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#05. LCD Soundsystem – This Is Happening
Em quase uma década de existência James Murphy e seu LCD Soundsystem revolucionaram a forma de como ouvimos e sentimos a música eletrônica. Murphy e seus hits All My Friends, Daft Punk Is Playing At My House, Losing My Edge ou Us v Them nos fizeram amar e ao mesmo tempo odiar as pistas de dança. This Is Happening que ao que tudo indica irá encerrar a trilogia iniciada em 2005 nos apresenta um trabalho diferente dos dois lançamentos anteriores demonstrando a mente insana e genial de seu criador.
O terceiro disco do LCD Soundsystem surge em meio a uma crise criativa de James Murphy. O músico acabou por despedir toda a antiga banda, contratar novos músicos, proibir qualquer envolvido no projeto de ouvir outra coisa durante o processo de criação além de obrigar os mesmos a só vestir branco. O resultado é um trabalho grandioso, repleto de sintetizadores oitentistas e toques de melancolia. Somos guiados por faixas épicas como Dance Yrself Clean, All I Want, I Can Change e Pow Pow, além da explosiva Drunk Girls que garantiu o clima up em boa parte das festas de 2010.
Electronic/Dance/Electro
Ouça: I Can Change
#04. Arcade Fire – The Suburbs
Pronto, os indies do mundo todo pararam por alguns minutos até que pudessem (finalmente) ouvir o novo disco da queridinha Arcade Fire. Músicas avulsas pela rede, versões ao vivo de algumas das novas canções, vazamentos fake aos montes, oito versões da mesma capa e tensão, tudo isso contribuiu para que os fãs da banda canadense aguardassem ansiosos pelo disco.
A sonoridade que define a banda está lá, porém, muito mais acessível muito mais pop. Os violinos, pianos, órgãos e toda a instrumentação que nos aproxima da música clássica está em cada faixa do disco. O que se percebe é uma maior aproximação com as guitarras como nas belíssimas Empty Room e Month of May. The Suburbs é visivelmente o disco “mais pesado” do grupo, tanto em sua sonoridade quanto nas letras do vocalista Win Butler. (Resenha)
Canadian/Baroque Pop/Indie Rock
Ouça: Month Of May
#03. Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy
Kanye West sempre transitou entre o excêntrico e o genial em seus trabalhos, My Beautiful Dark Twisted Fantasy é o álbum onde estes dois elementos se encaixam com precisão gerando aquele que é sem dúvidas o melhor trabalho do rapper até agora. Esqueça o homem de coração partido em 808s & Heartbreak, o encontro com Jon Brion em Late Registration, o auge pop de Graduation e prepare-se para um trabalho épico digno do egocentrismo de West.
Uma das grandes propriedades do rapper é transitar tanto entre o meio pop e o alternativo, agradando públicos completamente distantes. Do garoto que canta ao som de Justin Bieber e Miley Cirus à garota hipster-alternative-underground com sua coleção de bandas obscuras dos anos 90. É difícil encontrar alguém que não se interesse pelo trabalho do artista. Parte dessa adoração está na união do rapper com uma série de representantes de diferentes áreas da música. De Chris Martin e Adam Levine (Coldplay e Maroon 5), exemplares da música pop, à Jay-Z, Wil Wayne, Mos Def e Kid Cudi, parceiros de hip-hop, abrindo espaço inclusive aos indies do Bon Iver.
Superada a separação de Alexis Phifer (elemento que serviu de combustível para o trabalho anterior do rapper) além do “escândalo” no VMA de 2009, em que muita gente questionou inclusive sua sanidade, West mudou-se para o Hawaii onde começou a gravação de seu quinto disco de estúdio, previamente chamado de Good Ass Job. O período de reclusão distante da mídia pareceu funcionar para o músico. (Resenha)
Hip-Hop/Rap/Electro
Ouça: Runaway
#02. Beach House – Teen Dream
Teen Dream é o disco mais estranhamente encantador de 2010. Tudo nele soa perfeito e se encaixa com precisão. Os vocais agora límpidos de Victoria Legrand, os pianos, órgãos e guitarras dream pop de Alex Scally são a mostra de um experimentalismo pop quase radiofônico, até a bateria quase inexistente nos dois discos anteriores, aqui ganha maior destaque. Já na abertura do álbum somos presenteados com uma tríade insuperável de Zebra, Silver Soul (com seu refrão “It is happening again” executado em looping) e Norway. Se até aí você já não se encantar com o disco Walk In The Park com seus teclados quase alegres e a voz de Legrand ecoando quase aos berros vai te derrubar.
Ao exemplo de discos como Merriwather Post Pavilion do Animal Collective,Veckatimest do Grizzly Bear ou o mais recente Before Today do Ariel Pink’s Haunted Graffiti o Beach House lança o álbum mais comercial de sua curta discografia. A prova de que música experimental é sim necessária, porém só quando ganha contornos pop atinge seu ápice. (Resenha)
Dream Pop/Lo-Fi/Indie
Ouça: Silver Soul
#01. Ariel Pink’s Hunted Grafitti – Before Today
Maturidade
ma.tu.ri.da.de
sf (lat maturitate) 1 O mesmo que madureza. 2 Idade madura.3 Perfeição. M. social, Sociol: grau em que as atitudes, a socialização e a estabilidade afetiva de um indivíduo refletem, como característica normal do homem adulto, um estado de adaptação ou ajustamento ao seu próprio meio.
Quem conhece a discografia (ou parte dela) do Ariel Pink’s Haunted Graffiti sabe que a sonoridade da banda não é nem um pouco acessível e por vezes soa até mesmo monótona. Desde o lançamento do seu primeiro disco, The Doldrums em 2004, a banda funciona muito mais como mecanismo de expressão (ou esquizofrenia) de seu frontman Ariel Marcus Rosenberg do que como grupo musical em si. Em Before Today, o sexto (?) disco da banda, o Ariel Pink’s pode finalmente dizer que atingiu a maturidade e que inclusive chegou bem perto da perfeição
Before Today é indiscutivelmente um dos melhores o melhor disco lançado em 2010. O experimentalismo pop e as canções lo-fi acessíveis serão um agrado tanto para aqueles que buscam um som mais “comercial” como para quem busca por um rock mais alternativo. (Resenha)
Lo-Fi/Experimental/Indie
Ouça: Round and Round















































