Arquivos da Categoria: Mixtape

Travis Scott: “Owl Pharaoh”

Travis Scott

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Com uma presença cada vez maior e diversas colaborações dentro da nova safra do Rap estadunidense, era apenas questão de tempo até que o novato Travis Scott desse vida à primeira mixtape. Sem fugir das composições chapadas e batidas que remetem ao trabalho de A$ap Rocky na ótima LiveLoveA$ap (2011), o jovem rapper faz de Owl Pharaoh uma morada para colaborações e faixas que revelem aquilo que o apresentou à gigantes como Kanye West nos últimos anos. Contando com a participação de veteranos como Wale, Theophilus London e até Chazwick Bundick (Toro Y Moi), o registro finaliza em 13 composições um terreno fértil, tanto para as rimas de Scott, como para a curiosa produção que circunda a obra. A mixtape pode ser ouvida e baixada logo abaixo:

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Travis Scott – Owl Pharaoh

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Miojo Indie Mixtape “Slowly” Edition

Miojo Indie Mixtape Slowly Edition

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Calma. Depois da overdose de sons dançantes e canções mergulhadas na música folk de nossa mixtape dupla – Synthetic & Organic edition -, desaceleramos um pouco para apresentar nossa mais nova coletânea: Slowly Edition. Temperado por 12 canções que passeiam entre a eletrônica, ambient music, Trip-Hop, experimental e R&B, o trabalho tem como único propósito a calmaria, o jogo amigável dos sons e uma carga leve de erotismo. Diferente da última mixtape, a maioria dos artistas selecionados são iniciantes, alguns ainda nem tiveram o primeiro disco lançado, ou seja, mais um bom motivo para prestar a atenção pelos próximos meses. Abaixo o link para download e no final do post o player para escutar sem precisar baixar. Ouça e relaxe.

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#01. Twigs – How’s That

Ao final de 2012, a britânica Twigs foi apresentada como uma das apostas para o novo ano. Graças ao trabalho realizado em faixas como Breathe e outras três composições pinçadas do primeiro EP da artista, a cantora/produtora inglesa deu vida a um dos melhores exemplares do Trip-Hop em anos. Sem se ausentar do cenário estabelecido há alguns meses, How’s That marca o retorno da artista, que ainda mais ciente das transformações dentro da própria música, deixa fluir um exemplar de pura experimentação e delírios eróticos. Ainda que essencialmente melancólica, a letargia sedutora que se aproveita da faixa empurra o trabalho para outra direção, efeito ampliado no clipe desconcertante e suave que decide os rumos da faixa.

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#02. Jenny Hval – Mephisto In The Water

Jenny Hval

Misture as sutilezas vocais de Joanna Newsom, a esquizofrenia de Laurel Halo e o clima etéreo que banha os trabalhos de Julia Holter e você tem em mãos a mágica Mephisto In The Water. Aquecimento para o que a novata Jenny Hval deve concluir (ou iniciar) com o lançamento de Innocence Is Kinky, a canção transforma os vocais da norueguesa em um instrumento poderosíssimo. Sempre acomodada em um universo de exaltações instrumentais confortáveis, a artista raspa vez ou outra nos experimentos que decidem tanto o trabalho de Juliana Barwick como em menor escala Holy Herndon e todo o ambiente complexo de Movement (2011).

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#03. Giraffage X DWNTWN X Jhameel – Move Me

Giraffage

Desde o lançamento do ótimo The Human Condition, em 2011, o norte-americano Jahmeel parecia distante de apresentar alguma nova composição ou mínima novidade ao público. Para quem sentia falta do artista, uma parceria com DWNTWN e ninguém menos do que o queridinho Giraffage deixa crescer uma das canções mais adoráveis de 2013. Intitulada Move Me, a nova faixa dança pela dobradinha de vocais assinados pelo casal, tudo isso enquanto os beats cuidadosos do californiano se esparramam em uma medida erótica e envolvente. A canção foi lançada com exclusividade como parte da coletânea Kitsuné America 2 e por enquanto não deve figurar oficialmente em um novo trabalho de nenhum dos artista integrantes do projeto.

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#04. Opala – Two Moons

Opala

Quando Marcela Vale (Mahmundi) veio contar há alguns meses que estava trabalhando com Maria Luiza Jobim e velho colaborador Lucas de Paiva (People I Know) em um novo projeto, o hoje intitulado Opala parecia ser apenas um agrupado de ideias e faixas caseiras. De posse do primeiro exemplar, Two Moons, a encantadora parceria se revela como mais um ponto assertivo na crescente e cada vez mais rica cena musical carioca. Depois de Secchin, Apollo e da própria Mahmundi, chega a hora de mergulhar nos sintetizadores outonais e no clima melancólico da canção, faixa que inaugura o novo projeto com uma sonoridade que flutua entre o Beach House e o que há de mais nostálgico na produção musical da década de 1980.

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#05. Poliça – Tiff (ft. Bon Iver)

Poliça

A relação do grupo Poliça com o guitarrista Michael Noyce do Bon Iver serviu para aproximar a banda de Minneapolis, Minnesota do vocalista/lider Justin Vernon. Depois de uma das estreias mais encantadoras do último ano, Give You The Ghost, a banda volta a reforçar os sons testados no primeiro disco, reforçando a relação com o R&B e dessa vez estreitando os laços com as pequenas particularidades eletrônicas. Dentro dessa proposta nasce Tiff, parceria com Vernon e uma sequência madura daquilo que a banda vinha promovendo no último ano. Próxima dos sons e do clima da década de 1980, a canção dança em um cenário obscuro, alimentando um cenário que parece projetado apenas para que os vocais de Channy Leaneagh se encontrem com os complementos gerados a patir do parceiro.

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#06. SZA – Wings

Sza

SZA representa boa parte do que identifica a música negra atual. São colagens assumidas de sons, gêneros e diferentes conceitos sonoros, eixo que a norte-americana representa tanto na capa colorida de S EP (2013, Independente), como na sonoridade vasta que se derrama ao longo de toda a obra. Construído como uma composição de três atos – uma para cada letra do “nome” da cantora -, o trabalho concentra no primeiro exemplar um resultado abertamente voltado ao etéreo. Enquanto batidas são agrupadas lentamente, os vocais puxam o ouvinte para um universo que mesmo tratado com nostalgia, preza pela novidade. (Resenha)

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#07. Daughter – Get Lucky

Daughter

Com o primeiro registro de estúdio disponível desde o meio de março, a banda britânica Daughter dá sequência ao som compacto que vem desenvolvendo, não com uma composição inédita, mas um inusitado cover. Contrariando o resultado de boa parte dos Mashups e remixes de Get Lucky, o trio inglês acomoda o novo single do Daft Punk em um acolchoado ambiental que dança pela música folk em ecos etéreos de Dream Pop. Nada do baixo suingado, os vocais Pharrell Williams ou todo o clima setentista que conduz a faixa, tudo é reformulado de maneira que estranhamente consegue superar as próprias composições do trio. A canção funciona como um bom aquecimento para quem ainda não ouviu If You Leave, estreia do grupo.

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#08. Say Lou Lou – Fool Of Me (Ft. Chet Faker)

Say Lou Lou

As gêmeas suecas Elektra e Miranda Kilbey parecem interessadas em brincar com a mente do espectador. Duo responsável pelo projeto Say Lou Lou, as irmãs trouxeram em meados de março a sutileza ambiental de Julian, um mero aquecimento para o que se completa agora com o lançamento da acolhedora Fool Of Me. Parceria com o produtor australiano Chet Faker, a canção passeia pela década de 1980, absorvendo aspectos de forte proximidade com o que o Chromatics alcançou no último ano com Kill For Love. Etérea, a canção dança em uma medida doce entre o R&B e o Pop, sustentando o que a dupla deve promover em breve com o lançamento do primeiro álbum.

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#09. Baths – Ironworks

Baths

O tempo trouxe apenas benefícios e maturidade ao trabalho de Will Wiesenfeld. Onde havia luz, o produtor tratou de preencher com trevas, o que era gracioso se transformou em amargura e os encaixes sutis de Cerulean (2010) hoje dão vida ao plano obscuro de Obsidian (2013, Anticon). Segundo registro em estúdio do californiano à frente do Baths, o álbum traz de volta elementos específicos da produção eletrônica da década passada. Uma medida instável de batidas eletrônicas que se fragmentam a todo o instante, sintetizadores derramados em texturas ambientais e vocais que dançam de acordo com a essência ruidosa da obra, tudo enquadrado em um cenário de pleno sofrimento. (Resenha)

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#10. Sean Nicholas Savage – She Looks Like You

Savage

A década de 1980 e aquele típico clima de “música de motel” é resgatado com cuidado e beleza pelo canadense Sean Nicholas Savage. Apoiado em um mar de referências compartilhadas que vão de Twin Shadow até Destroyer, o músico anuncia para o dia 28 de Maio a chegada de Other Life, primeiro registro oficial e uma espécie de coletânea marcada pelo romantismo. Em She Looks Like You o norte-americano deixa fluir o que há de mais doloroso e honesto em sua obra: os sentimentos. Melancólica, a canção traz em sintetizadores compactos o princípio do que Savage deve resumir de forma nostálgica no decorrer do primeiro disco.

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#11. Majical Cloudz – Bugs Don’t Buzz

Majical Cloudz

Impersonator, mais novo registro em estúdio do Majical Cloudz, é um trabalho que desde o princípio foi apresentado como uma das grandes obras de 2013 – mesmo meses antes de seu lançamento. Com pistas sendo reveladas desde o lançamento de Turns Turns Turns EP, no último ano, o mais novo trabalho de Devon Welsh alcança um novo ponto de transformação com a chegada da dolorosíssima Bugs Don’t Buzz. Construída em cima de bases de piano e voz, a canção prossegue com a sensibilidade esbanjada em Childhood’s End, lidando com confissões experimentais em uma medida de som que muito se aproxima de Depeche Mode e outros ícones dos anos 1980. Melancólica, a canção está no registro anunciado para 21 de Maio.

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#12. Braids – Amends

Braids

Assim como no começo da década passada, a produção canadense se apresenta como um dos grandes focos de novidade do cenário musical. Em meio a boa repercussão de nomes como Grimes, Purity Ring, Majical Cloudz e outras centenas de artistas, quem anuncia o retorno são os membros do Braids. Responsável por um dos grandes álbuns de 2011, Native Speaker, o coletivo que conta com os vocais de Raphaelle Standell-Preston (Blue Hawaii) faz da etérea Amends uma continuação experimental e ainda mais delicada de tudo o que o grupo alcançou há dois anos. Sobreposições vocais, batidas moderadas e todo um clima sutil que se esparrama confortavelmente nos mais de seis minutos da nova canção. A canção estará no próximo disco da banda, ainda sem data de lançamento, mas previsto para 2013.

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Veja Outras Mixtapes do Miojo Indie

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Vários: “2013 XXL Freshman Mixtape”

XXL

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Sem dúvidas o ano de 2012 foi bastante produtivo para o Rap norte-americano. A ascensão de Kendrick Lamar e SchoolBoy Q, o surgimento de Joey Bada$$ e Angel Haze, o bom humor de Action Bronson e toda uma variedade de artistas que reafirmaram o gênero para os mais diversos públicos. Agora todos estes nomes de destaque que alimentaram o rap no último ano se encontram em uma bem sucedida mixtape lançada com exclusividade pela XXL, revista estadunidense especializada em Hip-Hop. Com curadoria de DJ Drama, o trabalho (disponível gratuitamente no player abaixo) coleciona 17 faixas em quase uma hora de duração. Com direito a samples de November Rain e rimas de Bronson, ou Loftcries do Purity Ring e versos de Haze, o registro funciona como um ótimo retrospecto de tudo o que marcou a produção do último ano.

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XXL – 2013 XXL Freshman Mixtape With DJ Drama

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Miojo Indie Mixtape Synthetic & Organic Edition

Miojo Indie Mixtape Synthetic & Organic Edition

Já passeamos pelo clima quente do verão em nossa coletânea especial para a estação, brincamos com o pop etéreo em uma de nossas mixtapes mais baixadas e agora entregamos aos leitores do Miojo Indie não uma, mas duas novas mixtapes: Synthetic e Organic edition. Enquanto a primeira traz boa parte dos principais lançamentos voltados à eletrônica (como The Knife, Rustie e James Blake), a segunda mergulha na calmaria do folk, da psicodelia e do Alt. Country. Se a primeira lida com o exagero, a segunda traz em artistas como Devendra Banhart, Foxygen e Laura Marling um pouco de delicadeza e melancolia. Para ouvir basta clicar no player de cada uma ou baixar clicando na capa do álbum. Continuar lendo

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Hy Brazil Vol 1: Fresh Electronic Music From Brazil 2013

Spin

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Curador do Festival Novas Frequências e responsável por um dos melhores sites brasileiros para quem busca fugir do óbvio quando se trata de descobertas musicais, Chico Dub foi convidado pela revista norte-americana Spin para apontar as maiores novidades da eletrônica brasileira. Intitulada Hy Brazil Vol 1: Fresh Electronic Music From Brazil 2013, a mixtape acumula alguns dos nomes mais inventivos da nova safra de produtores nacionais. Boa parte deles – como Jaloo, I Know People, Psilosamples, Sants, Leo Justi e Pazes - já passaram por aqui, mas podem ser encontrados em meio a composições inéditas ao lado de outros produtores de mesmo peso. Quem gostou da seleção (que pode ser ouvida logo abaixo), pode baixar o trabalho gratuitamente aqui. Também recomendo a leitura da matéria, que conta com uma boa análise sobre a produção musical (não apenas a eletrônica) na música nacional.

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Hy Brazil Vol 1: Fresh Electronic Music From Brazil 2013

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Os Mutantes: “Fool Metal Jack”

Os Mutantes

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Desde o fim da década de 1970 que considerar Os Mutantes como uma banda parece um erro, mas Sergio Dias Baptista e os sempre mutáveis (!) parceiros de banda bem que se esforçam. Depois do fracasso que foi Haih or Amortecedor (2009), registro que mais parceria ser um complemento ao retorno do grupo e sua formação semi-original para a exposição sobre a Tropicália em Londres, eis que a banda surpreende o público com o lançamento do inédito Fool Metal Jack. São 12 composições cantadas em inglês e curiosamente capazes de esbanjar os mesmos inventos psicodélicos que o grupo conquistou no começo de carreira – sem toda a carga de ineditismo, claro. Enquanto no Brasil o trabalho segue sem qualquer perspectiva de lançamento, lá fora ele deve estrear pelo selo Krian Music em LP, além de já abrir as portas para uma pequena turnê de shows em solo estadunidense.

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Os Mutantes – Fool Metal Jack

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M.I.A.: “MATANGI Mixtape”

M.I.A.

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M.I.A. não está poupando esforços para superar o fraquíssimo /\/\ /\ Y /\ de 2010. Registro mais irregular (e experimental) da carreira da artista, o trabalho terá o sucessor apresentado no próximo dia 15 de Abril – isso se a rapper não mudar a data de lançamento do álbum mais uma vez. Como forma de presentear o público impaciente, e garantir certa dose de exaltação antes do lançamento do novo álbum, a artistas resolveu apresentar no último final de semana a mixtape MATANGI. De proposta naturalmente rústica, o registro de curtíssimos oito minutos (feito à convite da marca Kenzo) entrega um pouco do que vamos encontrar no próximo disco, além, claro, de uma continuação do que M.I.A. alcançou com uma das melhores faixas de 2012, Bad Girls. Para ouvir a nova mixtape, basta clicar na imagem abaixo.

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M.I.A. – MATANGI Mix For Kenzo

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M.I.A. – Bad Girls

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Miojo Indie Mixtape “Ethereal Pop” Edition

Miojo Indie Mixtape

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Experimentos eletrônicos, R&B, Pop Lo-Fi e uma seleção cuidadosa de faixas que vão do comercial ao excêntrico em um instante. Assim é a Miojo Indie Mixtape Ethereal Pop, condensado com três de nossas melhores mixtapes do último ano – Ethereal, R&B e Small Pop. Separamos 13 faixas de destaque lançadas de Janeiro até agora e que se adequam à temática do trabalho. Na primeira metade, composições mais dançantes e mergulhadas na eletrônica, caso de Recover do CHVRCHES e Grammy do Purity Ring. Para a segunda metade do trabalho, um reforço ambiental que, inclusive, conta com a presença dos brasileiros Sants e Secchin. Ouça, dance, flutue e relaxe.

|DOWNLOAD|

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#01. Dorgas – Hortência

Dorgas

Desde o lançamento de Loxhanxha em fevereiro de 2011 que a carioca Dorgas tem assumido uma postura cada vez mais experimental e consequentemente inventiva dentro da música brasileira. Passeando pelo Jazz, Art Rock e tantas outras vertentes que pervertem o óbvio, o grupo faz da recém-lançada Hortência o ponto máximo de uma longa transformação que deve resultar no ainda inédito primeiro disco da banda. Com a chegada do recente single temos novamente uma corrupções da própria obra do quarteto. O que antes era ambiental e abstrato, agora se envolve com as mesmas camadas etéreas e matinais que tanto caracterizam a Chillwave ou mesmo os recentes inventos de Ariel Pink.

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#02. Selebrities – Everywhere (Fleetwood Mac Cover)

Selebrities

Originalmente lançada em 1987 como parte do disco Tango in the Night da banda Fleetwood Mac, a apaixonante Everywhere passou por um acabamento cuidadoso nas mãos do ainda desconhecido trio Selebrities. Com uma sonoridade que não abandona as experiências oitentistas, a composição mergulha de forma decidida nos mesmos sintetizadores revigorados e batidas com eco que transformaram Something do Chairlift em um dos melhores álbuns do último ano. Os vocais bem delineados (que ainda contam com a colaboração de Erika Spring e Lissy Trullie) flutuam em uma medida romântica e dançante, algo como os primeiros lançamentos do Chromatics.

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#03. Youth Lagoon – Dropla

Youth Lagoon

Trevor Powers parece viver em um universo mágico conhecido e construído inteiramente por ele. Mergulhado em sintetizadores, melodias que passeiam pelo mundo dos sonhos e letras que dançam em nossos ouvidos, o músico deu formas em 2011 a um dos discos mais encantantadores daquele ano, The Year Of Hibernation, proposta que deve se repetir em breve com o segundo lançamento do Youth Lagoon. Encantadora e contando com uma lírica emocinada, Dropla se espalha em teclados etéreos, tudo isso enquanto os vocais do jovem compositor crescem em um misto de euforia, sutileza e entrega. A melhor composição lançada pelo músico até agora e uma das grandes faixas de 2013.

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#04. CHVRCHES – Recover

CHVRCHES

Ao transformar o pop sintetizado de The Mother We Share em uma das composições mais incríveis do último ano, o grupo britânico CHVRCHES entrou sem grandes esforços na nossa lista de grandes apostas para 2013. Ainda dentro da mesma proposta musical, o trio de Glasgow faz do single Recover mais uma boa prova da atuação convincente da banda. Com base nos mesmos sons oitentistas, vozes reformadas pela eletrônica e uma letra que gruda na primeira ouvida, o novo hit chega para anunciar o primeiro trabalho do grupo, um EP que carrega o mesmo título da canção e tem data de lançamento prevista para o próximo dia 25 de março.

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#05. Purity Ring – Grammy (Soulja Boy Cover)

Purity Ring

Muito embora as batidas que circulam por Shrines já fossem capaz de identificar o fascínio da dupla Purity Ring pelo Hip-Hop, foi só com o lançamento de Belispeak II ao lado do rapper Danny Brown que o casal assumiu de fato o interesse. Por enquanto, nada de novas composições, pelo contrário, um cover inusitado da faixa Grammy, canção de encerramento do álbum The DeAndre Way (2010) do rapper Soulja Boy. Mais do que uma nova versão, a faixa consegue soar ainda melhor do que a versão original, comprovando de vez a capacidade dos canadenses em lidar com um gênero praticamente inexpressivo quando voltamos para os primeiros lançamentos da dupla.

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#06. James Blake – Retrograde

James Blake

James Blake finalmente conseguiu aperfeiçoar o que vem experimentando há mais de três anos. Outrora fascinado pela eletrônica tramada de forma matemática pelos encaixes certeiros do dubstep, o cantor e produtor britânico fez da relação com o R&B/Soul uma possibilidade de transformação para sua obra – assim como para o próprio gênero. Colecionando referências distintas de cada um de seus trabalhos anteriores, Retrograde, como o título já aponta, passa pelo looping hipnótico de CYMK, dança ao som dos teclados crescentes de Love What Happened Here até valorizar cada nuance intimista do que o artista acomodou no lançamento do primeiro disco solo em 2011.

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#07. Secchin – Night Lights (Ft. Maria Luiza Jobim)

Secchin

Se Léo Justi resolveu dar novo acabamento ao Funk, Mahmundi abraçou os sintetizadores e o Sobre A Máquina o que há de mais sombrio no mundo da música, Julio Secchin, ou apenas Secchin tratou de absorver o que há de mais estranho no meio de todo esse cenário. Ora dialogando com o R&B Lo-Fi que se apodera da música estrangeira atual, ora colecionando batidas eletrônicas capazes de dançar pela IDM da década de 1990, o produtor faz de Night Lights uma estreia de percursos inexatos. Acompanhado dos vocais doces de Maria Luiza Jobim, Secchin dá vida a pouco mais de dois minutos de experimentações sintéticas e confessionais capazes de unir Clams Casino e Jessie Ware em um mesmo universo.

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#08. Sants – Alone

Sants

“Assim como o ‘Canal Laranja’ de Frank Ocean funciona como uma válvula de escape para todos os sonhos e melancolias de seu realizador, Sants utiliza do recente Soundies! como um passeio nostálgico por uma infinidade de colagens sonoras e até mesmo visuais. Marcas que acumulam mais de duas décadas de manifestações culturais distintas em um só ponto. “Nickelodeon, Spacejam, Kenan & Kel, Street Fighter, Papa Léguas” são algumas das experiências que flutuam durante a transmissão do canal imaginário comandado pelo produtor, um vislumbre soturno de um jovem adulto que converte partidas de videogame, maratonas de desenhos e experiências banais em música. A mesma incorporação sonora que transformou Steven Ellison e Willian Beavan em alguns dos mais influentes produtores da última década, porém adequadas ao cotidiano jovial de Sants”. (Resenha)

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#09. A/T/O/S – A Taste of Struggle

ATOS

Um encontro entre Jessie Ware, The Weeknd e Portishead parece algo difícil de acontecer, correto? Não se você se acomodar no misterioso trabalho dos ingleses do A/T/O/S – uma sigla para A Taste of Struggle. Brincando com o Trip-Hop e outras referências eletrônicas que marcaram com sensualidade (e dor) a música eletrônica da década de 1990, o projeto acomoda batidas lânguidas, sintetizadores e vozes em um mundo que vai do onírico ao erótico em poucos segundos. Para anunciar o trabalho dos produtores, nada melhor do que uma faixa-título que amarra tudo o que há de mais inventivo dentro da produção musical recente.

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#10. AraabMuzik – Beauty

AraabMuzik

Você não está ouvindo AraabMuzik” anuncia a voz robótica que passeia pelo disco. Dois anos depois de firmar espaço dentro da cena instrumental que toma conta do Hip-Hop atual, a “incerteza” de ouvir um novo álbum do produtor Abraham Orellana é sem dúvidas a garantia de um encontro com as batidas volumosas e o ritmo grandioso que se dissolve com exclusividade no trabalho do artista de Rhode Island. Sem o mesmo compromisso conceitual proposto em Electronic Dream (2011), o produtor norte-americano transforma a mixtape For Professional Use Only em um verdadeiro experimento. Duas dezenas de composições recheadas pela mesma intensidade rítmica de outrora, agora acrescidas de uma dose extra de ineditismo e novidade constante. (Resenha)

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#11. Evenings – Friend (Lover)

Evenings

Imagine um cenário em que Gold Panda, Grimes e as experimentações climáticas do Grouper partilham de uma sonoridade harmoniosa e mágica. Tudo isso reside nos pouco mais de quatro minutos que Nathan Broadus dissolve no mais novo single do Evenings, Friend (Lover). Lançada logo depois do produtor norte-americano ter assinado com o selo Friends of Friends, a faixa anuncia a chegada do primeiro registro oficial do músico, Yore, previsto para o dia 16 de Abril. Metade psicodélica, metade ambiental, a canção brinca com a eletrônica de maneira climática, espalhando uma variedade de referências que tranquilizam e convidam o ouvinte para um passeio pelo etéreo.

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#12. Rachel Zeffira – To Here Knows When’ (My Bloody Valentine)

Rachel Zeffira

Originalmente lançada em 1991 como parte do clássico Loveless, obra-prima do My Bloody Valentine, To Here Knows When’ passou por um tratamento sombrio e delicado nas mãos da cantora e compositora Rachel Zeffira. Se relacionando de forma angelical com a obra de Kate Bush, bem como com o trabalho de artistas recentes a exemplo de Julianna Barwick e Grouper, Zeffira derrama pianos e arranjos controlados de forma sempre suave e livre dos ruídos que outrora marcavam a versão original da música. Consumida pelo teor onírico, a canção antecipa parte do que será encontrado no primeiro registro solo da artista, que entre outras colaborações é uma das metades do Cat Eye’s.

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#13. Julianna Barwick – Pacing

Julianna Barwick

Julianna Barwick talvez seja uma das artistas mais influentes da nova geração de compositoras norte-americanas. Passeando livremente pela magia instrumental do etéreo em uma medida que inevitavelmente tende à suavização das formas musicais, a artista parece dar continuidade ao que acertou em 2011 com o lançamento do abstrato The Magic Place. Sem letras e se apoiando livremente no uso assertivo dos vocais de forma doce e ambiental, Barwick faz de Pacing um preparativo para o que deve vir a aprimorar ainda mais com o lançamento de seu próximo disco – já em fase de produção. Sem fugir da brincadeira com as harmonias que tanto orientam a obra da compositora, a faixa se manifesta em uma sequência atmosférica de pianos e vozes que se acomodam em um mesmo cenário. Um reduto de pura experimentação, mas que ao mesmo tempo conforta o ouvinte.

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Disco: “For Professional Use Only”, AraabMuzik

AraabMuzik
Instrumental Hip-Hop/Electronic/Hip-Hop
http://www.araabmuzikmvp.com/

Por: Cleber Facchi

AraabMuzik

“Você não está ouvindo AraabMuzik” anuncia a voz robótica que passeia pelo disco. Dois anos depois de firmar espaço dentro da cena instrumental que toma conta do Hip-Hop atual, a “incerteza” de ouvir um novo álbum do produtor Abraham Orellana é sem dúvidas a garantia de um encontro com as batidas volumosas e o ritmo grandioso que se dissolve com exclusividade no trabalho do artista de Rhode Island. Sem o mesmo compromisso conceitual proposto em Electronic Dream (2011), o produtor norte-americano transforma a mixtape For Professional Use Only (2013, Independente) em um verdadeiro experimento. Duas dezenas de composições recheadas pela mesma intensidade rítmica de outrora, agora acrescidas de uma dose extra de ineditismo e novidade constante.

Espécie de aquecimento para o que o produtor deve finalizar com um novo álbum ainda em 2013 – possivelmente intitulado Electronic Reality -, o presente registro soa como um manual e possível continuidade para aqueles que já conhecem o trabalho de Orellana – proposta quase implícita na capa do álbum. A especificidade da obra, entretanto, não barra a audição de quem pulou o grupo assertivo de faixas que compõem o lançamento passado, pelo contrário, serve como um estímulo e um convite para o universo naturalmente mutável que caracteriza o trabalho do artista. Ainda que se distancie de diversas marcas firmadas no último disco, o produtor transforma cada faixa de FPUO em uma sequência de sons e inventos temperados pela explosão dos ritmos, prova de que mesmo sob nova proposta, a originalidade de Abraham permanece a mesma.

Com o intuito claro de experimentar, ouvir a nova mixtape é como folhear uma sequência de pequenos esboços. Enquanto algumas das composições evidenciam um acabamento suntuoso e detalhes tão ricos quanto o do trabalho passado, outras funcionar sem o mesmo brilho. Muitas das ideias incorporada na execução do atual projeto parecem surgir como sequências adequadas do que foi apresentado há dois anos. Caso de Hammer Dance e da imensa Runway Bass. Já outras como So Good brincam pontualmente com o ineditismo da voz, referência diminuta em Electronic Dream, mas cuidadosamente explorada em boa parte do recente álbum.

 

Por se tratar de uma Mixtape, a proposta não comercial e a ausência de linearidade abastecem de maneira natural a construção de cada espaço do disco. Contrariando a concisão dada ao trabalho passado, marca que resultou em uma obra de acabamentos bem definidos e formas instrumentais que se relacionam conceitualmente, cada composição entregue no novo álbum dispõe de uma proposta bastante específica. Enquanto The Prince Is Coming, por exemplo, possibilita uma maior incrementação de batidas no trabalho de Orellana, outras como Turn Tha Tide revelam uma aproximação honesta do artista com o pop – tratamento previamente abordado nos vocais limpos e nas tendências ao dubstep que circulavam em músicas aos moldes de Golden Touch. Continuar lendo

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Hudson Mohawke: “Valentine’s Slowjams Chapter VI”

Hudson Mohawke

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Uma vez por ano o sempre enérgico Hudson Mohawke deixa de lado a energia que move seus trabalhos individuais, colaborações ou mesmo a parceria com Lunice no TNGHT para tratar exclusivamente da sensibilidade do amor. Trata-se da Mixtape especial do dia dos namorados (data comemorada hoje nos Estados Unidos) e que atende pelo meloso nome de Valentine’s Slowjams. Para a sexta edição do projeto, o produtor de Glasgow separou mais de 40 minutos de pura magia, romance e sedução, material que pode ser armazenado até o próximo dia 12 de Junho, dia dos namorados por aqui. Com uma sonoridade que passeia pelo R&B, Synthpop e porções românticas da música eletrônica, o registro é a melhor escolha para quem busca por uma noite de muito amor com a parceira ou parceiro. Love is in the air

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Hudson Mohawke – Valentine’s Slowjams Chapter VI

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