Marcado com Kanye West

Disco: “Acid Rap”, Chance The Rapper

Chance the Rapper
Hip-Hop/Rap/R&B
http://chanceraps.com/

 

Por: Cleber Facchi

Acid Rap

Ainda que Andre 3000 e Big Boi jamais sejam capazes de regressar ao cenário colorido de Aquemini (1998), Stankonia (2000) e outros registros que marcaram a fase mais inventiva do Outkast, uma centena de artistas recentes se provam aptos para assumir o mesmo espaço e sonoridade. Trilhando um percurso maduro e de nítido apelo pop, Chance The Rapper faz da nova mixtape uma manifestação sublime do que construiu a carreira da dupla e consequentemente o Rap estadunidense na última década. Um catálogo de colagens e apropriações particulares do que gigantes do gênero alcançaram previamente, porém em um plano de completo descompromisso e novas aproximações com o público.

Na contramão do que aprofunda com sobriedade a obra de Kendrick Lamar, além de encarar o R&B de Miguel e Frank Ocean sem as mesmas lamentações, Chance faz da presente Acid Rap (2013, Independente) um trabalho que borbulha criativo nos ouvidos. Conjunto bem estabelecido de composições que passeiam de forma semi-convencional pelo rap, soul ou mesmo pela música pop, o rapper cria no distanciamento de padrões o ambiente exato para a formatação de um trabalho que parece tentado a brincar com a nostalgia. É como se ao encontrar sustento em referências esquecidas de Kanye West (em começo de carreira), ou na própria obra do Outkast, o rapper firmasse um som de propriedades únicas.

Como o título e a própria capa do registro logo apontam, a nova mixtape de Chancelor Bennett brinca com faixas de apelo lisérgico e pequenas doses de nonsense. Distante do propósito obscuro de good kid, m.A.A.d city, R.A.P. Music e outros registros de peso que sustentaram a produção no último ano, o trabalho percorre um fluxo colorido, proporcionando no uso melódico das rimas e sons pegajosos um respiro ao que reverbera na música recente. Todavia, ao mesmo tempo em que deixa crescer uma obra que se entrega ao pop sem preconceitos, Chance parece longe dos mesmos exageros de Wiz Khalifa e outros conterrâneos, afinal, o pop que circula pela obra é um mero complemento ou princípio, nunca o todo.


Acompanhado por Action Bronson, Childish Gambino, Ab-Soul e outros figurões de distintos campos do novo rap estadunidense, Chance faz do enquadramento versátil um ponto de identidade para a obra. Dividido constantemente entre a seriedade das rimas e o apelo cênico, o artista acaba transformando Acid Rap em uma obra tão ampla, que classificá-la em uma primeira audição é um exercício quase impossível de ser concretizado. Ao fragmentar o registro em gêneros ou blocos específicos de som, o rapper parece confortável em lidar com o “romantismo” (na pacata Lost) da mesma forma que brinca sem pudor com a temática das drogas (como em Smoke Again). Uma leveza natural que praticamente substitui o ambiente cinza criado por A$ap Rocky em Long.Live.A$AP. Continuar lendo

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Disco: “Indicud”, Kid Cudi

Kid Cudi
Hip-Hop/Rap/Alternative
http://www.kidcudi.com/

 

Por: Cleber Facchi

Kid Cudi

Desde o começo de carreira Kid Cudi foi encarado como uma promessa automática dentro do rap norte-americano. Discípulo confesso de Kanye West e interessado na relação amigável entre o Hip-Hop e o Pop, o rapper fez dos dois primeiros álbuns uma manifestação autobigráfica sobre abusos com as drogas, festas, melancolias e principalmente aspectos dolorosos da solidão. Faixas imersas em um contexto noturno e diluídas em instantes dicotômicos de calma e exaltação constante, proposta que naturalmente dividiu as opiniões em torno do trabalho do artista. Talvez por isso, ao alcançar o terceiro registro em estúdio, Indicud (2013, Republic), o rapper traga novamente na expectativa o principal instrumento de sustento e erro para a obra.

Intervalo antes do bloco final que conclui a trilogia Man on the Moon (prevista para ser encerrada em 2014), o novo disco até se projeta de forma a romper com a atmosfera chapada dos projetos anteriores, entretanto, parece longe de alcançar tal feito. Com base nas rimas e na forma como as batidas se sustentam no decorrer da obra, Cudi parece seguir exatamente de onde parou há três anos, antecipando o que pode concluir em breve com o aguardado ponto final de sua epopeia. Apenas reciclagem de sons e temas que diferente do trabalho passado, não se aproximam em nenhum instante de qualquer teor de novidade.

Como já tornava evidente durante a execução do último álbum, o rapper parece se sustentar dentro de um propósito engessado, cada vez mais distante das canções épicas e comerciais que o apresentaram em início de carreira. O egocentrismo exagerado e faixas monótonas que discorrem textos autobiográficos sufocam Cudi e o ouvinte em uma atmosfera penosa. Cada música parece se conectar de forma irrelevante na canção seguinte, resultando em um exercício de difícil superação e que faz do trabalho um álbum praticamente intransponível. São sintetizadores acinzentados em paralelo a rimas quase cantadas, um propósito distante das melodias plásticas que ainda hoje brilham em Soundtrack 2 My Life e outros grandes inventos do artista.


Se existe um “culpado” pela obra, Kid Cudi assume toda essa responsabilidade. Contrário ao exercício firmado desde o primeiro álbum, o rapper acaba assumindo por completo a figura de produtor do registro. De fato, das 18 composições que recheiam Indicud, apenas Red Eye é dividida com o produtor Hit Boy, que surge de forma irrelevante e pouco se distancia da temática inicial que sustenta o registro do princípio ao fim. Tudo é pensado dentro de um exercício arrastado e monocromático, completo oposto dos caminhos diversos que aproximavam o rapper tanto do rock (vide as colaborações com o Ratatat) como de outros elementos não convencionais para o Rap. Continuar lendo

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Disco: “Free The Universe”, Major Lazer

Major Lazer
Electronic/Dancehall/Reggae
http://majorlazer.com/

 

Por: Cleber Facchi

Major Lazer

Em constante produção desde o começo da década passada, a obra de Diplo oscila de forma natural por instantes de acerto inegável e erro. Se por um lado os registros solos do produtor não parecem nem perto de impressionar – tamanho o caráter artificial dos sons -, quando voltamos os olhos para as constantes parcerias, a surpresa parece ser a reação mais imediata em torno da obra do artista. Da relação assertiva com M.I.A., passando por Santigold, Robyn, Beyoncé, Usher, Katy B e até Justin Bieber, a presença do produtor parece vir como um acréscimo necessário. Uma relação aprimorada em 2009 com o lançamento de Guns Don’t Kill People… Lazers Do, estreia do projeto Major Lazer, mas que desaba quase por completo com a chegada de Free The Universe (2013, Secretly Canadian).

Enquanto o primeiro álbum – registro sobre o universo fictício do personagem animado Major Lazer – dava conta de amarrar todas as canções dentro de uma mesma medida sonora, hoje Diplo não parece nem perto de repetir o mesmo êxito. Por mais distintas que fossem as invenções puxadas pelo produtor há quatro anos, tudo se movimentava dentro de um cenário uniforme banhado pelo Dancehall, ritmos periféricos e sons estruturados em uma proposta semi-tropical. Uma porção de acertos cativantes que se estendiam da eletrônica em Hold the Line ao funk carioca do hit Pon De Floor. Elementos prontamente eliminados assim que You’re No Good abre as portas do atual projeto.

De forma bastante aproximada e curiosa, o disco se relaciona íntimo do que a dupla N.A.S.A. construiu em 2009, com o também fraco The Spirit of Apollo. Imenso jogo colaborativo – que inclui Kanye West, Santigold, Lovefoxx, Lykke Li e uma variedade de outros artistas em um mesmo cenário pseudo-criativo), a estreia da dupla Squeak e DJ Zegon parece ter o mesmo efeito reaproveitado no novo álbum de Diplo e seus parceiros: uma obra que funciona parcialmente ao vivo (vide a passagem pelo último Lollapalooza Brasil), mas que morre em estúdio. Músicas que atiram em todas as direções, como se fosse importante ao produtor a individualidade inexata de cada faixa, e nunca o todo.

 

O maior problema do álbum não está na quebra constante dos sons e na ausência de uma linearidade, mas no caráter descartável de boa parte das músicas. Basta a redundância expressiva de Wind Up, canção que sobrevive das sobras do último registro, para perceber a irregularidade que se manifesta pelo trabalho. Tudo é orientado dentro de uma estrutura demasiado plástica, como se todas as canções fossem feitas às pressas e sem o mínimo cuidado. O que mais surpreende (e consequentemente decepciona) está em perceber que toda a série de EPs Lazer Strikes Back, pensada para divulgar o novo disco, consegue fluir de maneira muito mais criativa e convincente do que o álbum como um todo. Continuar lendo

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Mos Def: “The Light Is Not Afraid Of The Dark”

Mos Def

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Depois do bem sucedido The Ecstatic (2009), Mos Def resolveu investir nos trabalhos como ator. Entre passagens por séries como House, Yo Gabba Gabba! e Dexter, o rapper volta agora com a inédita The Light Is Not Afraid Of The Dark, faixa que estará no mais novo álbum do artista, Yasiin Bey Presents, ainda sem previsão de lançamento. Com produção assinada por Kanye West, grande inspiração do rapper, o trabalho mantém nas rimas o principal destaque da composição. São mais de quatro minutos de rimas incessantes, enquanto batidas confortáveis e até básicas dão conta de garantir ritmo à composição.

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Mos Def – The Light Is Not Afraid Of The Dark

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Disco: “The 20/20 Experience”, Justin Timberlake

Justin Timberlake
R&B/Pop/Dance
http://twentytwenty.justintimberlake.com/

 

Por: Cleber Facchi

Justin Timberlake

Existe um senso de urgência em que todo registro voltado para a música pop deve ter efeito imediato e consequente efemeridade. Músicas capazes de simplificar toda complexidade lírico-instrumental em dois ou três minutos – tempo mais do que suficiente para que ela se transforme em clipe e circule com sucesso pelos mais variados campos midiáticos. Uma lógica até funcional para o trabalho de artistas recentes que lidam com a descartabilidade dos sons, como One Direction, Taylor Swift ou mesmo o Justin Timberlake da fase Justified (2002), porém, uma proposta que não se aplica para aqueles que atravessam o imenso (e criativo) cenário construído pelo cantor em The 20/20 Experience (2013, RCA).

Sucessor do aclamado Futuresex/Lovesound (2006), o terceiro registro solo do ex-N’Sync parece continuar exatamente de onde o músico parou em What Goes Around… Comes Around: Um R&B de proporções épicas, orquestrações capazes de brincar com o pop e todo um jogo de vozes que esbanjam involuntariamente sensualidade. A diferença entre o novo disco e o trabalho anterior está na busca de Timberlake (e do produtor Timbaland) por um álbum de caráter “anti-comercial”. Com exceção de Suit & Tie e That Girl, todas as outras faixas que recheiam o disco ultrapassam com facilidade os sete minutos de duração. Praticamente um suicídio “em tempos da rapidez da internet”, afinal, como alguns ex-fãs justificaram pelas redes sociais nos últimos dias: “quem tem tempo para ouvir uma música de oito minutos ou um álbum com mais de uma hora de duração?”.

Você já parou para pensar no significado do título “The 20/20 Experience”? Para os oftalmologistas, um ser humano normal tem visão funcional quando consegue enxergar objetos a uma distância de 6 metros, medida aqui estabelecida como 6/6 ou 20/20 nos padrões dos Estados Unidos. Logo, o novo álbum de Timberlake não é um trabalho para ouvir, mas música “para ver”, como o próprio já afirmou em outras entrevistas. E basta a memorável apresentação do cantor no Saturday Night Live ou mesmo em outros programas da televisão norte-americana para perceber que o terceiro disco do artista é inteiramente pensado para o espetáculo. Das apresentações ao vivo aos programas de TV, The 20/20 Experience é um álbum que vai além dos fones de ouvido, é algo que você precisa ver.

O pop, entretanto, carece de imediatismos, e quem se deixar barrar pela extensão das músicas ou pela proposta “anti-comercial” do disco vai provar de um prato inevitavelmente frio. Timberlake ainda está longe de se ausentar do mesmo som vendável que o acompanha desde o começo da carreira – quando tinha cabelo de miojo e brincava com o pop do N’Sync. Contrariando a maioria dos artistas que vem resgatando o R&B, Justin investe em um trabalho que parece calcular não apenas as dimensões de uma composição de estúdio, mas de cada limite dos palcos. O músico nada mais é do que um fino produto da industria pop (seja ela o cinema ou a música), e sabe como ninguém como se autopromover. Há quem possa afirmar que o trabalho do cantor é “oco” ou “vazio” por apostar nessa temática, mas estes – corrompidos pelo saudosismo e a incapacidade de aceitar o novo – esqueçam que Prince e Michael Jackson só acertaram e hoje são idolatrados pois souberam como vender a própria música.


Barrando qualquer crítica, The 20/20 Experience é sim um fino exemplar da música pop, talvez não do nosso tempo, mas do que foi construído há duas ou três décadas. Logo de cara as orquestrações jazzísticas deixam claro que se trata de uma obra nostálgica, quase uma ode aos grandes discos de R&B que abasteceram boa parte do cenário musical fundamentado a partir da segunda metade da década de 1970. Estão lá os realces eróticos no melhor estilo Prince (Pusher Love Girl), o pop épico que alimentou a carreira de Michael Jackson pós-Bad (Suit & Tie) e até um pouco do que definiu o trabalho de veteranos como D’Angelo no começo dos anos 2000 (vide os solos exóticos e batidas que compõem Mirrors). Longas introduções, composições imoderadas, versos cíclicos e todo um conjunto de marcas talvez “desgastantes’ em uma primeira audição, porém irretocáveis quanto mais nos acostumamos com elas. Continuar lendo

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Beyoncé: “Bow Down / I Been On”

Beyoncé

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A boa fase de Beyoncé parece se estender para além do álbum 4 (2011). Enquanto o último registro em estúdio da esposa de Jay Z amargava as confissões que mararam boa parte do R&B da década de 1990, com o ainda inédito quinto disco a cantora parece incorporar uma nova proposta. Primeiro lançamento do novo álbum, Bow Down / I Been On surge como um verdadeiro aperitivo. São duas composições unidas em uma. Enquanto a primeira metade traz a assinatura do produtor Hit-Boy – responsável por Niggas in Paris, parceria entre Kanye West e Jay no álbum Watch The Throne (2011) -, a segunda parte conta com produção de Timbaland. Embora mostre pouco, o recente lançamento já alimenta as expectativas em torno do novo disco da cantora, trabalho que deve rivalizar com o atual projeto de Justin Timberlake ou o ainda inédito debut da dupla AlunaGeorge.

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Beyoncé – Bow Down / I Been On

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Justin Timberlake: “Suit & Tie” (Ft. Jay Z)

Suit & Tie

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Quase sete anos depois do lançamento de FutureSex/LoveSound, Justin Timberlake finalmente está de volta. Rompendo com o hiato criativo do músico surge Suit & Tie, faixa que traz na colaboração com Jay-Z uma sonoridade que remete imediatamente ao trabalho de Kanye West do clássico Late Registration (2005). Recheada por metais, pianos e batidas descompromissadas, a canção abre espaço para o que vamos encontrar em The 20/20 Experience, terceiro registro em estúdio do norte-americano e trabalho que contará mais uma vez com a produção de Timbaland. Mesmo sem data de lançamento (ele deve sair até o final do ano), o disco entra facilmente no grupo dos registros mais aguardados de 2013. Clique na imagem abaixo para ouvir:

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Rihanna: “Diamonds” (Kanye West Remix)

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Recentemente lançada em clipe, Diamonds, primeiro single do mais novo álbum da cantora Rihanna aparece retrabalhada nas mãos de Kanye West. Em novo formato a canção amplia e transforma os limites comerciais inicialmente impostos, se convertendo de forma curiosa nas bases para que os versos do rapper antecipem de forma grandiosa a chegada da cantora. Um pouco mais lenta que a versão original, a música tem valorizado o uso dos vocais, que se expandem de forma cuidadosa, como se estivessem costurando as batidas agora densas da faixa. Oficialmente a canção faz parte do disco Unapologetic, trabalho que será lançado hoje.

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Rihanna – Diamonds (Kanye West Remix)

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Diplo: “Halloween Mixtape”

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Um é pouco, dois é bom, três é melhor ainda. Dessa vez o produtor norte-americano Diplo resolveu não poupar na enorme mixtape de Halloween que ele entrega agora. Com nada menos do que três horas de duração, o trabalho – oficialmente lançado para a BBC radio – parece pronto para animar uma festa do começo ao fim, proposta que o sempre tropical produtor entrega com um misto de Danny Brown, Kanye West, Destiny’s Child, Prodigy e uma infinidade de gritos aleatórios, além de passagens por trechos de filmes de terror. Não sabe o que tocar na sua festa de dia das bruxas? Sem problemas, Diplo assume essa função para você. Detalhe: a mixtape está disponível para ser baixada gratuitamente.

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Diplo & Friends BBCR1xtra: Halloween Special

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Kendrick Lamar: “good kid, m.A.A.d. city: The Samples”

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Fortíssimo candidato a disco do ano – ou álbum de rap da década ao lado de My Beautiful Dark Twisted Fantasy de Kanye West -, Good Kid, M.A.A.d City do rapper Kendrick Lamar é um retorno ao hip-hop da década de 1990, se apropriando tanto de melodias tradicionais do gênero bem como de versos pontuados pela narrativa. Contando com a participação de Dr. Dre, Drake e toda uma variedade de colaboradores, o álbum traz como destaque os sample sujos e pegajosos que se estendem até a faixa de encerramento Compton. Quem gostou do desempenho sonoro do álbum pode se deliciar com good kid, m.A.A.d. city: The Samples, trabalho disponível para download e que concentra todos os samples que passeiam pelo disco.

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