Marcado com Beach House

Disco: “Modern Vampires Of The City”, Vampire Weekend

Vampire Weekend
Indie/Alternative/Experimental
http://www.vampireweekend.com/

 

Por: Cleber Facchi

Vampire Weekend

Em novembro de 2009, enquanto o mundo ainda digeria Merriwheater Post Pavilion, se acomodava na calmaria do The XX e aproveitava dos experimentos de Grizzly Bear e Dirty Projectors, uma contagem regressiva preparava o terreno para a chegada de Horchata. Primeiro single do segundo registro em estúdio do Vampire Weekend, Contra (2010), a canção serviria como um ponto de ruptura e transformação para aquilo que o quarteto nova-iorquino havia iniciado em janeiro de 2008. Longe da aceleração de A-Punk, Campus, Walcott e um cardápio de canções divididas entre as raízes africanas e o rock alternativo, o grupo parecia naturalmente inclinado ao experimento, fazendo do segundo álbum uma matriz para o que é solucionado apenas agora.

Continuação quase exata de tudo o que a banda alcançou há três anos, Modern Vampires Of The City (2013, XL) surge como a musculatura para o emaranhado de ossos sustentados pelo quarteto em 2010. Mais completo e arriscado trabalho do grupo até aqui, o novo álbum sobrepõe os ritmos tropicais e étnicos para movimentar um trabalho entregue às melodias do Chamber Pop. Próximo do épico, mas sem abandonar as qualidades pop que apresentaram a banda, cada etapa do registro se apresenta como um ponto de identidade para o quarteto. É como se a banda caminhasse o tempo todo entre o apelo do grande público e as barreiras do underground, experiência vivida de forma similar por Beach House e Grizzly Bear no último ano, e seguida com maturidade pelos nova-iorquinos.

Se em 2008 Ezra Koenig parecia cantar sobre o cotidiano de um jovem universitário – marca mais do que evidente em Campus e outras faixas do registro -, com o presente álbum as temáticas se ampliam. Espécie de passeio atento e quase descritivo pela cidade de Nova York, o registro vai além dos limites do quarteto. Assim como nos dois primeiros discos as letras pareciam alimentadas por recortes cotidianos e personagens aleatórios que surgiam como metáforas, em Modern Vampires Of The City esse propósito é ampliado. Os personagens agora são cuidadosamente delineados (Hannah Hunt) e as histórias esculpidas de forma atenta ao cenário do grupo (Step), resultando na construção de um ambiente quase hermético, íntimo apenas da poesia instável que se fragmenta pela obra.

Ao mesmo tempo em que se distancia da produção de faixas monumentais e pegajosas – à exemplo de Cousins no último disco e a quase totalidade do primeiro álbum -, o grupo encontra artifícios para lidar com o pop em um encaminhamento experimental e naturalmente criativo. Ainda que a excentricidade colorida de Ya Hey – mistura entre The Clash e Paul Simon – se manifeste como o principal exemplar dessa nova fase, faixa após faixa o grupo derrama sonorizações mergulhadas na transformação. Por conta do destaque maior nas letras, os vocais são trabalhados com limpidez, ressaltando pequenos coros de vozes, rimas velozes e um caleidoscópio vocálico que acompanha o álbum até a última música.


Cada vez menos íntimo da herança africana que cobria todo o primeiro álbum, com o novo disco é clara a aproximação do grupo em relação aos sons da década de 1960. A julgar pelos teclados cuidadosamente delineados por Rostam Batmanglij, o álbum se movimenta entre o colorido leve do Beach Boys pós-Pet Sounds (1967) e o baroque pop de Odessey and Oracle (1968), na melhor fase do The Zombies. Um cardápio de referências que atravessam mais de quatro décadas até estacionar logo na abertura do álbum, afinal, o que é Obvious Bicycle se não um puro exemplar das emanações sonoras de Brian Wilson? É somado à isso os épicos controlados de Everlasting Arms e a melancolia de Hannah Hunt, instantes menos comerciais do registro, porém, de extrema relevância para o aprimoramento sonoro do trabalho. Continuar lendo

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Disco: “Early Fragments”, Fear Of Men

Fear Of Men
Indie/Shoegaze/Dream Pop
http://fearofmen.bandcamp.com/
https://www.facebook.com/fearofmen

 

Por: Fernanda Blammer

Fear Of Men

O que mais surpreende dentro de Early Fragments (2013, Kanine) e de todo curto catálogo de canções produzidas pelo Fear of Men está na forma como as melodias são exploradas de maneira inventiva, mesmo dentro de uma medida totalmente simplista. Por vezes é como se o trabalho da dupla Beach House em Bloom (2012) fosse despido de toda a variedade de sintetizadores e efeitos complementares que se escondem ao fundo das composições. Um My Bloody Valentine sem toda a carga extra de ruídos ou talvez o The Pains Of Being Pure at Heart (do álbum Belong) sem a energia pós-adolescente que alimenta o grupo. Trata-se de um trabalho que lida com o menor número de elementos possíveis, fazendo com que a estreia do quarteto britânico se transforme em um acerto justamente por conta disso.

De razões sempre intimistas, o disco parece servir como abrigo para que os vocais de Jessica Weiss se derramem em meio as guitarras delicadas e o clima sombrio alcançado pelo parceiro Daniel Falvey. Algo como uma versão moderna do mesmo resultado incorporado por Nico no clássico registro de estreia do The Velvet Underground. Afogado em dores, o álbum consegue exaurir os sentimentos mais dolorosos de Weiss, que a partir de Mosaic mergulha em uma seleção de temas amargos, pequenos fragmentos de um passado recente e que ainda assombra a mente da vocalista.

Assumindo uma forte relação com a nova onda de artistas interessados em incorporar o clima artesanal de gravações caseiras, a banda mantém o aspecto Lo-Fi sob controle, pasteurizando pequenas massas de guitarras em um composto quase comercial. Pela forma como os sons vão se acomodando no decorrer da obra (e principalmente por conta do contraste entre voz e guitarras), por diversas vezes a banda parece se aproximar do mesmo ambiente nostálgico e sombrio que banha os trabalhos relacionados ao selo Italians Do It Better. Uma versão menos sintetizada e mais enérgica do que a dupla Glass Candy ou qualquer outro lançamento assinado por Johnny Jewel parece naturalmente inclinado a explorar.


Mesmo que parte das referências que abastecem a banda no decorrer da obra se escondam em solo norte-americano, como bons ingleses a aproximação com os sons locais se faz de maneira bastante natural. Your Side, por exemplo, parece ser uma versão suave de alguma canção perdida dos Smiths, um single esquecido entre The Queen Is Dead (1986) e Strangeways, Here We Come (1987). Já Green Sea parece se apegar aos mesmos ensinamentos de Kate Bush, transportando a proposta teatral da britânica para uma estrutura mais pop. Sobram ainda passagens pelo trabalho do The Fall (Spirit House), The Jesus and Mary Chain (Mosaic) e outros gigantes da década de 1980. Continuar lendo

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Beach House: “Wishes”

Beach House

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Beach House

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Beach House

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A sequência de acertos que fizeram de Bloom um dos grandes lançamentos do último ano não se mantém apenas na sonoridade do disco, mas nas imagens geradas a partir dele. Em segundo lugar na nossa lista dos 50 melhores discos internacionais de 2012, a obra-prima (por enquanto) da dupla Beach House acaba de ter mais uma excelente composição transformada em vídeo. Em Wishes, o diretor Eric Wareheim transporta o espectador para um universo paralelo, um estádio em que Ray Wise (Ator em séries como Twin Peaks e Mad Man) interpreta uma versão bizarra de Victoria Legrand, tudo isso enquanto jogadores participam de um curioso evento esportivo. Há algumas semanas a dupla também lançou Forever Still, misto de documentário e apresentação ao vivo com algumas das canções lançadas no último ano.

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Disco: “Woundrous Bughouse”, Youth Lagoon

Youth Lagoon
Dream Pop/Indie/Psychedelic Pop
https://www.facebook.com/youthlagoon

 

Por: Cleber Facchi

Youth Lagoon

É curioso observar a força que um simples título exerce sobre a totalidade de uma obra. E se estivermos falando de Wondrous Bughouse (2013, Fat Possum), novo trabalho do Youth Lagoon, cada sílaba ou frase parece servir como um direcionamento natural para o que é pensado durante a construção do disco. Com base uma observação fantástica e literal, o disco parece relatar a história da “Maravilhosa Casa dos Insetos”, quase o título de um conto infantil e que possivelmente poderia ser ilustrado pela mesma capa de cores exageradas e traço pueril que apresentam o novo álbum ao público. Entretanto, basta um passeio pelo universo de exaltações melancólicas que Trevor Powers desenrola sutilmente, para perceber que o presente disco nada mais é do que um retrato sombrio do manicômio cotidiano que é a vida adulta.

Enquanto o clima matinal e as composições agridoces de The Year of Hibernation (2011) pareciam lentamente acordar o músico de um estágio letárgico, com o presente álbum a compreensão da maturidade e a depressão rompem totalmente com antiga lógica. Por mais encantadoras que sejam as melodias abordadas pela obra (e elas são), cada partícula do registro esbanja uma dor tão profunda, que praticamente afoga tudo o que Powers construiu há dois anos. O amor, a solidão, o abandono, a vida e a morte, tudo serve como assunto para o ambiente desesperador e real que o artista entrega. Um choque que praticamente obriga o músico (e o ouvinte) a abandonar o universo das histórias infantis para tratar sobre a crueza da realidade.

“Você nunca vai morrer, você nunca vai morrer” se desespera o (hoje) adulto Powers em Dropla. Composição mais intensa de todo o trabalho, a faixa sintetiza a amargura do músico (e também a nossa) em ver a infância ficar para trás como uma obrigação para a chegada da vida adulta. Da capa aos sons carregados de referências, o músico se esforça para acrescentar cor ao cotidiano cinza, aqui representado por líricas dilacerantes. Por vezes próximo do trabalho dos Beatles em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) – marca clara nas metáforas tragicômicas, no clima circense e na psicodelia pop de Attic Doctor e Pelican Man -, o norte-americano trata de cada composição como um retrato da própria insanidade. Dessa forma, o título do trabalho atende ao real significado de suas palavras, um irônico e “maravilhoso” manicômio.


Se Wondrous Bughouse é um trabalho de formatação intensa, parte essencial disso vem da instrumentação que rege a obra. Antes acomodado em criações introspectivas e brandas, Powers abandona a zona de conforto para trabalhar em um registro que lida com as orquestrações Lo-Fi de maneia crescente. Um meio termo particular entre o Arcade Fire do álbum Funeral (2004), e as melodias caseiras que fazem de In the Aeroplane Over the Sea (1998) do Neutral Milk Hotel um clássico. Ainda que Mute e Dropla sejam as composições mais facilmente absorvidas do álbum, à medida que o ouvinte se aconchega nas construções sonoras do disco, mais ele revela detalhes impossíveis de serem previstos quando lembramos do ambiente tímido de The Year of Hibernation. Continuar lendo

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Disco: “M B V”, My Bloody Valentine

My Bloody Valentine
Shoegaze/Dream Pop/Experimental
http://www.mybloodyvalentine.org/

Por: Cleber Facchi

My Bloody Valentine

Parte fundamental do que concede beleza e um dos motivos que transformaram Loveless (1991) em uma das obras mais importantes da história da música está no tempo. De forma mais especifica, nas duas décadas que o registro foi degustado pelo público sem concorrentes, sequências oficializadas pelo My Bloody Valentine ou qualquer continuação em estúdio assinada pelas guitarras ruído-climáticas de Kevin Shields. Exatos 22 anos que garantiram ao grupo irlandês a possibilidade de se transformar em um dos projetos mais influentes da música recente, fornecendo subsídios para uma infinidade de lançamentos espalhados ao redor do globo. Duas décadas de ineditismo e silêncio quase absoluto desde que Soon encerrou um dos principais (e quase lendários) registros da década de 1990 e de toda a trajetória do rock – se é que podemos limitar o trabalho da banda a um único gênero.

O tempo, entretanto, sempre foi parceiro de Shields, que para alcançar o ápice daquela que ainda hoje é sua maior obra precisou de quase três anos, diferentes estúdios, horas de gravações, milhares de libras gastas e a quase falência do selo Creation Records. Dessa vez, o compositor precisou de ainda mais tempo e muitas horas mais de gravações esporádicas. Contando com sessões espalhadas ao longo dos anos 1990, outros instantes de captação no começo dos anos 2000, até um fechamento que se estende de 2007 ao final de 2012: Shields finalmente encontrou o que procurava. Depois de anos de experimentações, vozes marcadas pela distorção e uma variedade ambiental de sons que se encaminham para o cenário delicado e ao mesmo tempo áspero, temos em mãos M B V (2013, Independente), aguardado e quase fictício terceiro registro em estúdio da banda que redefiniu o Shoegaze.

Assim como o antecessor, e talvez até menos do que o debut Isn’t Anything (1988),o recente disco é um trabalho que precisa de tempo para ser degustado. Não quer dizer que ao final dos 46 minutos 37 segundos de duração do álbum o ouvinte não consiga compreender a nova proposta que marca a produção do grupo, pelo contrário. Diferente do álbum que o antecede, M B V fornece uma série de mecanismos para se aproximar do público, resultado que vai dos pequenos experimentos eletrônicos espalhados no decorrer da obra, até a fluidez nostálgica que naturalmente se conecta com os dois discos anteriores. Mesmo que pareça datado em alguns instantes – não há como negar que Deerhunter, Beach House e outros “novos” expoentes do Shoegaze/Dream Pop já não tenham encontrado algo melhor em seus trabalhos -, Shields faz com que o disco consiga instigar, intercalando experiências sonoras que servem para prender novos e velhos ouvintes até os últimos ruídos.

 

Contrário do que alimenta os dois trabalhos anteriores da banda, o novo álbum se orienta dentro de uma proposta instrumental crescente. Enquanto o primeiro bloco de composições – formado pelo quarteto She Found Now, Only Tomorrow, Who Sees You e Is This and Yes – é articulado de forma essencialmente climática, acomodando guitarras e vozes dentro de um mesmo limite instrumental, à medida que o álbum se desenvolve, toda essa multiplicidade de elementos é alinhada de forma grandiosa, quase épica. O ápice dessa manifestação tem início em In Another Way, uma das músicas mais comerciais do trabalho e curiosamente a faixa que mais remete à fase Loveless pela forma melódica como distorção e voz se encontram. Jovial, a canção inaugura o que posteriormente explode na pesada Nothing Is e finalmente invade os ouvidos no encerramento com Wonder 2, faixa que transforma suas ondas de distorção assoladoras em algo que lembra muito com samples de aviões passando pelo céu. Continuar lendo

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Beach House: “Forever Still”

Beach House

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Com o lançamento de Bloom no último ano a dupla Victoria Legrand e Alex Scally tratou de aperfeiçoar o que já era perfeito dentro da discografia da banda. Como resultado, mais de 60 minutos de vocais flutuantes  sintetizadores oitentistas e guitarras que se perdem e distorções suaves. Um recorte melancólico que deu ao casal o segundo lugar na nossa lista dos 50 melhores discos internacionais de 2012. Para presentear o público que acompanha o trabalho da banda, o duo lança agora o curta Forever Still. Com quase meia hora, o vídeo coleciona imagens do deserto texano, além, claro, de uma sequência de apresentações baseadas no repertório recente do casal. Segundo a banda, a apresentação foi inspirada no clássico Pink Floyd’s Live at Pompeii de 1972, substituindo o anfiteatro destruído por um cenário ainda maior.

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Os Melhores Discos de 2012: Lista dos Leitores

Lista dos Leitores 2012

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Com um número absurdo de votantes – mais de 130 participaram – e listas que praticamente barraram o surgimento de nomes mais comerciais – The Killers, Mumford & Sons e Muse tiveram baixíssima expressão -, a lista dos leitores do Miojo Indie surpreendeu em 2012. Contrariando o resultado do último ano, dessa vez três discos nacionais aparecem em destaque na lista, além de uma sequência de álbuns que agradam pela experimentação – mudança de público no blog ou os votante tiveram mais consciência em suas listas? Como a proposta era de dez registros, alguns álbuns bem votados acabaram de fora do fechamento, como Lucas Santtana, Lana Del Rey, Alabama Shakes, Jack White, Passion Pit e até alguns nomes “curiosos” como Death Grips, GYBE! e Metá Metá. Obrigado mais uma vez aos participantes que deram seu voto, e vamos para o resultado final da Lista dos Leitores 2012: Continuar lendo

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Beach House: “New Year”

Beach House

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Para celebrar o novo ano, a dupla norte-americana Beach House resolveu presentear o público com um vídeo caseiro para a faixa New Year. Presente no último registro em estúdio da dupla – Bloom, segundo lugar na nossa lista dos melhores de 2012 -, a faixa passeia por uma sucessão de imagens aleatórias que se encontram com gatos, passeios noturnos, além, claro, da presença da própria dupla formada por Victoria Legrand e Alex Scally. Lançado em maio do último ano, Bloom é uma transformação na trajetória do casal, que deixa de lado o composto climático de outrora, para investir em uma sonoridade maior e menos ambiental.

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Os Melhores de 2012

Os Melhores de 2012

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Pelas próximas semanas nossa lista de melhores do ano – nacionais e Internacionais – deve tomar formas. Enquanto isso é hora de apresentar os eleitos por nossos colaboradores, blogs parceiros, amigos e membros do Miojo Indie como os registros que mais chamaram a atenção durante o ano. Assim como fizemos em 2011, cada um dos convidados tem direito de escolher um álbum (ou mais álbuns), explicando os motivos que transformaram tal registro num dos melhores discos de 2012 – independente da aceitação ou não nos textos do blog. Hoje é a vez de mais um colaborador nosso contar qual é o disco predileto de 2012. Como o próprio Gabriel Picanço disse, a escolha não foi fácil, mas o escolhido é este aqui: Continuar lendo

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