Marcado com Mahmundi

Opala: “Two Moon”

Opala

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Quando Marcela Vale (Mahmundi) veio contar há alguns meses que estava trabalhando com Maria Luiza Jobim e velho colaborador Lucas de Paiva (People I Know) em um novo projeto, o hoje intitulado Opala parecia ser apenas um agrupado de ideias e faixas caseiras. De posse do primeiro exemplar, Two Moons, a encantadora parceria se revela como mais um ponto assertivo na crescente e cada vez mais rica cena musical carioca. Depois de Secchin, Apollo e da própria Mahmundi, chega a hora de mergulhar nos sintetizadores outonais e no clima melancólico da canção, faixa que inaugura o novo projeto com uma sonoridade que flutua entre o Beach House e o que há de mais nostálgico na produção musical da década de 1980.

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Opala – Two Moon

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Silva & Mahmundi: “Amor Pra Depois” e “Balada do Amor Inabalável”

Silva/Mahmundi
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Bruno Natal do blog URBE conseguiu reviver duas pérolas quase esquecidas e nunca antes lançadas por Marcela Vale (Mahmundi) e Lúcio Silva (SILVA). Trata-se da alegre Amor Pra Depois e uma versão eletrônica para Balada do Amor Inabalável, do Skank. Ainda que mantenham a similaridade com os recentes lançamentos do casal – ela dona de Efeito das Cores, ele responsável pelo excelente Claridão -, é visível a predisposição por uma sonoridade mais leve, colorida e essencialmente pop. Nada dos relaces Lo-Fi ou dos sintetizadores oitentistas que passeiam pelo trabalho da dupla atualmente, apenas pequenas associações ou aproximações controladas como a rápida inserção dos versos de Desaguar na versão para a faixa do grupo mineiro. Enquanto Silva segue com a turnê de divulgação do último disco – que inclusive lotou o SESC Pompeia na última sexta-feira, 22 de Fevereiro -, Marcela Vale prepara para março a chegada do primeiro registro oficial.

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SILVA & Mahmundi – Amor Pra Depois
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SILVA & Mahmundi – Balada do Amor Inabalável

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Miojo Indie Apresenta: Apostas 2013

Miojo Indie Apostas 2013

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Com o ano beirando o fim, é chegada a hora de anunciar nossas apostas para 2013. A exemplo do texto apresentado ao final do ano passado, selecionamos 20 artistas que você deve prestar atenção no decorrer do próximo ano. Entre nomes já conhecidos internacionalmente e artistas brasileiros, é visível uma maior valorização do R&B, transformações no Hip-Hop e uma necessidade clara de experimentar musicalmente – tanto no pop quanto em outros estilos já favoráveis a isso. Ouça, experimente cada um dos artistas abaixo e fiquem atentos ao que eles vão apresentar pelos próximos meses. Continuar lendo

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20 Grandes Estreias de 2012

Por: Cleber Facchi & Fernanda Blammer

20 Grandes Estreias de 2012

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Depois de muita espera é chegada a hora de conhecer os melhores trabalhos lançados ao longo do ano. Antes, porém, uma pequena parada para registrar 20 Grandes Estreias de 2012. Uma seleção com duas dezenas dos melhores debuts que definiram o cenário musical ao longo do ano, independente de estilo, sonoridade ou país. Álbuns que passeiam pela eletrônica, hip-hop, rock, folk, R&B e o experimental, marcando a estreia de 20 novos artistas que devem ser acompanhados de forma atenta pelos próximos anos. Os discos foram classificados em ordem alfabética, logo, não há uma numeração ou ordem dos melhores. Aproveite para relembrar outras 25 grandes estreias que marcaram 2011 e preparem-se para as listas finais que começam na próxima semana. Continuar lendo

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Miojo Indie Mixtape “Birthday” Edition 2

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Não é costume montarmos uma lista com as melhores músicas do ano, logo, aproveitamos nossa Mixtape especial de aniversário para apresentar 12 hits – um para cada mês do ano – com algumas das melhores composições lançadas. Seguindo de onde paramos na última mixtape, em Birthday Edition 2 apenas o melhor do que rolou entre novembro do ano passado e o presente momento. São doze faixas que passeiam pelo Dream Pop, R&B, Rock, Eletrônica e Experimental, dividido meio a meio entre faixas internacionais e outras nacionais. Passou os últimos meses dormindo e não sabe o que ouvir? Nossa mixtape de aniversário serve para isso. Ah, feliz aniversário Miojo Indie!

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#01. Silva – Claridão

Faixa que dá título ao primeiro álbum de estúdio da carreira do músico capixaba, Claridão é a prova do que há de mais novo e experimental na atual fase da música nacional. Mesclando recortes eletrônicos, samples, e vozes futurísticas, a canção define grande parte do que marca a obra do cantor que passeia em um universo de referências estrangeiras sem abandonar o que ecoa na sonoridade brasileira. Crescente, a faixa soa como se Passion Pit brincasse de ser Toro Y Moi, grudando sem dificuldade mesmo nos ouvidos mais conservadores. (Resenha)

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#02. Beach House – Wild

Depois de construir um dos trabalhos mais importantes da recente década – Teen Dream –, a dúvida tomou conta da carreira da dupla norte-americana Beach House. Afinal, teria o casal Victoria Legrand e Alex Scally a chance de superar um registro tão imponente quando o álbum lançado em 2010? A resposta vem com Bloom, um trabalho que rompe com a proposta ambiental do registro anterior e firma o duo como maiores representantes do Dream Pop atual. Melhor exemplar de todo o disco, Wild mantém nos sintetizadores e guitarras crescentes uma marca clara da transformação da banda. (Resenha)

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#03. Mahmundi – Calor do Amor

Nem bem estreou e a carioca Marcela Vale já conseguiu criar uma das faixas mais pegajosas do atual rock indie tupiniquim. Fácil sem parecer banal, simples e ainda assim rodeada pelos detalhes, Calor do Amor rompe com as amarras oitentistas que se escondem nos teclados caricatos para evidenciar um retrato honesto de tudo que ecoa na música recente – seja ela brasileira ou internacional. Marina Lima, Rita Lee, Neon Indian não importam os nomes, afinal, está tudo lá, dentro dos instantes ensolarados que definem a faixa. (Resenha)

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#04. Grizzly Bear – Yet Again

Vindos de um dos trabalhos mais importantes da década passada, Veckatimes (2009), a banda nova-iorquina Grizzly Bear mantém a mesma sonoridade experimental e melódica para construir o grandioso Shields. Acumulo de tudo que a banda vem desenvolvendo em quase dez anos de carreira, o álbum expande o cenário instrumental firmado no trabalho anterior, alavancando vozes, guitarras, pianos e principalmente as letras, resultando em uma das maiores obras do freak folk ou seja lá como você queira nomear o som abrangente do quarteto. Intensa, Yet Again é apenas a ponta do imenso iceberg que a banda apresenta no decorrer do disco. (Resenha)

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#05. O Terno – 66

Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar? Se até cantar sobre ‘me diz meu Deus o que é que eu vou cantar’ já foi cantado por alguém? Além do mais tudo que é novo hoje em dia falam mal”. Bastam os versos iniciais de 66, para entender do que se trata o trabalho da banda paulistana O Terno. Brincando com a sonoridade firmada nas décadas de 1960/70 sem se importar com os clichês e prováveis exageros, o grupo alcança um resultado curiosamente novo, prova e que há novidade no passado – basta apenas saber como explorar isso. A canção ainda acompanha um dos grandes clipes do ano. (Resenha)

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#06. Tame Impala – Elephant

Há quem insista em afirmar que o “rock não é mais o mesmo”. Estes não ouviram Lonerism, segundo álbum da banda australiana Tame Impala e uma conexão colorida com o mesmo rock psicodélico e “clássico” montado em princípios dos anos 1970. Por vezes raspando no Dream Pop e até assumindo os ensinamentos de bandas como The Flaming Lips, o disco concentra em uma sequência de bem elaboradas composições todas as assertivas bases do trabalho do grupo, sendo a pesada e doce Elephant uma bela síntese de tudo que ecoa pela obra. (Resenha)

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#07. Céu – Retrovisor

Depois de brincar com a sutileza do dub/reggae em Vagarosa (2009), Céu resolveu ir além, encontrando em Caravana Sereia Bloom uma obra ainda maior do que a anterior. Denso, temperado pela saudade e apoiado de maneira clara no rock psicodélico da década de 1970, o disco empurra a cantora para um novo terreno, agora circundado pelas guitarras, distorções chapadas e toda uma verve de novas sensações. Retrovisor, primeiro single do álbum explora tudo isso, transportando a cantora para um cenário desolado e à beira da estrada, como se Céu esperasse por um amor que não vai voltar. (Resenha)

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#08. Jessie Ware – Wildest Moments

Responsável por uma das maiores estreias do ano – o ótimo Devotion -, a cantora britânica Jessie Ware faz do single Wildest Moments o maior exemplar de sua ainda curta, porém, proeminente carreira. Carregada por elementos da música pop e da eletrônica (além de um fundinho de Sade), a faixa segue em ritmo crescente, utilizando dos vocais de Ware como elemento guia durante toda a extensão da música. Quem reclamava sobre a ausência de uma nova artista que ocupasse o espaço de Amy Winehouse, eis a melhor resposta. (Resenha)

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#09. Tulipa Ruiz & Criolo – Víbora

“Em Víbora, por exemplo, faixa que divide os versos com o rapper Criolo, Tulipa Ruiz deixa fluir a criação mais intensa de sua curta carreira, algo que a letra crua e os vocais épicos traduzem de maneira seca e vingativa, quase como um escarro. ‘Metade homem, metade omisso/ Uma parte morta, outra parte lixo’ derrama em tom jazzístico e desesperado enquanto os sussuros do colaborador fluem tensos ao fundo”. Trecho retirado do texto de Tudo Tanto, segundo trabalho da carreira de Ruiz que mantém o mesmo nível de acerto do trabalho de estreia, Efêmera. (Resenha)

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#10. Grimes – Genesis

Genesis talvez seja uma das composições mais copiadas de 2012. Transitando do princípio ao fim em uma medida pop e experimental, a mais intensa composição de Visions, segundo álbum de Grimes hipnotiza, encanta e é feita para dançar. Se os teclados iniciais indicam um final, os vocais sintéticos apontam para outra, com a canção se transformando a cada segundo, revelando boa parte do que define o trabalho da artista canadense. Símbolo de todas as transformações que ditam a música pop norte-americana, Grimes é o princípio de algo maior que ainda está por vir. (Resenha)

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#11. Lucas Santtana – Para Onde Irá Essa Noite?

Lucas Santtana até já havia tratado sobre os sentimentos amargos e a melancolia em outros trabalhos, porém, em nenhum deles a dor veio tão intensa e sufocante quanto no decorrer de O Deus Que Devasta, Mas Também Cura. Mais recente álbum do cantor baiano, o álbum traz na amargurada Para Onde Irá Essa Noite? o desespero típico que cresce em cada encontro de ex-casais, resultado expresso tanto na instrumentação grandiosa que preenche a faixa, como nos versos descritivos concentrados no interior dela. (Resenha)

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12. Frank Ocean – Bad Religion

Talvez responsável pelo melhor discos de 2012 – Channel, ORANGE -, Frank Ocean faz de Bad Religion a mais bela composição de sua ainda curta carreira. Extremamente dolorosa, a canção passeia pela solidão, desajustes amorosos e toda uma variedade de percepções e melancolias que crescem a cada nova audição. Honesta, a faixa é uma mínima mostra do que o rapper constrói ao longo do primeiro disco, facilmente um dos discos mais importantes dessa década – não apenas para o Hip-Hop/R&B. ”To be in love with someone/ Who could never love you”. (Resenha)

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Veja outras Miojo Indie Mixtapes

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Disco: “Casa das Macacas”, doo doo doo

doo doo doo
Brazilian/Experimental/Indie
http://doodoodoo.com.br/

Por: Cleber Facchi

Dos ruídos obscuros que se expandem nos trabalhos do Sobre A Máquina aos inventos chapados que flutuam como brisa nos parcos singles do Dorgas, longe das barbas dos Los Hermanos o panorama carioca se encaminha para um novo rumo. Experimental e ausente da redundância que povoou boa parte dos lançamentos até meados de 2009, a prova de novos conceitos é o que guia parte de recentes estreias na Cidade Maravilhosa. Até o pop de bandas como Mahmundi ou Tereza vem marcado pela novidade, raspando vez ou outra em conceitos não convencionais para o gênero. Dentro desse cenário de constantes transformações e apropriações de novas tendências surge Casa Das Macacas (2012, Independente), álbum de estreia do grupo doo doo doo e um recorte excêntrico de tudo que caracteriza a nova música carioca.

Registro feito para quem gosta de invenção e percursos não óbvios, em cada nova faixa o quarteto – Dudu Guedes (Voz e Guitarra), Pablo Lisboa (Teclados), Alberto “Ludo” Kury (Voz e Teclados) e Marcelo Renovato (MPC e Samplers) – apaga tudo que parecia firmá-los em uma sonoridade específica para mais uma vez recomeçar. Não existe qualquer ponto seguro para o ouvinte de primeira viagem, música após música, acorde em cima de acorde há sempre transformação, com o grupo chacoalhando o disco antes que algo definido, prático ou talvez tátil possa se formar.

Com base nessa proposta, Casa Das Macacas é tudo aquilo que a banda quer que ele seja. É rock em orockok, Dub nas emanações chapadas de Não Sei Não, Pop-eletrônico nos teclados e vozes da faixa Nem ou simples experimentação em Dia de Jogo. Um eterno composto de sobreposições, provas e incorporações curiosas que expandem as tramas irregulares testadas pela banda no último ano, dentro de um pequeno, porém curioso EP. Assumindo o uso desse jogo de colagens e encaixes sombrios, aos poucos é possível estabelecer alguns padrões em relação aos rumos do projeto e da própria atuação do quarteto, o que de forma alguma garante respostas claras ou conclusões imutáveis.

Ao assumir a mesma estratégia incorporada pelo Radiohead no clássico Kid-A (2000), o grupo se mantém o tempo todo distante do grande público, encontrando nesse limite extremamente particular a formação de um som curioso e que desperta as atenções do ouvinte que passa despercebido. Por mais complexas ou incompreensíveis as armações impostas no decorrer do álbum, permanecer até o fim de cada faixa é um exercício necessário uma vez que o ouvinte precisa entender o que virá logo em frente. As vozes ásperas (e irritantes em alguns instantes), as guitarras quebradas, batidas inexatas, tudo se orienta sem que haja qualquer certeza, servindo como um gancho de motivação que lentamente consegue capturar quem passeia atento pelo álbum. Continuar lendo

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Miojo Indie Mixtape “Tropical” Edition

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Prepare a caipirinha, a salada de frutas, a camisa com estampa floral e, principalmente, não se esqueça da boa música. É chegada a hora de revivermos uma das mixtapes mais baixadas do Miojo Indie: a Tropical Edition. Depois da bem sucedida edição do último ano – que contou com nomes como João Brasil, Drunk Disco e Two Door Cinema Club – voltamos com mais uma sequência de composições ensolaradas, quentes e prontas para te fazer dançar. Diferente da edição anterior, a nova coletânea traz uma seleção de músicas lançadas nos últimos meses e todas de artistas nacionais. Prepare-se para uma passagem pelo Axé, Electrobrega, Pop e eletrônica no melhor estilo tropical. Quem quiser conta com uma prévia da mixtape ao final do post ou pode baixar no link em sequência:

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#01. Dead Lover’s Twisted Heart – Apocalipse do Amor

Se há pouco mais de dois anos a preferência por uma sonoridade mais fria e de fortes conexões com o folk estadunidense era o que definia as composições da banda mineira Dead Lover`s Twisted Heart, com a chegada do EP Lóvi tudo se transformou. Saem as letras em inglês, chegam os versos perfumados pelo calor da língua portuguesa, marca que se anuncia logo na faixa de abertura do pequeno disco: Apocalipse do Amor. Flertando com a guitarrada paraense e os ritmos mais quentes da música latina, a canção bem humorada justifica todos os acertos e novos rumos que o grupo deve percorrer daqui pra frente.

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#02. Mahmundi – Calor do Amor

Facilmente uma das melhores músicas nacionais de 2012, Calor do Amor transporta o ouvinte para o universo de sensações nostálgicas que definiram a década de 1980 e consequentemente representam todo o universo da carioca Mahmundi. Ora lembrando Marina Lima, ora se aproximando da chillwave que passeia pelo trabalho de nomes como Toro Y Moi e Washed Out, a canção – parte do EP Efeito das Cores – cresce de forma visível, impregnando os ouvintes com uma verve de sintetizadores, batidas eletrônicas e vozes que parecem prontas para acalentar todo e qualquer espectador.

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#03. Bonde do Rolê – Baby Don’t Deny It

Gravada originalmente por Robertinho do Recife, Baby Doll De Nylon ganhou um versão remodelada e ainda mais tropical nas mãos do Bonde do Rolê. Parte do segundo e mais novo álbum da banda, Tropical/Bacanal, a canção atrai em virtude dos versos remodelados (em inglês), além da presença mais do que necessária de Caetano Veloso no refrão da música. Leve e descompromissada, a faixa acerta pelo uso apurado dos sintetizadores (estabelecendo as bases da faixa), bem como das guitarras suingadas que incorporam os ritmos e referências latinas de maneira sempre dançante e leve.

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#04. Aíla – Proposta Indecente (Jaloo Remix)

Com o primeiro registro em estúdio, a cantora e compositora paraense Aíla conseguiu dar novo sentido ao que flutua na música nortista. Livre das climatizações do Melody, Electrobrega e outros ritmos locais, a artista faz de Trelelê um ótimo exemplar da música pop recente. Entretanto, foi só a música cair nas mãos do produtor conterrâneo, Jaloo que o resultado acabou cuidadosamente pervertido. Pronta para as pistas, Proposta Indecente (que conta com a presença da veterana Dona Onette) ganha uma dose extra de batidas, teclados e todo um colorido acabamento que a engrandecem ainda mais.

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#05. Lucas Santtana – Ela é Belém

Em O Deus Que Devasta Mas Também Cura, Lucas Santtana conseguiu dividir o trabalho em duas frentes distintas. De um lado faixas lamuriosas, próximas da música erudita e realces que o aproximam da MPB convencional. No outro oposto o calor, o ritmo quente e o uso adequado dos versos dentro de um contexto comercial e quase pop. Parte desse segundo grupo, Ela É Belém torna pública toda a transformação do músico, que consegue em pouco mais de quatro minutos amarrar uma infinidade de referências que há tempos ditam os rumos de suas composições.

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#06. Siba – A Bagaceira

Avante é um trabalho que inicialmente causa estranheza aos velhos seguidores do pernambucano Siba. Quem estava habituado aos inventos do cantor e compositor ao lado da Fuloresta, deve ter se surpreendido quando no começo do ano o músico largou toda a orquestra que acompanhava para mergulhar em um disco mais próximo do rock. Embora acompanhado pelas guitarras durante toda a extensão, o álbum mantém firma a leveza e a construção das faixas , resultado bem exemplificado na maneira como o cantor entrega A Bagaceira, uma síntese apurada de tudo que é desenvolvido no decorrer do novo disco.

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#07. Tereza – Eu Não Brigo

Mantendo o mesmo clima ensolarado que o grupo carioca já vinha explorando nos demais lançamentos – como no clipe de Vamos Sair Para Dançar e no EP entregue em 2011 -, Eu Não Brigo se transformando na música tema para um dia de sol à beira mar. Flutuando entre os sintetizadores da carioca Mahmundi e o clima ameno do novo disco do Lemonade, a canção é um prato cheio para quem busca por uma música leve e descompromissada. Arquitetada de forma crescente, a faixa vai aos poucos substituindo as batidas sintéticas do trabalho por um volumoso e atrativo refrão, marca que define boa parte das canções presentes no disco Vem Ser Artista Aqui Fora.

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#08. Nina Becker e Marcelo Callado – Marco Zero

Nina Becker e Marcelo Callado foram até idos da década de 1970 para encontrar as bases que definem a ensolarada Marco Zero. Por vezes se materializando como uma herança dos Novos Baianos, e em alguns instantes lembrando um pouco de Rita Lee (dos primeiros discos em fase solo), a canção explode em guitarras, pianos e batidas que criam toda a cama de texturas instrumentais para a voz marcante de Becker. Momento mais entusiasmado (e distinto) do disco Gambito Budapeste, a faixa mantém no tom radiofônico um resultado que pode ser explorado em uma próxima parceria do casal.

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#09. Gretchen – Conga Conga Conga (Boss In Drama Remix)

Antes de brincar com a eletrônica e o pop em Pure Gold, Boss In Drama foi responsável por uma série de notáveis remixes, habilidade que ele volta a esboçar agora com a divertida e dançante versão do clássico Conga, de ninguém menos que Gretchen. Com um toque de electro pop e um tempero tropical extra, a canção parece pronta para animar qualquer baladinha. Além da música que aparece agora remodelada, a faixa vem acompanhada de um vídeo, registro este que torna visível toda a habilidade da cantora em brincar com o próprio corpo, além de evidenciar por que é ainda hoje conhecida como a “Rainha do Rebolado”.

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#10. Leo Justi – Gaitero

Quem pensava que a expansão do electrobrega e dos ritmos nortistas pudessem ocultar a força do funk carioca talvez se impressione com o bom resultado assumido pelo produtor carioca Leo Justi. Unindo funk, gaitas de blues e os mesmos experimentos eletrônicos que caracterizam o mais recente lançamento do mineiro Psilosamples, Mental Surf, Justi transforma Gaitero em uma das melhores e mais divertidas músicas de 2012. O Baile Funk e todos os elementos da cultura dos morros reconfigurado para as massas – mais uma vez.

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#11. Banda Uó – Búzios do Coração

Depois de brincar com o electrobrega de maneira pop e pegajosa, ao lançar o primeiro registro oficial, Motel, o trio goiano Banda Uó resolveu investir em uma variedade de novos ritmos e sonoridades. Entre passagens pelo sertanejo, o brega e a eletrônica, o destaque fica por conta de Búzios do Coração, canção que mergulha de maneira melancólica (e bem humorada) no axé característico da década de 1990. Com um clima litorâneo, a canção funciona como a trilha sonora para um passeio solitário à beira mar.

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#12. Gaby Amarantos – Mestiça

Longe dos acertos com a música pop que tanto definem a primeira metade de Treme, estreia da cantora e compositora paraense Gaby Amarantos, Mestiça encaminha o registro para outra vertente. Mais original composição de todo o trabalho, a faixa traz na colaboração com Dona Onette (de novo ela) o lado mais conceitual e relacionado às origens da sonoridade paraense. Com guitarras que passeiam pelos ritmos típicos da música local e batidas que brincam com o tribal, Mestiça abre passagem para o que deve redefinir a carreira de Amarantos em um futuro próximo.

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#13. Felipe Cordeiro – Fim de Festa

De todos os grandes (e pequenos) nomes que definem a música paraense atual, Felipe Cordeiro é o que melhor parece compreender e traduzir a essência de todo esse universo. Figura garantida em boa parte dos registros lançados nos últimos meses e que tem uma relação com a música paraense, o guitarrista faz do mais novo álbum em carreira solo, Kitsch Pop Cult, um concentrado de todas as referências que há tempos circulam pelo norte do país. Em Fim de Festa (fecho perfeito para nossa mixtape), Cordeiro revela uma variedade de detalhes que unem o passado e o presente da sonoridade que o inspira de forma significativa e tropical.

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Baixe agora nossas outras mixtapes

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Pulsa Nova Música: “Brasileiros”

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Lançada no último dia sete de setembro, a coletânea Brasileiros traz artistas da nova geração interpretando clássicos da nossa música. Prepare-se para ouvir pérolas da nossa música como Garota de Ipanema, Alegria Alegria, Detalhes e outras grandes composições interpretadas por nomes como Mahmundi, Letuce, Sabonetes, Pélico e tantos outros artistas que surgiram nos últimos anos – ou meses. O projeto que é realizado pelo Pulsa Nova Música traz alguns claros destaques, com a ótima interpretação de Nevilton para o clássico Amanheceu Peguei na Viola de Renato Teixeira ou ainda a paulistana Hierofante Púrpura que trouxe um toque de folk sombrio à bucólica Cuitelinho, uma das maiores obras da dupla sertaneja Pena Branca e Xavantinho.

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Disco: “Vem Ser Artista Aqui Fora”, Tereza

Tereza
Brazilian/Indie Rock/Alternative
http://atereza.com/

Por: Cleber Facchi

De tempos em tempos o cenário contribui involuntariamente para o surgimento de bandas sérias, artistas de versos acinzentados e temáticas que parecem capazes de tudo, menos agradar ao grande público ou mesmo pequenas parcelas dele. É como se algumas bandas simplesmente esquecessem os ouvintes e estabelecessem a criação de um disco particular, repleto de elementos e preferências conhecidas e compreendidas apenas por eles. A boa música existe, os versos detalhados e a seriedade estão lá, mas falta a necessária capacidade de dialogar com os espectadores, falta um mínimo (e assertivo) tempero pop que seja capaz de atiçar a curiosidade e de fato chamar as atenções de quem talvez queira apenas se divertir.

Em Vem Ser Artista Aqui Fora (2012, Independente) fica visível o esforço do quinteto carioca Tereza em compreender e satisfazer essa necessidade do público. Donos de um som que transita pelo pop sem cometer os mesmos desajustes e exageros típicos de trabalhos do gênero, a banda faz do registro de estreia um tratado que se abre aos mais variados públicos, colecionando composições de versos fáceis (que muito lembram Phoenix), ritmo pegajoso e todo um diversificado catálogo de experiências que parece fluir como a trilha sonora para um dia quente de verão. Continuação apurada e bem resolvida do que a banda já havia testado no EP Onça, apresentado no último ano, o novo registro traz ao público uma série de faixas bem resolvidas que fisgam rapidamente, assim que passam pelos ouvidos.

Distante do enquadramento melancólico e das preferências instauradas pelos conterrâneos do Los Hermanos há mais de uma década, o quinteto formado por Mateus Sanches, João Volpi, Sávio Azambuja, Rodrigo Martins e Vinícius Louzada se prende de maneira atenta ao que flutua no panorama musical estrangeiro, acrescentando sempre que possível um toque de verde e amarelo em cada composição. Por vezes próximos das mesmas referências incorporadas por Chaz Bundick no dançante e Lo-Fi Toro Y Moi (da fase Underneath The Pine), ao mesmo tempo em que incorporam uma série de referências formadas pelo Vampire Weekend do disco Contra (2010), o grupo carioca nos arrasta até o fecho do álbum em uma maré de sonorizações ensolaradas e sempre crescentes.

Menos denso que o último EP do quinteto (ainda que o trabalho traga uma série de canções nele presentes), em Vem Ser Artista Aqui Fora é constante a necessidade da banda em passear por canções despojadas e livres de qualquer conceito mais sério ou contemplativo. Por mais que os vocais de Vinícius Louzada (um misto de Evandro Mesquita da Blitz com Luke Jenner do The Rapture) soem exagerados em diversos momentos, tudo faz parte da proposta enérgica do grupo, que do afrobeat-pop ensolarado de Vamos Sair Para Jantar (que parece uma música do Holger cantada em português) aos experimentos curiosos de Adultos são Crianças pt. 2 jamais abandona a estrutura leve e o toque acessível da obra. Continuar lendo

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