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Ryan Hemsworth: “Still Awake”

Ryan Hemsworth

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Até o lançamento do primeiro registro oficial, Ryan Hemsworth deve continuar entregando pequenas mostras de sua obra em singles e esporádicos EPs. Depois de passar os últimos meses revelando um catálogo atento de composições tomadas pela leveza dos experimentos, o produtor canadense faz do recém-lançado Still Awake mais um cuidadoso registro. Primeiro EP do artista lançado em 2013 – só ano passado foram dois – o trabalho concentra em sete composições um pouco dos inventos de Hemsworth, que abandona os ruídos ocasionais para brincar com a sutileza das faixas. Trabalho mais melódico e encantador do norte-americano até aqui, a obra faz de Empty Thoughts Over A Shallow Ocean e (。◕‿◕。) (or, I Want To Stare At Your Face Until I Die) algumas das composições mais graciosas já fabricadas pelo músico.

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Ryan Hemsworth – Still Awake

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Naïve Bar + Miojo Indie

Naïve + Miojo Indie

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Prontos para mais uma noite de experimentos e “música pop” no Naïve Bar? Para a quarta edição da noite Miojo Indie, Cleber Facchi recebe os convidados Cirilo Dias (Urbanaque) e Paula Sato, tudo isso para algumas horas de eletrônica excêntrica, doses de R&B, Chillwave, Small Pop e outros gêneros não convencionais. Espere para ouvir CHVRCHES, Selebrities, The Knife, Giraffage, Baths e outros artistas que você naturalmente encontra pelo blog. A entrada no bar é gratuita, as pessoas são lindas e abaixo você pode se aquecer para a noite com um mixtape preparada especialmente para o evento.

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Naïve Bar + Miojo Indie
DJ Cleber Facchi
Convidados: Cirilo Dias (Urbanaque) & Paula Sato
Rua Mato Grosso, 28 Higienópolis, São Paulo, BR
03/05/2013 | 18:00 – 01:00

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Promoção Paul Banks em São Paulo

Paul Banks

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Pela primeira vez no Brasil se apresentando em carreira solo, Paul Banks (Interpol) sobe ao palco do Cine Joia em uma colaboração entre ClubNME, Jack Daniel’s e, claro, nossos parceiros da Playbook. O evento acontece na noite do dia 14 de Março (Quinta-Feira) e quem é leitor do Miojo Indie não pode ficar de fora. Para isso vamos sortear um par de ingressos. Participar é simples:

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1. Curta a página do Miojo Indie no Facebook

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2. Comente nest post (clique no link) qual sua música favorita de Paul Banks em carreira solo.

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3. Espere pelo sorteio

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Fazendo isso você estará automaticamente participando. A promoção é recomendada apenas para quem estará em São Paulo no dia do show. Menores de 18 anos NÃO podem participar e o resultado será divulgado na manhã do dia 13 de Março. O Miojo Indie e nem os parceiros se responsabilizam por hospedagem, transporte ou qualquer outro gasto do vencedor ou vencedora, que levará apenas um par de ingressos para prestigiar o show.

Fiquem atentos: durante o dia outro par de ingressos será sorteado em uma promoção relâmpago no nosso Facebook.

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Serviço
Club NME apresenta Paul Banks
Data: 14 de março de 2013, quinta-feira
Abertura da casa: 21h Início das apresentações: 22h
Valor de bilheteria: R$ 160 inteira / R$ 80,00 meia
Onde comprar: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=25905 
Pontos de venda sem taxa de conveniência: – Bilheteria do Cine Joia – Bilheteria do Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1.024 – Perdizes).
Horário de Atendimento: Terça a Sábado, das 14h às 19h, e domingo, das 14h às 18h.
Informações: www.clubnme.com.br/paulbanks e www.playbook.com.br
Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Sé)
Proibida a entrada de menores de 18 anos.

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Copacabana Club: “Love Is Over”

Copacabana Club

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As transformações tomam conta do recente trabalho do Copacabana Club. Contando com apenas dois integrantes da formação original, a banda curitibana parece em busca de um som diferente daquele incorporado em Tropical Splash, trabalho de estreia do grupo lançado em 2011. Ainda íntimos das temáticas eletrônicas, Caca V, Claudia Bukowski e os novos André França e Carlos Cafareli Jr. fazem do vídeo de Love Is Over um ponto de mutação naquilo que o grupo deve desenvolver daqui para frente. Sem as pequenas brasilidades do álbum passado, o novo single puxa o quarteto para a musica recente que circula tanto em solo inglês, quanto na produção estadunidense, um rumo que mesmo capaz de desagradar os velhos odiadores do grupo, vai funcionar perfeitamente para os seguidores da banda.

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Copacabana Club – Love Is Over

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Pequenos Clássicos Modernos

Grandaddy
Indie/Space Rock/Alternative
http://grandaddymusic.com/

 

Por: Cleber Facchi

Grandaddy

O existencialismo melancólico, o medo da solidão e a vitória do computador sob o próprio homem fizeram de OK Computer a maior obra da década de 1990. Caso Thom Yorke e os parceiros de banda não tivessem lançado o disco em Maio de 1997, e sim três ou quatro anos mais tarde, provavelmente The Sophtware Slum (2000, V2) ocuparia o posto do cultuado projeto. Segundo registro em estúdio do “grupo” norte-americano Grandaddy, o sucessor do também memorável Under the Western Freeway (1997) lida de forma curiosa com a dicotomia entre o bucólico e o urbano, tendência aplicada não apenas na capa emblemática que ilustra a obra-prima da banda de Modesto, California, mas em toda a extensão daquele que é um dos maiores registros da década passada.

Enquanto o quinteto britânico parece lidar com um trabalho que antecede e até mesmo vivencia o período de transformação do homem em máquina, o registro assumido do princípio ao fim pelo multi-instrumentista Jason Lytle parece se encaixar como uma continuação ao trabalho dos ingleses. Tudo se constrói em uma imensa sequência de histórias pós-apocalípticas não raivosas ou demasiado sombrias, mas de quase libertação. É como se depois da invasão das maquinas, da expansão da internet, do pane no sistema Lyte (e os personagens incorporados por ele) vivessem em um cenário que pouco à pouco restabelece os tons de verde e a paisagem ao redor.

Musicalmente bem estabelecido, o registro parece deixar para trás o retrato caseiro que habitava o primeiro álbum da banda, incorporando uma proposta capaz de lidar com a grandiosidade dos sons e a ambientação dos vocais de seu idealizador. Espécie de versão campestre dos mesmos inventos flutuantes que decidiram os rumos de The Soft Bulletin (1999) do The Flaming Lips,  Deserter’s Songs (1998) do Mercury Rev ou Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space (1997) do Spiritualized, o álbum trata de cada composição como um composto individual. Guitarras, vozes, teclados, bateria e demais efeitos que se acomodam em cada uma das canções são explorados de maneira cuidadosa, como uma gigantesca concha de retalhos e que lentamente revela sua real (e bela) forma.

Grandaddy

Parte essencial do acerto que habita as melodias vocais e sons cuidadosamente construídos por Lyte se concentra na maneira como tudo é apresentado em um regime de extrema delicadeza e profunda entrega do compositor. Preferência assumida três anos antes durante o lançamento do primeiro álbum da banda – vide os sons que habitam AM 180 e Summer Here Kids -, a busca por sonorizações límpidas e recheadas por diversos instrumentos ocupa cada canto da obra em um enquadramento poucas vezes encontrado. Tudo se materializa como o prelúdio de uma imensa viagem instrumental orquestrada por sintetizadores pueris, guitarras mergulhadas na mesma essência do Built To Spill e até texturas inéditas que futuramente viriam a influenciar boa parte do cenário independente – principalmente no que viria a ser a nova música canadense. Continuar lendo

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Wavves: “Demon to Lean On”

Wavves

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O relacionamento entre Bethany Cosentino e Nathan Williams trouxe bons frutos para o trabalho do Wavves. Ainda que interessado em aprimorar o uso das melodias desde o lançamento de King of the Beach (2010), o músico californiano parece ter encontrado na acessibilidade que envolve o trabalho da parceira um mecanismo para impulsionar o ainda inédito Afraid of Heights. Previsto para o dia 26 de março, o registro traz na execução assertiva de Demon to Lean On  (disponível desde janeiro) seu melhor exemplar – pelo menos por enquanto. Utilizando versos pegajosos e guitarras sujas, a canção prossegue de onde a banda parou com Sail To The Sun, acrescentando certa dose de melancolia e bom humor na mesma intensidade. Recém-lançada em vídeo, a música transporta um garoto para uma espécie de cenário paralelo ambientado dentro de um lixão.

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Wavves – Demon to Lean On

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Best Coast: “Crying” (Roy Orbison Cover)

Best Coast

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Os sons e as principais referências que acompanharam a década de 1960 sempre serviram de inspiração para o trabalho da dupla Best Coast. Melhor exemplo disso está na maneira como as melodias são romanticamente abordadas em The Only Place, segundo e mais recente registro em estúdio do casal californiano. Para reforçar ainda mais a aproximação com o passado, bem como a própria melancolia que habita a recente fase da banda, Crying do veterano Roy Orbinson foi escolhida para se transformar nas mãos da dupla e do “parceiro” Snacks The Cat, o gato que ilustra a capa de Crazy For You (2010). Originalmente lançada em 1962, a composição aparece em um acabamento caseiro, tingido de forma natural pelo sofrimento que habita a voz de Bethany Cosentino.

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Best Coast – Crying (Roy Orbison)

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Earl Sweatshirt: “WHOA”

Tyler

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Earl

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O clima sombrio e a excentricidade se mantém presentes dentro da obra recente de Earl Sweatshirt. Enquanto Chum transportava o rapper norte-americano para um mundo de trevas, desespero e constante melancolia, WHOA incorpora outra estrutura, porém se estabelece dentro da mesma sonoridade proposta pelo também integrante do Odd Future. Recém-lançada em vídeo, a canção dirigida por Wolf Haley acomoda Sweatshirt em uma Los Angeles decadente, permitindo ao rapper esbanjar suas rimas enquanto uma estranha bailarina dança de acordo com elas. A música ainda conta com participação do velho parceiro Tyler, The Creator, além de alguns colaboradores do Odd Future Wolf Gang Kill Them All. A música faz parte do próximo registro em estúdio do rapper, Doris, previso para os próximos meses.

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Earl Sweatshirt – WHOA

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Major Lazer: “Jessica” (ft. Ezra Koenig)

Major Lazer

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Depois do lançamento de Watch Out For This (Bumaye) no final de feveiro, Diplo e os parceiros do Major Lazer parecem interessados em um som menos intenso, pelo menos é o que a fresquinha Jessica entrega. Substituindo as batidas quentes e o foco no Hip-Hop pela leveza do Reggae, a canção assumida pelos vocais de Ezra Koenig (Vampire Weekend) brinca com o que há de mais suave no trabalho dos norte-americanos. Conceitualmente próxima do que foi alcançado em Get Free (com participação da também nova-iorquina Amber Coffman, do Dirty Projectos) a nova faixa é uma das 14 composições que integram o próximo disco do ML, Free The Universe, trabalho que será apresentado oficialmente no dia 15 de Abril.

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Major Lazer – Jessica (Ft. Ezra Koenig)

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Disco: “The Next Day”, David Bowie

David Bowie
Rock/Singer-Songwriter/Alternative
http://www.davidbowie.com/the-next-day

 

Por: Cleber Facchi

David Bowie

David Bowie parece ter encontrado em Tony Visconti uma solução para se desviar da sequência de lançamentos ruins que vinha acumulando desde 1980. Dono de algumas das obras mais importantes da história da música, o cantor inglês rompe o hiato de dez anos para continuar o que iniciou com o parceiro nova-iorquino no início da carreira, posteriormente aprimorou na “Era Berlim” e hoje prossegue no terceiro ato de um projeto iniciado em 2002, com o disco Heathen. Vigésimo quarto álbum na carreira do músico britânico, The Next Day (2013, Iso Records/Columbia) está longe de refletir a fase mais inventiva do cantor, porém, serve como um aviso para os que tentam derrubá-lo: O “Camaleão do Rock” está de volta, e em nítida boa forma.

Não espere por maquiagens ousadas, personagens fantásticos que vieram do espaço ou o velho contraste andrógino que percorreu a fase mais rica do compositor, assim como nos dois trabalhos anteriores, o novo Bowie é sóbrio, porém, não menos convincente. Contrário de Paul McCartney, Bob Dylan e outros gigantes do rock, o artista britânico parece ser o que mais próximo esteve de uma linearidade. Ainda que a produção apresentada na década de 1990 tenha caído em um misto exagerado de música pop e eletrônica, o britânico sempre se manteve íntimo dos próprios inventos, tratando de (quase) tudo como uma continuação do que estabelece “eras” antes.

Embora tenha acumulado expectativa o suficiente para deixar os fãs mais afoitos em completo estado de desespero, The Next Day é um trabalho que merece ser apreciado sem exageros e com completa atenção. Mesmo típico do trabalho do músico britânico, esperar que a essa altura da vida Bowie nos presenteasse com um trabalho tão revolucionário quanto os clássicos discos lançados na década de 1970 seria simplesmente um erro. Não há nada no decorrer da obra que o músico já não tenha experimentado ao longo de toda a carreira ou mesmo que outros artistas tenham explorado no lugar dele. Todavia, é justamente ao lidar com essa necessidade de reviver o passado, que o músico garante pequenos concentrados de novidade ao novo lançamento.


Como se tivesse escapado do álbum Low (1977), How Does The Grass Grow? condensa guitarras, teclados e vozes em um mesmo ambiente melódico e comercial. São quase cinco minutos de versos prontos para serem decorados, enquanto cantos confortáveis se espalham deliciosamente ao fundo da canção. Alegre, a música surge como uma espécie de contraponto ao material cinza que se movimenta no decorrer do álbum ou mais especificamente em The Stars (Are Out Tonight). Faixa mais intensa de todo o registro, a canção é uma provável incorporação temática do que Bowie construiu a partir de “Heroes”, em 1977. Sobram até passagens pelos sons mais acinzentados de Aladdin Sane (1973) em Love Is Lost, e até um pouco do brilho pop que acompanhou o músico de 1980 até meados da década seguinte, marca visível no romantismo instrumental quase tolo de Valentine’s Day. Continuar lendo

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