Arquivos da Tag: Schoolboy Q

Schoolboy Q: “Collard Greens” (feat. Kendrick Lamar)

Schoolboy Q

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Quem havia entendido Habits & Contradictions (2012), último disco do rapper Schoolboy Q como um ponto de máxima evolução no trabalho do norte-americano talvez se surpreenda em breve. Com o lançamento de Oxymoron, próxima mixtape de Q, o catálogo de grandes inventos do rapper aumenta a cada dia. Se você já havia ficado surpreso com Yay Yay e Hell Of a Night, Collard Greens, parceria com Kendrick Lamar amplia ainda mais isso. Crescente e desconcertante, a canção se espalha em uma medida sombria, muito próxima daquilo que o rapper alcançou na mixtape passada. Carregada por um som que parece montado em cima de uma cama de mola e constante movimento, a faixa usa da base ruidosa para que a dupla derrame uma sequência de versos invasivos.

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Schoolboy Q – Collard Greens (feat. Kendrick Lamar)

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Schoolboy Q: “Hell Of A Night”

Schoolboy Q

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Cada vez mais requisitado ao lado do parceiro Kendrick Lamar, Schoolboy Q deve lançar ainda em 2013 sua terceira mixtape. Intitulado Oxymoron, o trabalho deve acompanhar a mesma proposta melódico-sombria do registro anterior, Habits & Contradictions (2012), trazendo na presença de A$AP Rocky, Ab-Soul, Jay Rock, Danny Brown, Action Bronson, além do próprio Lamar um complemento para o registro. Mesmo sem data de lançamento, o trabalho expõe na construção de Yay Yay e da recém-lançada Hell Of A Night uma marca muito clara do que deve delimitar o novo álbum: A relação com o pop. Essencialmente radiofônica, mas sem fugir do propósito original do rapper, a nova faixa produzida por DJ Dahi equilibra quase cinco minutos do universo sombrio de Q com melodias tão criativas quanto as impressas no lançamento passado.

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ScHoolboy Q – Hell Of A Night

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Kendrick Lamar: “Bitch, Don’t Kill My Vibe”

Kendrick Lamar

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Kendrick Lamar é um pequeno gênio. Ainda que Good Kid, M.A.A.d City (2012) se sustente pela completude da obra, é na suavidade de Bitch, Don’t Kill My Vibe que o rapper prende o ouvinte dentro do pequeno universo que se expande pelo trabalho. Uma das faixas (e frases) mais repetidas do último ano, a canção chega agora em clipe explorando ainda mais o cenário amargo e as pequenas conquistas em torno da obra do artista. Além da versão original – com o rapper passeando pela igreja em trajes branco e depois comemorando a possível morte na primeira metade da obra -, o vídeo conta com uma versão estendida de 40 segundos, com direito à nova música de Schoolboy Q, faixa que inclusive conta com samples de Cherry, do Chromatics.

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Kendrick Lamar – Bitch, Don’t Kill My Vibe

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Kendrick Lamar – Bitch, Don’t Kill My Vibe (Dirctor’s Cut)

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Vários: “2013 XXL Freshman Mixtape”

XXL

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Sem dúvidas o ano de 2012 foi bastante produtivo para o Rap norte-americano. A ascensão de Kendrick Lamar e SchoolBoy Q, o surgimento de Joey Bada$$ e Angel Haze, o bom humor de Action Bronson e toda uma variedade de artistas que reafirmaram o gênero para os mais diversos públicos. Agora todos estes nomes de destaque que alimentaram o rap no último ano se encontram em uma bem sucedida mixtape lançada com exclusividade pela XXL, revista estadunidense especializada em Hip-Hop. Com curadoria de DJ Drama, o trabalho (disponível gratuitamente no player abaixo) coleciona 17 faixas em quase uma hora de duração. Com direito a samples de November Rain e rimas de Bronson, ou Loftcries do Purity Ring e versos de Haze, o registro funciona como um ótimo retrospecto de tudo o que marcou a produção do último ano.

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XXL – 2013 XXL Freshman Mixtape With DJ Drama

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Schoolboy Q: “Yay Yay”

Schoolboy Q

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Em 13º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2012, Habits & Contradictions de Schoolboy Q é ao lado de Kendrick Lamar e do clássico Good Kid, M.A.A.D City um dos registros mais importantes do Rap atual. Sem se distanciar do universo criado com o último grande lançamento, o rapper apresenta Yay Yay, composição que parece recheada pela mesma massa criativa que circula pelo disco de 2012. São versos sujos, mas que acabam soando acessíveis graças aos cruzamentos adequados de batidas, samples e os vocais meio cantados de Q. Produzida por Boi-1da, a canção faz parte do próximo trabalho do rapper, Oxymoron, registro que deve aparecer completo até o final do ano.

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Schoolboy Q – Yay Yay

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Disco: “Long.Live.A$ap”, A$ap Rocky

A$ap Rocky
Hip-Hop/Rap/Alternative

https://www.facebook.com/asaprocky

 

Por: Cleber Facchi

A$ap Rocky

Lana Del Rey não poderia ter escolhido um parceiro mais adequado do que A$ap Rocky quando deu vida ao clipe de National Anthem no último ano. De fato, o colaborador nova-iorquino (que interpreta John F. Kennedy no vídeo da canção) parece flutuar dentro do mesmo universo de excessos, exageros nacionalistas e até da mesma sonoridade que tanto define o trabalho da cantora. É como se ao transitar musicalmente por batidas sempre carregadas pela densidade, além do louvor constante à bandeira dos Estados Unidos, o rapper alcançasse o mesmo panorama conceitual que caracteriza (por vezes de maneira negativa) a carreira recente de Del Rey, invertendo as cores desgastadas por filtros vintage pela “simplicidade” (ou seria crueza?) em Preto e Branco.

De posse do primeiro registro oficial, Long.Live.A$ap (2013, Polo Grounds/RCA), o norte-americano expande ainda mais as preferências assumidas há dois anos, bem como a própria relação com Del Rey, substitindo o clima caseiro da mixtape LiveLoveA$AP (2011) pela impecabilidade de uma grande produção. Ainda que parte essencial da melancolia contemporânea que se encontrava no decorrer da obra seja posta de lado, a transposição do rapper para o campo cercado pelos holofotes se faz de maneira segura. A exemplo de Frank Ocean, Death Grips e outros nomes de destaque que brilharam no hip-hop/R&B do último ano, Rocky abraça de forma confessa o mainstream sem em nenhum momento se afastar das climatizações artesanais que o acompanhavam quando independente.

Provavelmente a mais nítida transformação entre os primeiros lançamentos e a atual fase do rapper está na incorporação de um som mais abrangente. Por mais ricas e experimentais as texturas incrementadas por Clams Casino na mixtape de 2011, além dos outros produtores que mantiveram a mesma fórmula, a excessiva aproximação entre as músicas parecia limitar a atuação de A$ap. Um registro de versos naturalmente ricos, mas de sonoridade hermética. Agora acompanhado de um novo time de produtores (incluindo Danger Mouse, T-Minus e até um Clams Casino menos sombrio), Rocky alimenta a própria obra com um resultado que ultrapassa limites prévios e o amadurece de maneira natural não apenas para o presente disco, mas para os próximos que pode vir a aprimorar.


Parte fundamental do que tira A$ap da zona de conforto previamente estabelecida está na busca por uma sonoridade mais acessível e menos acinzentada, resultado que se consolida em uma série de parcerias espalhadas pela obra. Além da já tradicional colaboração com uma variedade de representantes do hip-hop contemporâneo – incluindo os badalados Kendrick Lamar, Danny Brown e Schoolboy Q -, o entrelace musical com representantes de outras frentes musicais apresentam o rapper a um novo público, servindo como um incentivo para transitar por uma nova sonoridade. É o caso do inusitado (e curiosamente bem estabelecido) encontro com Skrillex em Wild for the Night ou mesmo Hell, colaboração com Santigold que renova a atuação de ambos. Continuar lendo

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Disco: “Rare Chandeliers”, Action Bronson

Action Bronson
Hip-Hop/Rap/Alternative

http://www.actionbronson.com/

Por: Cleber Facchi

Action Bronson é um verdadeiro especialista em mixtapes. Longe dos limites das grandes gravadoras, em cada novo trabalho produzido pelo nova-iorquino temos na manifestação caseira dos sons e versos em uma proposta talvez fosse impossível de ser vista dentro de um projeto de cunho comercial do mesmo gênero. Depois de dois ótimos trabalhos de propostas bem similares apresentados no último ano - Dr. Lecter e Well-Done – e a ainda recente Blue Chips – um dos melhores registros de rap do ano -, Bronson está de volta com mais um atrativo e bem humorado projeto: Rare Chandeliers (2012, Vice).

Trabalhado em parceria com The Alchemist, o novo álbum não foge da proposta dos anteriores lançamentos do rapper e também chef de cozinha, que entre provas de comida e rimas nos delicia com mais uma sucessão de versos ácidos, pervertidos e sempre perfumados pelo cotidiano. Mesmo livre do fluxo pop do registro anterior, em novo projeto Bronson surge mergulhado em um clima de conceitos, bebendo aqui e ali da década de 1970, do rap Old School e novamente se distanciando de muito do que ecoa na cena comercial recente. Mais do que um simples rapper, Bronson é um ator, e aqui interpreta um verdadeiro gangster.

Da capa aos versos, a nova mixtape passeia sublime pela sonoridade e o clima firmado há mais de quatro décadas, como se Bronson e o parceiro de produção firmassem as bases para um típico retrato da Blaxploitation – sem um protagonista negro, claro. Com sonoridade cadenciada e consistente de forma geral, o álbum descreve personagens, define histórias e acima de tudo, permite que o rapper se divirta contando piadas e rimando com nomes como Schoolboy Q, Roc Marciano e Sean Prince. Uma trilha sonora alternativa para algum clássico dos anos 70, mas que ecoa coerente com tudo que circula no novo rap.

Como todo lançamento de Bronson, o destaque das líricas muitas vezes acaba em segundo plano, resultado da íntima relação com os produtores, figuras que tomam grandes proporções no decorrer de cada novo disco do norte-americano. Depois de Party Supplies, Statik Selektah e Tommy Mas trabalharem ao lado do rapper, chega a vez do perspicaz The Alchemist mostrar a que veio. Dono do recém-lançado Russian Roulette, o produtor parece ter dado muito mais atenção ao presente registro com Action do que com o próprio trabalho em si. Um projeto exagerado (com exatas 30 faixas) e que passa longe de ser repetido em Rare Chandeliers. Continuar lendo

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Disco: “Good Kid, M.A.A.d City”, Kendrick Lamar

Kendrick Lamar
Hip-Hop/Rap/West Coast Rap

http://topdawgmusic.com/splash/

Por: Cleber Facchi

Há um ano prever o que seria definido dentro do Hip-Hop parecia ser uma tarefa fácil para quem acompanhava a cena estadunidense. Tendo como base os samples obscuros que serviam de sustentação aos trabalhos de Tyler, The Creator, A$ap Rocky e Death Grips, tudo indicava que o rap mergulharia de vez no experimento. Parecia que todos seriam Shabbaz Palaces e rimar seria apenas um fator aleatório, visto que a sonoridade parecia ser maior dos que os versos. Quem apostou nessa proposta irregular e no encaminhamento até então “previsível” ao estilo não apenas se enganou, como deixou passar o pequeno cenário que começava a ser planejado. Um imenso retrocesso conceitual incorporado até por quem insistia no experimento e que traria de volta toda a variedade de referências pop/comerciais que definiram o hip-hop no começo dos anos 2000 ou até mesmo antes disso.

Espécie de aviso do que seria firmado dali alguns meses, quando Habits & Contradictions foi lançado em janeiro deste ano Schoolboy Q não apenas trouxe de volta todas as melodias tradicionais do hip-hop entalhado por Jay-Z, OutKast e Snoop Dogg, como parecia apresentar o elenco que reformularia todos os acontecimentos que viriam pela frente. Lançado pelo selo independente Top Dawg Entertainment (TDE), o disco estabelecia as bases para o que Jay Rock, Ab-Soul, além do próprio Q pareciam inclinados a promover: um som descompromissado, recheado por samples de músicas parcialmente conhecidas e versos prontos para grudar nos ouvidos do espectador. Nada das experimentações trabalhadas no último ano. Apenas a fumaça do baseado subindo pelo quarto, rimas sobre garotas de biquíni, álcool e o cotidiano sombrio que acompanha cada rapper.

Também membro do mesmo coletivo e presente em cada um dos trabalhos lançados pelos parceiros de selo, Kendrick Lamar sempre pareceu o representante mais consciente do pequeno grupo. Profundo interessado em expandir o mesmo encaminhamento melódico que circulava pelos trabalhos dos conterrâneos – sem jamais abandonar os versos temperados pela origem humilde que o acompanha -, o rapper transformou o debut Section.80 em um aperitivo – ainda que inconsciente – para o que é entregue agora com a chegada do possivelmente histórico Good Kid, M.A.A.D City (2012, Interscope/Aftermath/Top Dawg). Retorno não apenas ao que fora consolidado há uma década, o álbum traz de volta toda a verve de experiências que tingiram a década de 1990, transitando em uma medida particular pelos versos do clássico Illmatic (1994) de Nas ao mesmo tempo em que encontra sustento nas batidas de The Chronic (1992), do parceiro de produção Dr. Dre.

Com o subtítulo de A Short Film by Kendrick Lamar, o álbum torna claro logo na capa que temos em mãos um registro de encaminhamentos e definições totalmente bibliográficas. Concentrado de forma integral na vida do rapper – iniciando aos 17 anos até alcançar o presente instante -, o disco mantém na utilização constante de diálogos e versos quase narrados (bem representados em Sing About Me, I’m Dying Of Thirst) uma definição clara do que passeia por todo o trabalho. Além do universo particular do rapper, que em diversos momentos se perde entre montes de cocaína e tiros, outro elemento surge como um ingrediente necessário ao disco: a família. Da capa – com Kendrick ainda bebê nos braços dos tios – aos diálogos espalhados de maneira quase cinematográfica por todo álbum, a herança (cultural e religiosa) dos familiares é uma ferramenta necessária ao desempenho do disco, como se o rapper lembrasse cada membro da família em todo verso que surge de maneira firme pelo registro. Continuar lendo

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Disco: “Cruel Summer”, G.O.O.D. Music

G.O.O.D. MUSIC
Hip-Hop/Rap/R&B

http://kanyewest.com/

Por: Fernanda Blammer

Kanye West é um verdadeiro gênio. Não apenas por ter lançado quatro trabalhos de pura relevância no rap que se estabeleceu na última década e nem por ter transformado My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010) em uma obra-prima de valor ainda incalculável, mas por saber a hora certa (com o perdão dos termos futebolísticos) de “sair de campo”. Depois de lançada a bem construída e aguardada parceria com Jay-Z no último ano, Watch The Throne, West aparece agora cercado de um grandioso conjunto de novos colaboradores, figuras cultuadas do hip-hop contemporâneo que o ajudam a solidificar a coletânea Cruel Summer (2012, G.O.O.D. Music), uma espécie de descanso antes que West esteja de fato preparado para um novo álbum.

Montado em 2004 com o intuito de apresentar novos nomes do rap norte-americano, o selo G.O.O.D Music (a sigla vem de Getting Out Our Dreams, algo como como “realizando nossos sonhos”)  serve como a premissa para o registro que West e a soma de colaboradores que o acompanham entregam agora. Com o único intuito de promover o casting de artistas que fazem parte da gravadora (incluindo John Legend, Kid Cudi e Mos Def) o registro de 12 composições passeia por uma notória vertente de sub-gêneros dentro do hip-hop recente, incorporando pequenas anunciações de cada uma das faces que surgem pelo disco.

Embora protegido por uma premissa de acertos e conceitos que se sustentam pela capa icônica que ilustra o trabalho, da primeira à última música diversos são os terrenos incorporados pelos distintos colaboradores. Entregue ao resgate do Hip-Hop relacionado com as peculiares referências da música Pop – gênero que voltou a se destacar no último ano graças à ascensão de nomes como Kendrick Lamar e mais recentemente Schoolboy Q -, o disco traz na dúzia de canções que o definem um bolo de rimas fáceis, samples bem estabelecidos e uma diversidade de outros componentes que o tornam tão radiofônico quando qualquer disco de rap plástico que surgiu em idos dos anos 2000.

Espécie de “host” da festa que inicia com a pegajosa To The World, Kanye West aparece em mais da metade das faixas que explodem no decorrer do álbum. Por vezes responsável pelo sustento das composições, ao mesmo tempo em que passeia como um mero nome figurativo por outras, o rapper assume uma postura duvidosa, tornando a genialidade de sua obra levemente fragilizada em alguns instantes. Sem o mínimo interesse em apresentar um trabalho tão grandioso quanto o bem planejado registro entregue em parceria com Jay-Z no último ano, o artista permite crescer um registro que mantém do começo e o fecho em um nível aceitável, mas um miolo que deteriora nitidamente. Continuar lendo

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