Arquivos da Tag: R&B

Le1f: “Spa Day”

Le1f

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Le1f

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Sempre bem humorado e interessado a provocar os ouvintes mais “conservadores”, o rapper Le1f volta com mais um ótimo clipe. Tão afetado quanto em qualquer outro lançamento, o norte-americano faz de Spa Day mais uma exibição para corpos sarados, imagens provocantes e tudo aquilo que naturalmente abastece boa parte do R&B/Rap feminino estadunidense. Com direção e produção assinada por Jesse Miller-Gordon, o trabalho transporta Le1f e um time de convidados para um Spa, enquanto imagens carregadas de umidade e corpos suados ditam as regras do vídeo. A canção faz parte da última mixtape do artista, Fly Zone, lançada no começo deste ano.

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Le1f – Spa Day

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The Weeknd: “Kiss Land”

The Weeknd

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Abel Tesfaye parece pronto para caminhar pelo cenário obscuro firmado com a trilogia inicial do The Weeknd mais uma vez. Depois de transformar House Of Balloons, Thursday e Echoes Of Silence em uma das estreias mais surpreendentes dos últimos anos, o cantor e produtor canadense mergulha no R&B sombrio que lhe concedeu vida para revelar o ambiente também doloroso de Kiss Land. Quarto registro em estúdio, o trabalho parece se ausentar dos limites caseiros definidos nos três primeiros álbuns, trazendo no propósito épico (em uma medida muito próxima de Frank Ocean) e pequenas experimentações (capazes de invocar Autre Ne Veut) as bases para o que deve orientar o próximo lançamento de Tesfaye. Dividida em dois atos, a canção que dá título ao disco arrasta quase oito minutos de batidas climáticas, vozes e samples em uma medida de novidade e nostalgia, como se ao final de Echoes Of Silence o produtor emendasse na composição.

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The Weeknd – Kiss Land

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Solange: “Look Good with Trouble” (Ft. Kendrick Lamar)

Solange

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Originalmente lançada no último ano como parte de True EP (2012) – melhor trabalho de Solange Knowles até agora -, Look Good with Trouble ganha um tempero extra em nova versão. Além do R&B suavizado que se derrama pela versão original da faixa, quem aparece para colaborar com a cantora é Kendrick Lamar. Seguindo o mesmo propósito que o testado em How Many Drinks?, parceria com Miguel, a canção se esparrama em um composto melancólico, inicialmente tramado nos versos dolorosos de Solange e posteriormente seguidos nas rimas comportadas de Lamar. Ao que tudo indica a irmã de Beyoncé deve apresentar até o fim de 2013 o aguardado terceiro registro em estúdio, seguindo (ou não) o acabamento testado no último EP.

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Solange – Look Good with Trouble (Ft. Kendrick Lamar)

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Banks: “Warm Water”

Banks

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Com algumas boas composições em mãos e um trabalho que se estende desde o último ano, só faltava à californiana Banks a presença de um produtor que soubesse como tirar máximo proveito dos vocais e sonorizações compactas que acompanham a artista. Sem se afastar do ambiente comportado que a cantora original de Los Angeles, Califórnia já vinha trabalhando, Orlando Higginbottom, o responsável pelo Totally Enormous Extinct Dinosaurs aproxima a sonoridade da artista de um ambiente marcado pelo minimalismo e aspectos exatos do R&B. Espécie de Jessie Ware menos épica e trilhando o mesmo percurso sombrio do The XX em 2009, Banks faz de Warm Water seu melhor exemplar até agora, além de um excelente princípio para quem ainda desconhece o trabalho da norte-americana.

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Banks – Warm Water

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Miojo Indie Mixtape “Slowly” Edition

Miojo Indie Mixtape Slowly Edition

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Calma. Depois da overdose de sons dançantes e canções mergulhadas na música folk de nossa mixtape dupla – Synthetic & Organic edition -, desaceleramos um pouco para apresentar nossa mais nova coletânea: Slowly Edition. Temperado por 12 canções que passeiam entre a eletrônica, ambient music, Trip-Hop, experimental e R&B, o trabalho tem como único propósito a calmaria, o jogo amigável dos sons e uma carga leve de erotismo. Diferente da última mixtape, a maioria dos artistas selecionados são iniciantes, alguns ainda nem tiveram o primeiro disco lançado, ou seja, mais um bom motivo para prestar a atenção pelos próximos meses. Abaixo o link para download e no final do post o player para escutar sem precisar baixar. Ouça e relaxe.

DOWNLOAD

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#01. Twigs – How’s That

Ao final de 2012, a britânica Twigs foi apresentada como uma das apostas para o novo ano. Graças ao trabalho realizado em faixas como Breathe e outras três composições pinçadas do primeiro EP da artista, a cantora/produtora inglesa deu vida a um dos melhores exemplares do Trip-Hop em anos. Sem se ausentar do cenário estabelecido há alguns meses, How’s That marca o retorno da artista, que ainda mais ciente das transformações dentro da própria música, deixa fluir um exemplar de pura experimentação e delírios eróticos. Ainda que essencialmente melancólica, a letargia sedutora que se aproveita da faixa empurra o trabalho para outra direção, efeito ampliado no clipe desconcertante e suave que decide os rumos da faixa.

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#02. Jenny Hval – Mephisto In The Water

Jenny Hval

Misture as sutilezas vocais de Joanna Newsom, a esquizofrenia de Laurel Halo e o clima etéreo que banha os trabalhos de Julia Holter e você tem em mãos a mágica Mephisto In The Water. Aquecimento para o que a novata Jenny Hval deve concluir (ou iniciar) com o lançamento de Innocence Is Kinky, a canção transforma os vocais da norueguesa em um instrumento poderosíssimo. Sempre acomodada em um universo de exaltações instrumentais confortáveis, a artista raspa vez ou outra nos experimentos que decidem tanto o trabalho de Juliana Barwick como em menor escala Holy Herndon e todo o ambiente complexo de Movement (2011).

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#03. Giraffage X DWNTWN X Jhameel – Move Me

Giraffage

Desde o lançamento do ótimo The Human Condition, em 2011, o norte-americano Jahmeel parecia distante de apresentar alguma nova composição ou mínima novidade ao público. Para quem sentia falta do artista, uma parceria com DWNTWN e ninguém menos do que o queridinho Giraffage deixa crescer uma das canções mais adoráveis de 2013. Intitulada Move Me, a nova faixa dança pela dobradinha de vocais assinados pelo casal, tudo isso enquanto os beats cuidadosos do californiano se esparramam em uma medida erótica e envolvente. A canção foi lançada com exclusividade como parte da coletânea Kitsuné America 2 e por enquanto não deve figurar oficialmente em um novo trabalho de nenhum dos artista integrantes do projeto.

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#04. Opala – Two Moons

Opala

Quando Marcela Vale (Mahmundi) veio contar há alguns meses que estava trabalhando com Maria Luiza Jobim e velho colaborador Lucas de Paiva (People I Know) em um novo projeto, o hoje intitulado Opala parecia ser apenas um agrupado de ideias e faixas caseiras. De posse do primeiro exemplar, Two Moons, a encantadora parceria se revela como mais um ponto assertivo na crescente e cada vez mais rica cena musical carioca. Depois de Secchin, Apollo e da própria Mahmundi, chega a hora de mergulhar nos sintetizadores outonais e no clima melancólico da canção, faixa que inaugura o novo projeto com uma sonoridade que flutua entre o Beach House e o que há de mais nostálgico na produção musical da década de 1980.

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#05. Poliça – Tiff (ft. Bon Iver)

Poliça

A relação do grupo Poliça com o guitarrista Michael Noyce do Bon Iver serviu para aproximar a banda de Minneapolis, Minnesota do vocalista/lider Justin Vernon. Depois de uma das estreias mais encantadoras do último ano, Give You The Ghost, a banda volta a reforçar os sons testados no primeiro disco, reforçando a relação com o R&B e dessa vez estreitando os laços com as pequenas particularidades eletrônicas. Dentro dessa proposta nasce Tiff, parceria com Vernon e uma sequência madura daquilo que a banda vinha promovendo no último ano. Próxima dos sons e do clima da década de 1980, a canção dança em um cenário obscuro, alimentando um cenário que parece projetado apenas para que os vocais de Channy Leaneagh se encontrem com os complementos gerados a patir do parceiro.

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#06. SZA – Wings

Sza

SZA representa boa parte do que identifica a música negra atual. São colagens assumidas de sons, gêneros e diferentes conceitos sonoros, eixo que a norte-americana representa tanto na capa colorida de S EP (2013, Independente), como na sonoridade vasta que se derrama ao longo de toda a obra. Construído como uma composição de três atos – uma para cada letra do “nome” da cantora -, o trabalho concentra no primeiro exemplar um resultado abertamente voltado ao etéreo. Enquanto batidas são agrupadas lentamente, os vocais puxam o ouvinte para um universo que mesmo tratado com nostalgia, preza pela novidade. (Resenha)

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#07. Daughter – Get Lucky

Daughter

Com o primeiro registro de estúdio disponível desde o meio de março, a banda britânica Daughter dá sequência ao som compacto que vem desenvolvendo, não com uma composição inédita, mas um inusitado cover. Contrariando o resultado de boa parte dos Mashups e remixes de Get Lucky, o trio inglês acomoda o novo single do Daft Punk em um acolchoado ambiental que dança pela música folk em ecos etéreos de Dream Pop. Nada do baixo suingado, os vocais Pharrell Williams ou todo o clima setentista que conduz a faixa, tudo é reformulado de maneira que estranhamente consegue superar as próprias composições do trio. A canção funciona como um bom aquecimento para quem ainda não ouviu If You Leave, estreia do grupo.

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#08. Say Lou Lou – Fool Of Me (Ft. Chet Faker)

Say Lou Lou

As gêmeas suecas Elektra e Miranda Kilbey parecem interessadas em brincar com a mente do espectador. Duo responsável pelo projeto Say Lou Lou, as irmãs trouxeram em meados de março a sutileza ambiental de Julian, um mero aquecimento para o que se completa agora com o lançamento da acolhedora Fool Of Me. Parceria com o produtor australiano Chet Faker, a canção passeia pela década de 1980, absorvendo aspectos de forte proximidade com o que o Chromatics alcançou no último ano com Kill For Love. Etérea, a canção dança em uma medida doce entre o R&B e o Pop, sustentando o que a dupla deve promover em breve com o lançamento do primeiro álbum.

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#09. Baths – Ironworks

Baths

O tempo trouxe apenas benefícios e maturidade ao trabalho de Will Wiesenfeld. Onde havia luz, o produtor tratou de preencher com trevas, o que era gracioso se transformou em amargura e os encaixes sutis de Cerulean (2010) hoje dão vida ao plano obscuro de Obsidian (2013, Anticon). Segundo registro em estúdio do californiano à frente do Baths, o álbum traz de volta elementos específicos da produção eletrônica da década passada. Uma medida instável de batidas eletrônicas que se fragmentam a todo o instante, sintetizadores derramados em texturas ambientais e vocais que dançam de acordo com a essência ruidosa da obra, tudo enquadrado em um cenário de pleno sofrimento. (Resenha)

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#10. Sean Nicholas Savage – She Looks Like You

Savage

A década de 1980 e aquele típico clima de “música de motel” é resgatado com cuidado e beleza pelo canadense Sean Nicholas Savage. Apoiado em um mar de referências compartilhadas que vão de Twin Shadow até Destroyer, o músico anuncia para o dia 28 de Maio a chegada de Other Life, primeiro registro oficial e uma espécie de coletânea marcada pelo romantismo. Em She Looks Like You o norte-americano deixa fluir o que há de mais doloroso e honesto em sua obra: os sentimentos. Melancólica, a canção traz em sintetizadores compactos o princípio do que Savage deve resumir de forma nostálgica no decorrer do primeiro disco.

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#11. Majical Cloudz – Bugs Don’t Buzz

Majical Cloudz

Impersonator, mais novo registro em estúdio do Majical Cloudz, é um trabalho que desde o princípio foi apresentado como uma das grandes obras de 2013 – mesmo meses antes de seu lançamento. Com pistas sendo reveladas desde o lançamento de Turns Turns Turns EP, no último ano, o mais novo trabalho de Devon Welsh alcança um novo ponto de transformação com a chegada da dolorosíssima Bugs Don’t Buzz. Construída em cima de bases de piano e voz, a canção prossegue com a sensibilidade esbanjada em Childhood’s End, lidando com confissões experimentais em uma medida de som que muito se aproxima de Depeche Mode e outros ícones dos anos 1980. Melancólica, a canção está no registro anunciado para 21 de Maio.

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#12. Braids – Amends

Braids

Assim como no começo da década passada, a produção canadense se apresenta como um dos grandes focos de novidade do cenário musical. Em meio a boa repercussão de nomes como Grimes, Purity Ring, Majical Cloudz e outras centenas de artistas, quem anuncia o retorno são os membros do Braids. Responsável por um dos grandes álbuns de 2011, Native Speaker, o coletivo que conta com os vocais de Raphaelle Standell-Preston (Blue Hawaii) faz da etérea Amends uma continuação experimental e ainda mais delicada de tudo o que o grupo alcançou há dois anos. Sobreposições vocais, batidas moderadas e todo um clima sutil que se esparrama confortavelmente nos mais de seis minutos da nova canção. A canção estará no próximo disco da banda, ainda sem data de lançamento, mas previsto para 2013.

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Veja Outras Mixtapes do Miojo Indie

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The Child Of Love: “One Day” & “Owl”

The Child Of Lov

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Depois de passar boa parte do último ano preparando terreno, finalmente o primeiro registro em estúdio do holandês The Child Of Lov foi lançado. Como prometido, a curiosa estreia traz na presença de Damon Albarn (Blur) e MF DOOM dois complementos necessários para o estranho projeto. Misto de R&B, eletrônica, Hip-Hop e outras experimentações que por vezes tocam a psicodelia, o autointitulado registro traz na presença dos dois britânicos um princípio para o universo desconcertante do produtor. Enquanto Owl se perde em loops esquizofrênicos, perfeitos para as rimas do rapper convidado, One Day se permite sujar pelas guitarras arrastando os vocais de Albarn em um propósito de completa estranheza. As duas faixas você ouve abaixo:

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The Child Of Love – One Day (Damon Albarn)

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The Child Of Lov – Owl (Ft. DOOM)

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Terra Preta: “Disposição”

Terra Preta

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Enquanto o R&B reassume posições graças ao trabalho de Miguel, Frank Ocean e uma centena de novos artistas, no Brasil o gênero ainda caminha a passos lentos. Na contramão do que torna acinzentado o Rap nacional, Terra Preta dá continuidade aos mesmos sons testados no excelente Homem Figa Vol.1 – 10º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2012. Recém-lançada, Disposição abre espaço para a chegada da Mixtape Milionário Em Treinamento Vol. 2, próximo trabalho do rapper que ainda conta com um clipe agendado para a próxima semana. Quem desconhece o trabalho do rapper, encontra toda a discografia para download na página do artista.

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Terra Preta – Disposição

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Terra Preta – Homem Figa Vol.1

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Mariah Carey: “#Beautiful” (ft. Miguel)

Miguel

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Miguel é o novo queridinho da música norte-americana. Capa de uma centena de revistas e outras publicações, o cantor continua acumulando elogios por conta do bem sucedido Kaleidoscope Dream (2012). Segundo registro em estúdio do músico, o álbum vai além do próprio limite, tanto que para a construção de #Beautiful, parceria entre Mariah Carey e Miguel o destaque não fica por conta dela, mas dos vocais dele, que abrem e preenchem a composição. Com direito ao uso de vocais descomunais e um passeio descompromissado pela música pop, a canção parece ser o primeiro passo de uma série de colaborações que devem acontecer entre o músico e outros representantes do R&B estadunidense.

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Mariah Carey – #Beautiful (ft. Miguel)

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Lauryn Hill: “Neurotic Society”

Lauryn Hill

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Poucos artistas tem permissão para entrar em um hiato de 15 anos e regressar a hora que bem entenderem. Lauryn Hill é um desses casos raros. Sem nenhum registro de inéditas desde o lançamento do bem sucedido The Miseducation of Lauryn Hill, em 1998, a norte-americana continua passeando pelo Hip-Hop e a música negra de forma geral com a estreia de Neurotic Society, primeiro exemplar da cantora em anos. Conduzida por uma medida furtiva de rimas, sintetizadores e batidas, a canção aparece pedindo espaço, empurrando para os lados Azealia Banks, Angel Haze ou qualquer outra novata que tenha encontrado apoio nas rimas velozes da artista. Lançada às pressas por obrigação da gravadora, a faixa abre caminho para o que pode resultado no próximo registro em estúdio de Hill.

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Lauryn Hill – Neurotic Society

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Disco: “Curiosity”, Wampire

Wampire
Lo-Fi/Psychedelic/Indie
https://www.facebook.com/wampiremusic/

 

Por: Fernanda Blammer

Wampire

Eric Phipps e o parceiro Rocky Tinder do Wampire são fanáticos por referências nostálgicas, ambientações musicais caseiras e marcas específicas do que foi construído entre 1960 e 1980. Dançando em um mistura de referências que vai da psicodelia hippie aos sintetizadores que lavaram com neon a produção musical construída há mais de três décadas, o duo de Portland, Oregon traz na fluorescência pop uma provável junção para esse jogo de elementos tão instáveis. São canções que mesmo orientadas por um fundo excêntrico, em nenhum momento se desprendem do apelo comercial e dançante.

De posse do primeiro registro em estúdio, Curiosity (2013, Polyvinil), a dupla faz do imenso quebra-cabeças um princípio básico para uma obra que se sustenta e caminha por conta própria. As referências estão por todos os lados, porém, tratadas dentro de uma linguagem particular, jovial. A psicodelia em alguns instantes parece fruto de um aficionado pelo indie rock dos anos 2000, enquanto o Synthpop se manifesta em uma camada de nostalgia não vivenciada. Uma estranha artificialidade de sons que parecem há pouco descobertos, mas que não prejudicam a execução do álbum. De certa forma, até servem para explicar a massa colorida que dá vida ao trabalho.

Enquanto a faixa de abertura do disco, The Hearse, praticamente arremessa décadas de sons e ritmos sintetizados em uma aceleração que esbarra no cômico, à medida em que o disco se desenvolve a dupla parece tirar maior proveito das próprias preferências. A adorável Spirit Forest, por exemplo, deixa nos sintetizadores bem aproveitados e guitarras que por vezes caem no R&B um encaminhamento consistente. Uma sonoridade que lida de forma confessa com o pop, mas ainda assim esbarra em contextos excêntricos como os que acompanham Ariel Pink’s Haunted Graffiti e, principalmente, John Maus, vide a aproximação com We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves (2011).


Com produção assinada por Jacob Portrait (Unknown Mortal Orchestra), o trabalho mantém na obra do grupo conterrâneo uma aproximação natural. Vocais que partilham de um mesmo tratamento caseiro, guitarras que se entregam abertamente ao passado e versos capazes de lidar com o amor de forma honesta. A diferença está no ritmo. Enquanto a obra do UMO se dissolve em uma medida de calmaria que toca o lisérgico, a estreia do Wampire clama pelo excesso e a aceleração, um efeito que praticamente mergulha as composições do grupo em uma massa saturada de vozes, teclados, batidas e guitarras sem qualquer pausa aparente. Continuar lendo

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