Para quem gosta de: Holger, Homemade Blockbuster e Copacabana Club
Ouça: Come and Go

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Resenha: MECA Festival

Por: Cleber Facchi

Clima agradável, cerveja gelada e uma seleção de excelentes bandas se apresentando. Assim foi a primeira edição do MECA Festival que aconteceu nos últimos dias 28, 29 e 30 de janeiro na praia cidade de Xangri-lá, litoral do Rio Grande do Sul. Inspirado nos festivais de verão ao redor do mundo o evento veio embalado pelos shows de bons nomes do cenário nacional além da estreia em solo nacional de Two Door Cinema Club e Vampire Weekend.

Contudo nem tudo foi tão agradável assim. Apesar do site dar instruções claras sobre como chegar ao local, na prática a coisa foi bem diferente. Mesmo munidos de mapas diversos foram os indivíduos que ficaram rodando pela cidade (e por suas centenas de ruazinhas) até chegar ao clube onde seria realizado o evento. A simples instalação de pequenas placas ou adesivos pela cidade já solucionaria o problema. O fim precoce da cerveja durante a festa e o excesso de lixo acumulado foram outros problemas sérios. Soma-se a lentidão na venda das fichas para as bebidas (mesmo quando ainda era baixo o fluxo de pessoas), a ausência de bebedouros e espaço para as pessoas se hidratarem/lavarem.

Contudo, o mais intolerável foi a péssima qualidade do som em alguns dos shows. O Rosie and Me lutou o tempo inteiro contra microfonias e desníveis de áudio entre os instrumentos. Até a principal apresentação da noite veio carregada pelo volume excessivamente alto. Durante praticamente todo o show do Vampire Weekend era visível o número de pessoas que tapavam desesperadamente os ouvidos tentando se proteger da explosão sonora (a bateria estava tão alta que em algumas músicas era impossível ouvir os demais instrumentos).

Mesmo com algumas intempéries (que eram mais do que esperadas) a primeira edição do MECA Festival mostrou-se eficiente e acertou em cheio na escolha dos artistas que integraram o quadro de apresentações. O evento fluiu na medida certa e foi do tamanho e intensidade que deveria ser.

Wannabe Jalva
Brazilian/Alternative/Indie Pop
http://www.myspace.com/wannabejalva

Com a tarefa de abrir a tarde/noite de shows do dia 29 o quarteto gaúcho Wannabe Jalva não apenas fez uma ótima apresentação como deixou mais do que clara que é uma das bandas que devem ser observadas atentamente em 2011. Fazendo um indie rock melódico com alguns toques do rock alternativo dos anos 90 e elementos do indie pop dos anos 2000 (em alguns momentos lembra muito Passion Pit), a banda soube como ninguém como preparar o terreno para o evento.

Formada por Felipe Puperi (vocal e guitarra), Rafael Rocha (guitarra,vocal,baixo, sintetizadores), Tiago Abrahão (vocal, guitarra) e “Paulista” (bateria) o grupo destilou em pouco menos de quarenta minutos canções genuinamente pop, mas que mantém um pé no experimentalismo. Embora poucos ali soubessem cantar as faixas do quarteto, a energia e a boa execução das canções animaram (e muito) o pequeno público presente.

Rosie and Me
Folk/Indie/Female Vocalists
http://www.myspace.com/rosieandme

Se alguém ali pensava que a instrumentação acústica e comportada dos curitibanos do Rosie and Me fosse atrapalhar o clima “pra cima” do festival enganou-se feio. Embora prejudicados pelo péssimo som e as constantes microfonias o quinteto fez elogios como “lindo”, “fofo” ou “quem são esses caras? É perfeito” ecoarem por todos os lados. O público que acompanhou boa parte da apresentação sentado, logo foi se levantando e até improvisando algumas danças com base em faixas voltadas para um lado mais Alt. Country do grupo.

Aos poucos a visivelmente tímida Rosanne (vocalista do grupo) foi também se soltando e conversando com os espectadores, enquanto encantava a todos os presentes com sua voz doce. Com um repertório vindo do EP Bird and Whale lançado em 2010, a banda entregou ainda uma  excelente versão de Ready For The Floor dos britânicos do Hot Chip.

Copacabana Club
Brazilian/Pop/Alternative
http://www.myspace.com/copacabanaclubmusic

Se havia ainda timidez entre os espectadores do festival, ela se extinguiu com a chegada do Copacabana Club. Como sempre os shows do quinteto curitibano fizeram o público dançar, cantar em coro e até coreografar aos comandos da vocalista Cacá V (embora quem já os conhecesse interpretaria o show como contido). As letras simples e que se concentram nos fáceis refrões repetitivos fizeram o espaço do Indie Stage lotar, preparando o público para os shows que viria na sequência.

Antecipando algumas das canções que estarão no primeiro álbum de estúdio do grupo (que será lançado ainda em 2011), a apresentação conseguiu com que não apenas o hit Just Do It garantisse destaque, fazendo um show repleto de bons momentos. A banda que contou com o pôr-do-sol para embelezar ainda mais suas canções levou a plateia ao delírio quando vocalista “se jogou” na pequena multidão.

Two Door Cinema Club
British/Indie Rock/Electronic
http://www.myspace.com/twodoorcinemaclub

Bastou somente um disco e muito entusiasmo para que o trio britânico Alex Trimble, Kevin Baird e Sam Halliday do Two Door Cinema Club levassem o público do festival ao completo delírio. Unindo guitarras aceleradas com uma batida frenética (o grupo contou com a participação do baterista Benjamin Thompson ao vivo) os iniciantes do rock irlandês fizeram quem estava ali cantar em coro, pular e suar.

Durante o tempo todo o baixista Baird conversou com o público e se mostrou profundamente animado com a apresentação, o mesmo valeu para os demais membros, que não pouparam esforços em produzir um som tão límpido e cuidadoso quanto o encontrado no álbum de estreia do trio, Tourist History (2010).

O resultado foi uma sucessão de hits como Come Back Home, Undercover Martyn, This Is The Life e I Can Talk, essa última com a participação maciça da plateia, que inclusive ajudou no backing vocal da canção. A banda abriu espaço para a inclusão de faixas inéditas, como a ótima Kids.

Vampire Weekend
Indie Pop/Afrobeat/Alternative
http://www.myspace.com/vampireweekend

Há tempos que o quarteto nova-iorquino namorava uma apresentação pelo Brasil, e é preciso concordar: toda a espera valeu à pena. Instrumentalmente muito mais maduros do que na época do primeiro álbum, a banda formada por Ezra Koenig, Rostam Batmanglij, Chris Tomson e Chris Baio mostrou o motivo de serem os queridinhos de boa parte da imprensa e do público norte-americano.

Dividindo o repertório através de canções dos dois álbuns o grupo fez o público já suado da apresentação do TDCC suar e pular ainda mais. Quando os hits A-Punk e Cousins entraram em ação deu-se início a uma verdadeira micareta indie. Pessoas se abraçavam, pulavam de um lado para o outro e cantavam em coro junto da banda. Mesmo o volume excessivamente alto das primeiras músicas não conseguiu ofuscar a qualidade do show.

Durante todo o tempo um tímido Ezra Koenig trocava palavras com o público, além de ensaiar pequenos trechos de cada faixa antes de executá-las. Mesmo em canções mais comportadas como Horchata conseguiram uma participação entusiasmada da plateia. Os músicos, com exceção de Batmanglij, pareciam super à vontade dançando o tempo todo enquanto tocavam seus instrumentos. A banda provou que a excelência de suas canções não está apenas nos discos, mas na forma magistral que tomam ao vivo.

 

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