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Yo La Tengo: “Ill Be Around”

Yo La Tengo

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Yo La Tengo

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Texto e música. Assim é a construção do mais novo clipe da banda norte-americana Yo La Tengo. Dirigido por Phil Morrison, o vídeo de Ill Be Around traz ninguém menos do que Mac McCaughan, vocalista do Superchunk e grande mente por trás do selo Marge Records se apresentando de maneira tranquila no meio de uma floresta. Enquanto o músico encena a execução da faixa, trechos da composição surgem em blocos de palavras no meio da tela, ora tratando diretamente sobre a música, ora incluindo versos aleatórios e até receitas de comida. A canção faz parte do mais novo álbum do grupo, o recém-lançado Fade.

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Disco: “Fade”, Yo La Tengo

Yo La Tengo
Indie/Alternative/Indie Rock
http://www.yolatengo.com/

 

Por: Cleber Facchi

Yo La Tengo

Se existe um grupo de bandas marcadas pela impecabilidade da discografia, então o Yo La Tengo se posiciona com honra no topo delas, ao lado de um número reduzidíssimo de outros artistas. Um dos projetos mais antigos e influentes do rock indie norte-americano, o YLT beira os 30 anos de produções ininterruptas, orientando uma sequência de registros que ainda hoje sustentam de maneira fundamental a construção de uma infinidade de novos artistas. Longe de parecer um projeto que se alimenta de velhas produções e acertos do passado, o trio de Hoboken, New Jersey alcança o décimo terceiro registro da carreira provando que a melhor fase da banda se constrói agora.

Sucessor de uma sequência invejável de registros assertivos desde o lançamento de I Can Hear the Heart Beating as One em 1997, Fade (2013, Matador) incorpora ao longo de dez composições mais uma sucessão de elementos que apenas solidificam a marca da banda. Trazendo de volta alguns traços fundamentais que alicerçaram a carreira do grupo – hoje composto por Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew – no começo da década de 1990, o novo álbum possibilita o aflorar das guitarras, das distorções controladas, e, de forma bastante nítida, a sutileza dos vocais, elemento que desde o álbum And Then Nothing Turned Itself Inside-Out (2000) passa por um processo de constante aprendizado.

Longe de reviver apenas o que há de mais sutil e por vezes caricato na obra do grupo – principalmente passadas as transformações assumidas em 1997 -, com a chegada de Fade a trinca deixa fluir pequenas doses de rebeldia. É como se ao longo do álbum as guitarras (como as que recheiam Paddle Forward e em menor medida Ohm) brincassem de maneira controlada com o bem humorado projeto paralelo do grupo, o Condon Fucks. Espécie de versão contrastada do trio, a banda teve vida em meados de 2008, aparecendo agora como um elemento de complemento à obra, que ainda intercala o que há de mais maduro e característico na essência do Yo La Tengo com uma soma de fundamentais particularidades há tempos ocultas, entre elas os arranjos de cordas.


Preferência incorporada ao trabalho do trio há bastante tempo, porém dissolvida em doses atmosféricas e pouco expressivas, as cordas finalmente ganha destaque no decorrer da atual obra. Quanto mais o álbum cresce, mais a grandeza sofrida do violoncelo toma conta do disco, se misturando aos encaixes de ruídos minimalistas que se escondem em cada faixa. Na execução de Is That Enough, por exemplo, a busca por uma musicalidade amena acaba por aproximar os norte-americanos da mesma natureza melódica que marca a trajetória do The Magnetic Fields, grupo conterrâneo comandado por Stephin Merritt e que parece ser a principal influência para o trio no decorrer do recente álbum. Continuar lendo

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Yo La Tengo: “Ohm”

Yo La Tengo

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Mesmo com quase três décadas de produção quase ininterrupta, é curioso perceber o quanto o trabalho do Yo La Tengo permanece novo a cada lançamento. Autores de alguns dos maiores clássicos do rock indie de todos os tempos, o grupo norte-americano apresenta em janeiro de 2013 Fade, décimo terceiro registro da trajetória do trio e o sucessor do bem recebido Popular Songs (2009). Como single para inaugurar o trabalho, a banda escolheu Ohm, faixa que musicalmente incorpora todos os acertos conquistados pela banda em quase 30 anos de carreira, referência e experiência que surge como metáfora para a árvore grandiosa apresentada no clipe da canção.

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Holly Herndon: “Fade”

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Imagine uma versão eletrônica de tudo aquilo que é produzido por Julianna Barwick, Julia Holter ou Sleep ∞ Over, pois é exatamente isso que define as produções da californiana Holly Herndon, artista que parece ter viajado da década de 1970 até aqui só para entregar o primeiro registro da carreira, Movement. Essencialmente sintético, o trabalho brinca com os vocais de maneira cósmica e dançante, como se a produtora mantivesse constante o interesse na música experimental, ao mesmo instante em que puxa o ouvinte para uma proposta mais leve e atrativa. Exemplo disso está em Fade, mais novo lançamento da artista e faixa que define de maneira hipnótica toda a produção que circula pelo primeiro disco.

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Holly Herndon – Fade

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Yo La Tengo: “Before We Run”

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Passados quase trinta anos desde a formação da banda, os membros do Yo La Tengo continuam a surpreender. Depois do lançamento de Popular Songs (2009), um dos melhores registros da imensa discografia da banda, Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew anunciam para o dia 14 de janeiro a chegada de Fade, décimo terceiro trabalho da carreira do grupo de New Jersey. Mantendo a mesma sonoridade ambiental e intimista dos anteriores lançamentos, Before We Run abre as portas para o que a banda entrega no próximo ano, amarrando um toque épico aos compostos diminutos que há décadas decidem a trajetória da banda.

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