Arquivos da Tag: Mister Lies

Giraffage: “Music Sounds Better With You”

Giraffage

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Dividido de maneira atenta entre o R&B e pequenas doses de experimentações Lo-Fi, o californiano Giraffage é responsável por uma das estreias mais surpreendentes do ano: Needs. Iniciando agora uma turnê com o conterrâneo Mister Lies – responsável por outro bom lançamento, Mowgli -, o produtor se afasta do hermetismo firmado há alguns meses para dar vida à adorável Music Sounds Better With You. Apaixonante, a canção traz no uso bem delineado dos teclados um encaminhamento seguro para o clima intimista que Giraffage já vinha promovendo. Adepta das mesmas sutilezas testadas recentemente na parceria com Jhameel e Dwntwn em Move Me, a faixa (na verdade um remix de Stardust) possibilita o crescimento do lado mais pop do artista. Abaixo você encontra também as nove composições que recheiam Needs.

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Giraffage – Music Sounds Better With You

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Giraffage – Needs

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Disco: “Mowgli”, Mister Lies

Mister Lies
Experimental/Ambient/Electronic
http://misterlies.bandcamp.com/

 

Por: Cleber Facchi

Mister Lies

Uma trama sombria se apodera do trabalho de Nick Zanca. Oculto pelo nome de Mister Lies, o produtor norte-americano vem desde 2011 se concentrando no desenvolvimento de trilhas sonoras banhadas pelo experimento e a mais profunda ambientação. Utilizando da sobreposição etérea das batidas, bases atmosféricas e vocais explorados como mínimos complementos sintéticos, o artista fez de faixas como Cleam e Waveny um caminho direto para a nuvem climática que paira sobre sua mente. Uma resposta obscura ao que Thom Yorke alcançou de forma revolucionária com o Radiohead pós-Kid A (2000) e ao mesmo tempo uma sombra das reverberações chapadas que banham os domínios ensolarados de qualquer trabalho relacionado com a Chilwave.

Enquanto Toro Y Moi, Washed Out e outros representantes da mesma cena tratam de absorver a herança de projetos como Boards Of Canada de maneira doce e com um fundo matinal, Zanca parece movido pelo oposto no decorrer de Mowgli (2013, Lefse). É como se o produtor partisse exatamente do final de tarde que Alan Palomo pinta de forma eletrônica no último disco do Neon Indian, Era Extraña (2011), rumo à um nítido passeio noturno. Surgem assim composições que amenizam bases rústicas em prol de um delineamento sonoro essencialmente amargo e de natureza sofrida. Um canto sem voz, mas capaz de conduzir o ouvinte solitário por entre paredes de ruídos acinzentados, sintetizadores minimalistas e todo um acabamento que fragmenta o clima sombrio do R&B em diferentes blocos de som.

Sem o exagero de qualquer registro do gênero, Mister Lies concentra todos os esforços do álbum na produção de oito rápidas composições. Músicas que absorverem uma mesma proposta instrumental, garantindo dessa forma o real propósito do disco: a formação de uma única e imensa faixa. Cada composição espalhada pelo álbum se manifesta como um ato ou fração do todo. Posicionadas de forma crescente – vide o aquecimento em Ashore e o ápice em Trustfalls -, as canções são articuladas de forma concisa, como se uma servisse de suporte para o que será aprimorado logo em sequência. Se por um lado a abertura esbanja timidez, quanto mais caminhamos pela obra rumo ao fechamento, mais o produtor revela as reais intenções do disco.

 

Da mesma forma que nos lançamentos anteriores e pequenos singles de Zanca, Mowgli é um trabalho que mantém no “quase” um curioso estímulo para o ouvinte permanecer no disco. Com exceção de Trustfalls e do saxofone erótico que se derrama pela composição, nenhuma das faixas presentes no disco tratam da construção instrumental com certo toque de grandiosidade. Tudo se manifesta de forma sempre diminuta, como se as faixas morressem antes mesmo de alcançar o ponto máximo de invenção, o que de forma alguma parece ser um erro. Talvez isso se relacione com a percepção de que cada música compõem intencionalmente o todo da obra, transformando o álbum em uma seleção de pequenos momentos que se completam em união. Continuar lendo

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Mister Lies: “Lupine”

Mister Lies

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Uma de nossas maiores apostas para 2013, Mister Lies continua surpreendendo. Com um resultado muito mais experimental do que o proposto nos anteriores inventos, Lupine deixa mais do que claro o que será aprofundado no decorrer de Mowgli, trabalho de estreia do produtor. Com previsão de lançamento para o dia 26 de Fevereiro, o álbum deve amarrar as pontas entre o R&B e a experimentação ambiental, proposta que há tempos vem se desenvolvendo dentro do trabalho do artista estadunidense.

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Mister Lies – Lupine

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Miojo Indie Apresenta: Apostas 2013

Miojo Indie Apostas 2013

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Com o ano beirando o fim, é chegada a hora de anunciar nossas apostas para 2013. A exemplo do texto apresentado ao final do ano passado, selecionamos 20 artistas que você deve prestar atenção no decorrer do próximo ano. Entre nomes já conhecidos internacionalmente e artistas brasileiros, é visível uma maior valorização do R&B, transformações no Hip-Hop e uma necessidade clara de experimentar musicalmente – tanto no pop quanto em outros estilos já favoráveis a isso. Ouça, experimente cada um dos artistas abaixo e fiquem atentos ao que eles vão apresentar pelos próximos meses. Continuar lendo

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Mister Lies: “Align”

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De todos os novos nomes do R&B norte-americano, Nick Zanca ou Mister Lies talvez seja um dos mais interessantes ou pelo menos o mais inventivo. Sempre próximo de um resultado climático e essencialmente doce, o produtor anuncia para o dia 26 de fevereiro do próximo ano a chegada de Mowgli, registro de estreia e composto de oito faixas inéditas com o que há de mais inovador dentro do gênero. Primeiro exemplar a ser entregue do registro, Align explora ainda mais o caráter eletrônico de Zanca, que substitui o clima denso e por vezes sombrio de outrora, para solucionar um composto dançante e até mais atrativo. O produtor apareceu aqui pela primeira vez na nossa mixtape especial de R&B, confira.

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Mister Lies – Align

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Mister Lies: “Waveny”

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Já falamos sobre o trabalho do produtor norte-americano Mister Lies em nossa última mixtape, a R&B Edition, projeto que se entrega ao uso de composições sombrias, levemente eróticas e sempre atmosféricas. Ainda dentro desse mesmo resultado instrumental, o artista vindo de Chicago apresenta agora mais um fino exemplar da sequência de lançamentos que vem promovendo há alguns meses. Assim como nas demais criações do produtor, em Waveny uma base eletrônica repleta de ruídos vai se misturando ao uso competente de pianos, teclados e vozes que parecem trituradas para gerar o resultado final. Para quem gosta do primeiro álbum do How To Dress Well, Love Remains, a faixa é uma indicação mais do que garantida.

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Mister Lies – Waveny

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Miojo Indie Mixtape “R&B” Edition

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Em mais de seis décadas desde sua criação, o termo Rhythm and blues já passou por tantas transformações que da proposta inicial pouco sobreviveu. Há quem diga que as mistura de batidas cadenciadas e vocais suaves incorporado a soul music ainda traduzam a principal marca do gênero, entretanto, basta uma rápida audição pelo trabalho de veteranos da cena para ver que até isso se transformou. Pensando nessa variedade de subgêneros dentro do R&B que apresentamos agora nossa nova Miojo Indie Mixtape. Entre experimentos, emanações lo-fi, aproximações como a eletrônica e a conversação com a música pop, selecionamos 13 faixas lançadas do começo do ano até agora (com exceção de The Weeknd), uma para cada possível variação dentro do estilo.

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#01. Jessie Ware – Wildest Moments

Para abrir a nova mixtape de maneira épica, nada mais coerente do que apresentar o trabalho da inglesa Jessie Ware. Responsável por uma das maiores estreias do ano – o ótimo Devotion -, a cantora faz do single Wildest Moments o maior exemplar de sua ainda curta, porém, proeminente carreira. Carregada por elementos da música pop e da eletrônica, a faixa segue em ritmo crescente, utilizando dos vocais de Ware como elemento guia durante toda a extensão da música. Quem reclamava sobre a ausência de alguém que ocupasse o espaço de Amy Winehouse, eis a melhor resposta.

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#02. Usher – Climax

Forte candidata a melhor música do ano, Climax representa bem o título que carrega. Erótica, envolvente e muito bem produzida, a parceria entre o cantor Usher e o produtor Diplo faz nascer aquele que é o maior exemplar de toda a trajetória do rapper norte-americano. Parte do disco Looking 4 Myself, a canção sintetiza todos os acertos da carreira de Usher, que se desprende do R&B pop do passado para incorporar um trabalho mais sério e consequentemente assertivo. Se você precisa de uma música para apimentar a relação, Climax é a faixa mais indicada.

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#03. Aaliyah – Enough Said (Ft. Drake)

A morte prematura da cantora Aaliyah em agosto de 2001 de forma alguma serviu para apagar a crescente trajetória da artista. Na parceria póstuma entre ela e o rapper Drake, vê-se claramente o quanto a cantora deixa marcas expressivas no que ecoa na voz de grandes divas da música pop de hoje. De Beyoncé a Rihanna, quem se aventura pelos campos da musica negra traz de alguma forma elementos do que definiram a rápida passagem de Aaliyah pelo mundo da música. Embora não seja o melhor exemplar da carreira da artista, Enough Said serve para despertar o interesse de quem ainda desconhece a música da cantora.

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#04. Bobby Womack – Please Forgive My Heart

A exemplo do que aconteceu com o falecido Gil Scott-Heron em 2010, Bobby Womack ganhou uma segunda chance para brilhar no atual panorama musical. Em The Bravest Man in the Universe o cantor e compositor não apenas marca o retorno com um disco de inéditas (depois de um hiato de 18 anos), como mostra que ainda tem muito o que mostrar para a nova geração de músicos. Em Please Forgive My Heart o norte-americano deixa fluir toda a beleza de seus versos e vocais, que mesmo lapidados pelo tempo, o alcool e as drogas, ainda flutua suavemente em nossos ouvidos.

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#05. AlunaGeorge – Your Drums, Your Love

Em Your Drums, Your Love a dupla britânica AlunaGeorge mostra porquê é uma das grandes revelações da música inglesa recente, promovendo um R&B sujinho e levemente dançante que soa como o encontro coeso entre Lana Del Rey e Beyoncé. Com uma sonoridade intimista e experimental na mesma medida, a canção serve como uma brilhante apresentação ao trabalho do jovem duo, artistas que caminha pelo irregular terreno da música pop sem pisar nos mesmos exageros ou redundâncias do gênero. Com poucos músicas no repertório, o casal prepara o primeiro disco para 2013.

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#06. Frank Ocean – Bad Religion

Talvez responsável pelo melhor discos de 2012 – Channel, ORANGE -, Frank Ocean faz de Bad Religion a mais bela composição de sua ainda curta carreira. Extremamente dolorosa, a canção passeia pela solidão, desajustes amorosos e toda uma variedade de percepções e melancolias que crescem a cada nova audição. Honesta, a faixa é uma mínima mostra do que o rapper constroi ao longo do primeiro disco, facilmente um dos discos mais importantes dessa década – não apenas para o Hip-Hop/R&B.”To be in love with someone/ Who could never love you”.

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.#07. Cassie – King Of Hearts

Imagine uma Rihanna menos bobinha, pois assim é a nova-iorquina Cassie Ventura. Cantora responsável por uma das músicas mais pegajosas do ano, a artista faz de King Of Hearts um elo entre o R&B e as pistas de dança, proclamando uma composição que parece feita para colar nos ouvidos logo em uma primeira audição. Depois de um disco mais pop lançado em 2006, a cantora prepara para o começo de setembro o segundo registro, álbum que deve manter no assertivo hit a mesma soma de elementos dançantes e intimistas.

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#08. Passion Pit – Constant Conversations

Provavelmente o grande acerto de Gossamer - segundo e mais novo álbum da banda norte-americana Passion Pit – está no empenho do grupo em incorporar uma série de elementos típicos da música negra em suas diferentes formas. Seja em olhar para a explosão pop de Michael Jackson no começo da década de 1980 ou em resgatar referências distintas do que fora proclamado ao longo dos anos 70, cada etapa do álbum cresce visivelmente por conta dessa soma de acertos. Em Constant Conversations temos o exemplo mais marcante disso, com Michael Angelakos se entregando a um R&B choroso, apaixonado e incrivelmente encantador.

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#09. Evy Jane – Sayso

O que torna atrativo Sayso, primeiro exemplar da dupla canadense Evy Jane provavelmente diz respeito ao trabalho da dupla em incorporar referências que vão além dos limites tradicionais do R&B. Entre ruídos climáticos e experimentais, o casal prepara o terreno para que os vocais da cantora Evelyn Mason cresçam de maneira satisfatória, empurrando o espectador para um cenário de melancolias sufocantes e estranhamente capazes de prender o ouvinte.

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#10. How To Dress Well – Ocean Floor For Everything

Se existe algo que Tom Krell (How To Dress Well) sabe fazer é nos emocionar. Depois de lançar o maravilhoso Love Remains em 2010 e a sequência com o EP Just Once no ano passado, o músico norte-americano parte para a construção do segundo registro oficial, Total Loss. Enquanto o registro não chega, já é possível estabelecer algumas boas expectativas, principalmente por conta da sonoridade mezzo angelical, mezzo R&B de Ocean Floor For Everything, mais novo e delicado lançamento do músico.

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#11. The Weeknd – The Fall

Embora tenha sido lançado ao final de 2011, os efeitos de Echoes Of Silence só bateram de fato no começo do ano seguinte. Último exemplar da trilogia proposta pelo canadense Abel Tesfaye (The Weeknd), o álbum é também o que mais evidencia os prováveis novos rumos do produtor, artista que parece interessado em subtrair o tom climático dado ao disco de estreia, House of Balloons, para incorporar uma sonoridade maior e ainda mais intensa. Exemplo maior dessa transformação está em The Fall, composição que brinca com o épico e o diminuto de forma inteligente e bem explorada.

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#12. Mister Lies – Cleam

Existe algo de místico nas composições do produtor norte-americano Mister Lies. Sempre sublimes, as canções incorporam uma tonalidade atrativa, convertendo ruídos convencionais em um mecanismo para a movimentação das faixas. Em Cleam temos o melhor exemplar da ainda parca obra do artista, que entre batidas cadenciadas e vocais consumidos pelos efeitos faz nascer um dos projetos mais interessantes do ano. Provavelmente o resultado mais óbvio do encontro entre o The XX e as criações obscuras do produtor Clams Casino.

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#13. The XX – Missing

Retirada do segundo e mais novo álbum da banda britânica The XX, Missing mostra toda a transformação do agora trio em relação ao trabalho passado. Também dentro da proposta minimalista do aclamado XX (2009), agora os ingleses se permitem relacionar com uma sonoridade mais eletrônica, proposta que costura de forma primorosa os mais de três minutos da composição, faixa que deixa a veia R&B da banda pulsar forte. Ainda que a música valorize os vocais melancólicos de Romy Madley-Croft e Oliver Sim, o destaque fica por conta da instrumentação de Jamie Smith, elemento que garante 90% de todo o acerto do novo disco.

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