Apesar de não terem sido o estopim de nenhuma guerra como a “musa inspiradora” que garante o nome a banda, o Franz Ferdinand consolidou seu espaço com uma carreira relativamente curta composta por um EP que lhes rendeu a projeção que mantém até hoje, três álbuns de estúdio, performances ao vivo excelentes e claro, uma coleção interessante de videoclipes.
Sempre com influências bem marcadas e com amor incondicional por estéticas antigas, o Franz Ferdinand reforça em seus vídeos a identidade do som que os levou a patamares mais elevados: Continuar lendo →
O traço mais marcante e que guia a brilhante trajetória de Björk é ser destemida ao ousar, inovar e se recriar. E isso não se limita apenas ao que chega aos nossos ouvidos, pois a peculiaridade dos trabalhos da cantora islandesa também inundam nossos olhos graças aos videoclipes que a acompanham. Registros visuais que tornam reais as ideias ambiciosas de sua mente borbulhante juntamente com diretores igualmente visionários, o que resulta sempre em produções singulares e de valor artístico inestimável. Do primeiro ao mais recente vídeo veremos genialidade convertida em bons roteiros, efeitos especiais inovadores, referências nada convencionais e o carisma da cantora que assina o trabalho criativo de uma série de profissionais dos mais diversos nichos das artes visuais.
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Human Behaviour (1993)
Diretor: Michel Gondry
O primogênito do casamento profissional bem-sucedido entre Björk e Michel Gondry já nasceu grande. A crítica especializada recebeu positivamente a produção que segundo a cantora em entrevista à Rolling Stone é “[...] o ponto de vista dos animais em relação aos humanos [...]”. No vídeo temos Björk no meio de um mundo animado, onde cada detalhe foi encomendado ao diretor pela artista. Dentre outras coisas o vídeo explora o conceito de presa/predador às avessas, onde um ursinho fofo se mostra nada amigável. O final é bem “Who Run The World? The Bear!”. A produção ainda rendeu sete indicações ao VMA, sendo seis em 1994 e uma em 2009, e uma indicação ao Grammy de melhor videoclipe.
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Venus As a Boy (1993)
Diretor: Sophie Muller
Aqui temos a prova de que é possível ser sexy até fritando um ovo. Quem vê a sensualidade doce e inocente do vídeo de Venus as a Boy não imagina que ele tem como inspiração uma passagem do livro safadinho Story of the Eye, ondeuma garota se estimula sexualmente com ovos cozidos. Björk queria que os ovos também fossem cozidos no videoclipe, mas Sophie não teve tempo de ler a cópia do livro que ganhou da cantora e relutou. Depois do vídeo finalizado Sophie ligou para Björk e disse que agora concordava com ela, pois naquela altura já havia lido o livro.
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Play Dead (1993)
Diretor: Danny Cannon
Lançada originalmente como parte da trilha-sonora do filme The Young Americans, Play Dead mostra em seu vídeo cenas de Björk cantando no bar que é um dos cenários do longa intercalado com cenas do mesmo. A direção ficou a cargo de Danny Cannon, que também é diretor do filme. O vídeo foi criticado pela simplicidade, palavra pouco usual no vocabulário da islandesa.
E aqui vamos nós em mais um Videografia temático, dessa vez teremos uma série de vídeos doidões, chapados, brisados, etc. Aqui os entorpecentes aparecerão como personagens principais, vilões, coadjuvantes ou meros figurtantes em histórias incríveis. Leia e assista sem moderação, não há risco de dependência. Em alguns dos vídeos é só clicar nas imagens que você vai ser transferido para uma nova página.
Aviso 1: O Miojo Indie não faz apologia ao consumo de qualquer tipo de droga.
Aviso 2: Não recomendado para menores de 16 anos, ou seja, você adolescente pseudo-maconheiro que fica doidão fumando orégano mantenha distância daqui.
O Vampire Weekend é uma banda formada em 2006 por quatro rapazes de Nova Iorque que com toques de afro-beat dão uma nova cara ao bom e velho indie rock. Com dois álbuns lançados, Vampire Weekend (2008) e Contra (2010), o quarteto sempre foi aclamado pela crítica especializada, se tornando um nome promissor no cenário musical atual. Aqui vamos ver seus videoclipes que são tão peculiares quanto a própria sonoridade do grupo.
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Mansard Roof (2007)
Diretor: Alexis Boling
Com um clima bem ensolarado, Mansard Roof mostra os rapazes tocando, comendo e se divertindo em um iate. Com locação em Nova Jersey o vídeo é bem simples e tomado por uma atmosfera de total descontração, equilibrando assim o ar de verão entre música e videoclipe.
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A-Punk (2008)
Diretor: Garth Jennings
Numa sucessão de frames acelerados esse vídeo mostra a banda tocando nas mais diversas situações: desde agasalhados no frio (com direito a neve), passando pelo verão e chegando até tintas que só aparecem na luz negra. Energia sobra por aqui e o ritmo acelerado contrasta bem com a música.
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Oxford Comma (2008)
Diretor: Richard Ayoade
Filmado em uma tomada só e simulando um mini-filme, Oxford Comma é ambientado em uma fazenda e se divide em atos, onde vemos várias cenas peculiares dos bastidores do tal filme. A fotografia lembra a de filmes antigos e underground, o que torna a produção visualmente ainda mais interessante.
O primeiro adjetivo que vem a cabeça quando ouvimos falar dos canadenses do Arcade Fire é “grande”. A grandiosidade está presente em muitos aspectos do grupo: nos álbuns bem trabalhados, nas incríveis apresentações pelos festivais mundo a fora, no número de membros e nos seus respectivos talentos e na relevância que conquistaram no cenário musical atual com apenas três discos na carreira. Isso se estende também aos seus vídeos musicais, que contam com diretores renomados e o advento da interatividade que aliada à tecnologia cria obras ímpares que transformam a percepção da música como um todo em uma experiência pessoal e marcante.
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Neighborhood #1 (Tunnels) (2004)
Diretor: Josh Deu
Dirigida pelo ex-membro e co-fundador da banda Josh Deu, essa animação traz uma série de elementos e simbolismos aliados a cenas do grupo tocando em uma casa com pouca iluminação e que apresenta certa instabilidade, o que proporciona um ar sombrio ao vídeo juntamente com uma fotografia peculiar.
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Neighborhood #2 (Laika) (2005)
Diretor: Josh Deu
Mais uma animação dirigida por Josh Deu, onde a estética e o tipo de movimento lembra a produção anterior. Aqui temos contada de forma caótica a trágica história do personagem Alexander, que na música sai pra viver uma aventura na qual já está fadado a morte, o que é evidenciado pelo verso “Our mother should have just named you Laika!”, que faz referência a Laika, a cadelinha soviética que foi a primeira a chegar na órbita e terrestre e consequentemente morrer lá também.
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Neighborhood #3 (Power Out) (2005)
Diretor: Plates Animation
Terceiro vídeo do grupo em forma de animação. Desta vez temos uma animação computadorizada, quase um protótipo da DreamWorks. Situado numa típica cidade dos anos 20, o vídeo mostra um grupo de jovens encapuzados perseguidos por aristocratas.
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Rebellion (Lies) (2005)
Diretor: Chris Grusmer
Filmado numa pequena cidadezinha interiorana dos EUA, Rebellion (Lies) começa com a banda numa espécie de passeata musical pelas ruas do lugarejo, que conforme o seu trajeto vai agregando criancinhas ao movimento. O vídeo tem uma fotografia desfocada e com tons puxados pro sépia, o que dá um ar meigo e melancólico ao vídeo.
Este vídeo mais parece uma obra dos primórdios da sétima arte. Tudo começa em um navio antigo e depois vai ganhando toques de surrealismo. A fotografia e os filtros utilizados tornam tudo visualmente mais interessante e isso dá o toque sombrio presente no vídeo.
Uma versão interativa foi lançada num domínio especial e nela podemos escolher quais instrumentos tocam ou não na música enquanto o vídeo é exibido ao fundo.
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Neon Bilble (2007)
Diretor: ————- (clique na imagem para acessar o clipe)
Muito se especulou quando o Arcade Fire lançou em 2007 um novo site onde tinha somente a data 6 de outubro. Cogitaram que seria o live stream de um show ou novo material, mas na verdade era um vídeo interativo para a faixa Neon Bible. Nele podemos movimentar a cabeça e os braços do Win Butler enquanto ele canta a música.
Não, SEXO não é uma banda ou artista (talvez uma arte), mas sim a pauta do primeiro Videografia temático. Com dez vídeos que exploram assuntos que vão da arte da sedução até o ato propriamente dito, vamos percorrer esse interessante tema que sempre gerou polêmicas e que é considerado por Freud a energia motivacional primária do ser humano.
Aviso: Conteúdo não recomendado para menores de 18 anos. Alguns vídeos têm cenas de natureza explícita, ou seja, você adolescente tarado mantenha distância daqui.
Contrastando com a letra que fala sobre um amor um tanto quanto enérgico, para não dizer violento, Kiss With A First traz Florence Welch bem dançante e raivosa em um cenário branco com adereços coloridos e uma pegada oitentista. O vídeo foge bem dos padrões Florence + The Machine, o que se reflete na pegada indie garage-rock da música.
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Dog Days Are Over (2008)
Diretor: Georgie Greville e Geremy Jasper
Neste vídeo “artesanal”, Florence e cia. juntamente com amigos e familiares foram para um bosque perto de onde a vocalista cresceu e lá filmaram a primeira versão do hit Dog Days Are Over. Nele vemos Florence vestida de terno e com uma garrafa na mão acordando de uma possível noitada em um bosque com ar carnavalesco. Lá ela se depara com pessoas vestidas como palhaços bizarros. Eles começam a perseguí-la e quando a alcançam ela é transformada em um deles e daí em diante uma espécie de festa/ritual de libertação se inicia. O vídeo termina com ela deixando o bosque.
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Rabbit Heart (Raise It Up) (2009)
Diretor: Tom Beard & Tabitha Denholm
Com uma bela fotografia, o vídeo traz Florence e um grupo de pessoas em um bosque onde há uma mesa com um banquete. Neste cenário eles estão no meio de um ritual e formam uma espécie de seita religiosa. Várias emoções são representadas no vídeo, pois ele começa lírico e vai ficando obscuro até o final. O sacrifício é o elo que une música e vídeo.
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Drumming Song (2009)
Director: Dawn Shadforth
O vídeo todo se passa em um belo e amplo salão onde Florence e algumas dançarinas executam uma coreografia nada convencional que traduz bem toda a energia da música. Esse é um dos vídeos com visual mais pop da banda.
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You’ve Got The Love (2009)
Diretor: Tom Beard & Tabitha Denholm
Mais um vídeo que flerta com a atmosfera pop, You’ve Got The Love mostra Florence em cima de uma lua gigante e cintilante, que hora está em um estúdio vazio nebuloso, hora num clube noturno badalado.
Filmado em um deserto da Califórnia, o vídeo mostra basicamente a banda tocando a noite na frente de um telão de LED, onde são mostradas imagens deles no mesmo local, só que durante o dia junto com o logo da banda em luzes brilhantes. O conceito do clipe é parecido com o de Crystal do New Order, que tem uma banda fictícia chamada The Killers, mostrando assim de onde a banda tirou seu nome.
Mr. Brightside – UK Version (2004) Diretores: Brian & Brad Palmer
Composto pela maioria das cenas em preto e branco, outras com efeito negativo e algumas com sombras da banda, o vídeo trás os caras tocando em um estúdio vazio. Devido à simplicidade deste vídeo, uma segunda versão foi feita.
All These Things That I’ve Done – UK Version (2004) Diretores: Alexander Hemming & Kristy Gunn
Mais um vídeo com duas versões, All These Things I’ve Done mostra o trajeto da banda pela rua londrina Brick Lane até um show real na mesma cidade. Conforme vão descendo pela rua, várias pessoas os cumprimentam se juntam a eles em um clima de total descontração.
Mr. Brightside – US Version (2004) Diretor: Sophie Muller
Ambientado em uma espécie de cabaré burlesco e com dois atores famosos (Izabella Miko e Eric Roberts), esse vídeo trás Brandon vivendo um triângulo amoroso com os atores citados, enquanto a banda toca e as bailarinas dançam ao som da música. O clipe é muito bonito esteticamente e seu enredo é bem mais elaborado do que os anteriores da banda. Essa versão ainda rendeu um VMA de Melhor Artista Revelação em um Vídeo em 2005.
Smile Like You Mean It (2005) Diretor: Chris Hopewell
Neste simpático vídeo Bradon Flowers e Cia. são fantasmas que habitam de forma despercebida uma casa em que se passam quatro situações distintas: uma festa infantil, uma manhã de Natal, uma festa clichê de adolescentes americanos e um funeral. No final todos somem e só sobram os fantasmas nos cômodos vazios.
Primeiro videoclipe da carreira como MGMT, Boogie Down é o típico vídeo de estréia: baixo orçamento, amadorismo e nenhum sentido aparente. Ele é composto basicamente de cenas mal iluminadas de Benjamin Goldwasser e Andrew VanWyngarden tocando e cantando com um megafone, marchando na rua com tanques de guerra de papelão, dentre outras cenas nonsense. Um aspecto importante do vídeo é que ele já traz duas marcas da banda: O tom hipster de balada e Andrew sem camisa.
Apesar do amadorismo ainda presente, este vídeo já traz uma evolução em relação ao primeiro. O vídeo mostra um cara consumindo alguns tipos de drogas que são representadas de modo divertido pela dupla (cerveja, “cigarro” e cocaína). No clipe também há cenas de fantoches representando os órgãos, que por sua vez fazem uma festinha dentro do corpo, representando assim os efeitos das drogas consumidas. A mensagem clara do clipe é: We Are Drugs.
Há algo melhor pra representar a juventude do quê crianças dançantes e antipáticas vestidas no melhor estilo oitentista/futurista? Provavelmente sim, mas o clipe está longe de ser ruim e traz um salto considerável no quesito qualidade.
Inspirado no filme A Montanha Sagrada (1973) e no livro O Senhor das Moscas, Time To Pretend é o segundo videoclipe do álbum de estréia e primeiro a ser reconhecido pelo grande público. Aqui a produção precária e efeitos especiais baixos são propositais, pois condizem com as referências. O vídeo teve recepção positiva da crítica e introduz as viagens psicodélicas, marca registrada da dupla.
Na pior das hipóteses alguém fez uso de alucinógenos e pensou em uma festa na Amazônia (citada na música) e criou o conceito deste incrível vídeo. Na verdade o vídeo não segue alguma lógica ou tem uma história por trás, é “apenas” uma espécie de celebração recheada de elementos visuais peculiares que vão desde os simpáticos participantes das festividades (são bernardo com barril no pescoço, pessoas animalescas, bonecos, etc) até descer a lua do céu pra se lambuzar com o seu conteúdo colorido e depois ir até ela de motocicleta e explodi-la. O vídeo ainda foi indicado ao MTV Video Music Awards daquele ano na categoria de Melhor Direção de Arte.
Vídeo mais longo da dupla, Kids começa com uma mensagem sobre um fundo flamejante que é atribuída a Mark Twain, mas que na verdade é de Nietzche. As cenas seguintes mostram uma linda criança que é atormentada por monstros horríveis que não são visíveis aos olhos de sua negligente mãe. Chega ser agoniante ver o desespero do menino, mas um Behind The Scenes foi publicado pra esclarecer que a criança não se assustou de verdade com os mostrengos. O vídeo termina com uma bela e colorida animação. A mensagem principal do vídeo é mostrar uma criança corrompida pela sociedade, reapresentada pelos monstros, o que dá todo sentido a mensagem do início do vídeo.
Um dos vídeos mais bem produzidos da banda, com direito a segunda indicação da dupla no VMA, Flash Delirium retrata uma festa de boas-vindas pra lá de estranha. Segundo a crítica especializada, o vídeo traz “uma pista visual do turbilhão e caos dos tempos modernos”, o que é evidenciado quando a “normalidade” da festa é quebrada pela revelação do corte cantante no pescoço de um dos membros do grupo. Daí em diante uma série de acontecimentos nada convencionais se inicia juntamente com a parte mais explosiva da música. O vídeo termina com uma contagem regressiva composta de cenas perturbadoras, que encerram esta obra-prima da banda.
Do mesmo diretor de D.A.N.C.E. do Justice, esse vídeo criativo mostra a dupla tentando montar uma máquina de grandes proporções que está dentro de uma caixa. A máquina vai mudando suas peculiares e divertidas funções no decorrer do clipe, redefinindo o que é “estar funcionando”. O clipe termina com a máquina se fechando em uma caixa coma dupla dentro e o diretor So Me a levando a embora.
Neste vídeo conheci uma criatura estranhamente fofa e infeliz que não consigo descrever com palavras. O clipe mostra a dupla e o mostrengo andando pelo deserto. Durante o trajeto partes da criatura vão caiando, em uma sequência de partir o coração. No fim, ele se desfaz por completo e sobe como brilho para o céu e no final a dupla o aplaude. O vídeo se concentra basicamente no verso da música que diz “Eu prefiro ter que dissolver a você me ignorar”, evidenciando assim a causa do trágico mal que deu fim ao monstrinho.