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Os 25 Melhores Discos de 2013 (Até Agora)

Os 20 Melhores Discos de 2013 Até Agora

Em um ano marcado pelo retorno de gigantes – como David Bowie, My Bloody Valentine e Daft Punk -, ou mesmo a estreia de uma nova leva de artistas, não seria uma surpresa que tantos grandes lançamentos dificultassem nossa seleção da lista de melhores do meio do ano. Entretanto, diferente das duas edições anteriores (2011 e 2012), selecionar 20 bons registros apresentados entre janeiro e junho se transformou em um exercício nada simples, tanto que abrir cinco novas vagas foi quase uma necessidade. Feito isso, listamos 25 obras – sem ordem ou posição aparente – que marcaram 2013 até aqui. São nove registros nacionais e 16 internacionais, passando pelo rock, eletrônica, Hip-Hop, Folk e diferentes ritmos. Um pequeno catálogo para você que passou os últimos seis meses sem ouvir nada, ou que talvez queira relembrar alguns dos grandes discos do ano.  Continuar lendo

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Disco: “Batuk Freak”, Karol Conká

Karol Conká
Brazilian/Hip-Hop/Rap
https://www.facebook.com/karolconka

 

Por: Sylvia Tamie

Karol Conká

Há poucas coisas tão desafiadoras quanto criar uma canção completamente nova em cima de bases pré-gravadas. Para muitos ouvintes, fica a impressão de que o uso de samples se manifesta como um plágio anunciado e em nada proporciona novidade. Uma afirmação injusta. Já conhecida pela musicalidade diversificada de suas canções, a rapper Karol Conká faz da estreia com Batuk Freak (2013, Vice) uma representação particular de toda essa variedade de sons – sejam eles inéditos ou já conhecidos. Do afrobeat tribal de Corre, Corre Erê ao cover do samba de raiz Caxambu (de Almir Guinetto), a curitibana não hesita em se apropriar de todas as referências musicais a que tem direito, concentrando tudo em uma imensa massa sonora que tende à novidade.

De natureza instável, o disco usa de cada composição como um exercício constante de adaptação – seja para a rapper ou para o ouvinte. Com faixas que oscilam entre a dureza do rap e a acessibilidade do funk, Conká não se limita à tradição de rimas faladas típicas do gênero, trazendo no canto e em linhas melódicas que lembram o samba e MPB um complemento para a obra. Assim, em uma mesma faixa ela pode desfiar rimas como uma verdadeira rapper e depois arrastar a voz em um refrão grudento, típico da música pop. Em Vô lá, por exemplo, uma das faixas mais ricas da obra, as rimas em estilo mais tradicional vão perdendo gradativamente o espaço para as bases, que ao final se revelam como um delicioso repente nordestino. Colagens em cima de colagem.

Por falar nos ritmos e sons que alimentam a obra, são exatamente eles os responsáveis por distanciar Conká de uma possível zona de conforto, eixo que sustenta toda a extensão da obra. Com produção assinada pelo catarinense Nave (pseudônimo de Vinicius Leonard Moreira), o álbum passeia por diferentes aspectos da cena nacional sem abandonar a relação com o que alimenta a produção internacional. Não por acaso a relação com o trabalho da britânica M.I.A. parece ser constante, feito que Karol e o parceiro lidam de forma tão entusiasmada e política quanto na construção de Kala (2007). Conká, entretanto, vai além, utilizando de referencias genuinamente nacionais como um complemento para o próprio gênero.


Se o rap se caracteriza por suas letras, múltiplos também são os temas que tocam a realidade circundante da obra. Há o consumismo, em Do Ghetto ao Luxo – “Nego ‘tá sem um puto, mas tá no baile”, “Quero a grana do Eike Batista” –; o velho tema do fim dos relacionamentos em Você não vai; a rotina do namoro na sensível Que delícia; o rap-pegação de Gandaia e até à religiosidade em Bate a Poeira: tudo serve como base para o universo criativo curitibana. Contradizendo diversas marcas específicas do estilo, a rapper não se atém apenas ao protesto e a interpretação amarga de fatos cotidianos, pelo contrário, dança por composições que clamam a leveza do pop sem jamais se desviar da seriedade dos acontecimentos. Continuar lendo

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Karol Conká: “Batuk Freak”

Karol Conká

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Batuk Freak, este é o título do aguardado primeiro disco da rapper Karol Conká. São 12 faixas que continuam tudo aquilo que a curitibana deu vida no último ano, durante o lançamento de Corre, Corre Erê. Enquanto os vocais assumem um flow melódico, as batidas ocupam cada espaço das composições, faixas que têm produção assinada por Nave e lançamento pelo selo Vice. Diferente do que marca o rap nacional, o disco explora abertamente o uso de conceitos eletrônicos, efeitos tribais e até algumas passagens pela música pop, o que deve entusiasmar quem se encantou pelo trabalho de M.I.A. em Kala (2007). Feito para dançar, mas sem se desligar das críticas sociais e analises detalhadas do cotidiano, o trabalho deve firmar a rapper como uma das mais significativas dentro da musica nacional. O álbum pode ser baixado gratuitamente aqui. Abaixo você ouve Boa Noite, faixa que está no recém-lançado disco e relembra Toda Doida, parceria com Boss In Drama:

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Karol Conká – Boa Noite

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Boss In Drama – Toda Doisa (ft. Karol Conká)

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Boss In Drama: “Toda Doida” (ft. Karol Conká)

Boss In Drama

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Prestes a se apresentar no Lollapalooza Brasil, Boss In Drama resolveu presentar o público com mais uma inédita e calorosa composição. Ao lado da rapper Karol Conká, o produtor curitibano deixa de lado os sintetizadores, o brilho e o clima disco que predominou em Pure Gold (2011) para lidar quase exclusivamente com as batidas e os vocais em bom português. Inicialmente lembrando 212 de Azealia Banks, Toda Doida lentamente abandona a proposta conceitual dos últimos lançamentos de Péricles Martins para incorporar uma sonoridade abrasileirada, popular e que lembra em alguma medida os mesmos realces festivos que fizeram o carioca MC Naldo ganhar notoriedade com poucas músicas. Quem já havia se encantado com a versão de Conga (de Gretchen) que o produtor lançou no último ano, provavelmente vai se interessar pela inédita composição.

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Boss In Drama – Toda Doida (ft. Karol Conká)

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Karol Conká: “Corre, Corre, Erê”

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A multiplicidade de sons e ritmos é uma das marcas do trabalho da curitibana Karol Conká. Enquanto estabelece uma soma de versos bem produzidos que fluem de acordo com as batidas dançantes que a acompanham, uma segunda camada de referências tornam volumoso o catálogo de transformações que delimitam o trabalho da artista. Do afrobeat ao electropop, incontáveis são os elementos que ampliam os limites da ainda recente obra da curitibana, artista que faz do mais novo single/clipe Corre, Corre, Erê um belo cartão de visita aos novos públicos. A gravação do clipe foi feita durante a última edição do The Creators Project em São Paulo.

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