Arquivos da Categoria: Os 50 melhores discos de 2010

OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (05-01)

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#05. LCD Soundsystem – This Is Happening

Em quase uma década de existência James Murphy e seu LCD Soundsystem revolucionaram a forma de como ouvimos e sentimos a música eletrônica. Murphy e seus hits All My Friends, Daft Punk Is Playing At My House, Losing My Edge ou Us v Them nos fizeram amar e ao mesmo tempo odiar as pistas de dança. This Is Happening que ao que tudo indica irá encerrar a trilogia iniciada em 2005 nos apresenta um trabalho diferente dos dois lançamentos anteriores demonstrando a mente insana e genial de seu criador.

O terceiro disco do LCD Soundsystem surge em meio a uma crise criativa de James Murphy. O músico acabou por despedir toda a antiga banda, contratar novos músicos, proibir qualquer envolvido no projeto de ouvir outra coisa durante o processo de criação além de obrigar os mesmos a só vestir branco. O resultado é um trabalho grandioso, repleto de sintetizadores oitentistas e toques de melancolia. Somos guiados por faixas épicas como Dance Yrself Clean, All I Want, I Can Change e Pow Pow, além da explosiva Drunk Girls que garantiu o clima up em boa parte das festas de 2010.

Electronic/Dance/Electro
Ouça: I Can Change

#04. Arcade Fire – The Suburbs

Pronto, os indies do mundo todo pararam por alguns minutos até que pudessem (finalmente) ouvir o novo disco da queridinha Arcade Fire. Músicas avulsas pela rede, versões ao vivo de algumas das novas canções, vazamentos fake aos montes, oito versões da mesma capa e tensão, tudo isso contribuiu para que os fãs da banda canadense aguardassem ansiosos pelo disco.
A sonoridade que define a banda está lá, porém, muito mais acessível muito mais pop. Os violinos, pianos, órgãos e toda a instrumentação que nos aproxima da música clássica está em cada faixa do disco. O que se percebe é uma maior aproximação com as guitarras como nas belíssimas Empty Room e Month of MayThe Suburbs é visivelmente o disco “mais pesado” do grupo, tanto em sua sonoridade quanto nas letras do vocalista Win Butler. (Resenha)

Canadian/Baroque Pop/Indie Rock
Ouça: Month Of May

#03. Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy

Kanye West sempre transitou entre o excêntrico e o genial em seus trabalhos, My Beautiful Dark Twisted Fantasy é o álbum onde estes dois elementos se encaixam com precisão gerando aquele que é sem dúvidas o melhor trabalho do rapper até agora. Esqueça o homem de coração partido em 808s & Heartbreak, o encontro com Jon Brion em Late Registration, o auge pop de Graduation e prepare-se para um trabalho épico digno do egocentrismo de West.

Uma das grandes propriedades do rapper é transitar tanto entre o meio pop e o alternativo, agradando públicos completamente distantes. Do garoto que canta ao som de Justin Bieber e Miley Cirus à garota hipster-alternative-underground com sua coleção de bandas obscuras dos anos 90. É difícil encontrar alguém que não se interesse pelo trabalho do artista. Parte dessa adoração está na união do rapper com uma série de representantes de diferentes áreas da música. De Chris Martin e Adam Levine (Coldplay e Maroon 5), exemplares da música pop,  à Jay-Z, Wil Wayne, Mos Def e Kid Cudi, parceiros de hip-hop, abrindo espaço inclusive aos indies do Bon Iver.

Superada a separação de Alexis Phifer (elemento que serviu de combustível para o trabalho anterior do rapper) além do “escândalo” no VMA de 2009, em que muita gente questionou inclusive sua sanidade, West mudou-se para o Hawaii onde começou a gravação de seu quinto disco de estúdio, previamente chamado de Good Ass Job. O período de reclusão distante da mídia pareceu funcionar para o músico. (Resenha)

Hip-Hop/Rap/Electro
Ouça: Runaway

#02. Beach House – Teen Dream

Teen Dream é o disco mais estranhamente encantador de 2010. Tudo nele soa perfeito e se encaixa com precisão. Os vocais agora límpidos de Victoria Legrand, os pianos, órgãos e guitarras dream pop de Alex Scally são a mostra de um experimentalismo pop quase radiofônico, até a bateria quase inexistente nos dois discos anteriores, aqui ganha maior destaque. Já na abertura do álbum somos presenteados com uma tríade insuperável de ZebraSilver Soul (com seu refrão “It is happening again” executado em looping) e Norway. Se até aí você já não se encantar com o disco Walk In The Park com seus teclados quase alegres e a voz de Legrand ecoando quase aos berros vai te derrubar.

Ao exemplo de discos como Merriwather Post Pavilion do Animal Collective,Veckatimest do Grizzly Bear ou o mais recente Before Today do Ariel Pink’s Haunted Graffiti o Beach House lança o álbum mais comercial de sua curta discografia. A prova de que música experimental é sim necessária, porém só quando ganha contornos pop atinge seu ápice. (Resenha)

Dream Pop/Lo-Fi/Indie

Ouça: Silver Soul

#01. Ariel Pink’s Hunted Grafitti – Before Today

Maturidade
ma.tu.ri.da.de
sf (lat maturitate) 1 O mesmo que madureza. 2 Idade madura.3 Perfeição. M. social, Sociol: grau em que as atitudes, a socialização e a estabilidade afetiva de um indivíduo refletem, como característica normal do homem adulto, um estado de adaptação ou ajustamento ao seu próprio meio.

Quem conhece a discografia (ou parte dela) do Ariel Pink’s Haunted Graffiti sabe que a sonoridade da banda não é nem um pouco acessível e por vezes soa até mesmo monótona. Desde o lançamento do seu primeiro disco, The Doldrums em 2004, a banda funciona muito mais como mecanismo de expressão (ou esquizofrenia) de seu frontman Ariel Marcus Rosenberg do que como grupo musical em si. Em Before Today, o sexto (?) disco da banda, o Ariel Pink’s pode finalmente dizer que atingiu a maturidade e que inclusive chegou bem perto da perfeição

Before Today é indiscutivelmente um dos melhores o melhor disco lançado em 2010. O experimentalismo pop e as canções lo-fi acessíveis serão um agrado tanto para aqueles que buscam um som mais “comercial” como para quem busca por um rock mais alternativo. (Resenha)

Lo-Fi/Experimental/Indie
Ouça: Round and Round

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (10-06)

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#10. Twin Shadow – Forget

Você pode não gostar, mas os anos 80 ainda estão ai e influenciando um grande número de artistas. Porém, diferente da avalanche de bandas que surgem anualmente e se inspiram em teclados alegrinhos e guitarradas em levada pop, típicos da década, eis que surge o Twin Shadow com seu Forget dotado de sintetizadores minimalistas e sonoridade introspectiva.

Seguindo a linha de discos chillwave como Toro Y Moi, Memory Tapes e Gold Panda o Twin Shadow encabeçado pelo dominicano George Lewis Jr. (com seu visual mais anos 80 impossível) deixa de lado o lo-fi praieiro e se apega a uma temática muito mais obscura. A sensação que se tem ao ouvir o disco é de um encontro entre The Smiths e a música eletrônica calcada em sintetizadores vintage. Dos vocais graves em estilo post-punk às batidas repletas de ecos, tudo remete aos anos 80. (Resenha)

Electronic/Chillwave/Lo-Fi
Ouça: Slow

 

#09. The Roots – How I Got Over

Há mais de duas décadas o The Roots vem nos presenteando com uma série de álbuns que transitam entre o hip-hop dos anos 80, o jazz, o funk e a soul music da década de 70. How I Got Over vem na sequência de Rising Down (2008), em que mais uma vez o grupo se cerca de parcerias distintas gerando um disco conceitual. Não só membros da black music fazem parte do seleto grupo que empresta sua voz ao álbum. O quarteto do Monsters of Folk, boa parte do Dirty Projectors e até Joanna Newsom (!) estão em Dear God 2.0, A Peace Of Light e Right On respectivamente.

Diferente dos trabalhos anteriores do The Roots, How I Got Over é mais melódico e se destina quase que exclusivamente ao soul do que ao hip-hop. O álbum conta com uma estranha aura melancólica imersa em uma levada meio “Berry White depressivo”.

Hip-Hop/Rap/Soul
Ouça: How I Got Over

 

#08. Zola Jesus – Stridulum II

O projeto Zola Jesus da californiana Nika Danilova é uma das maiores homenagens já feitas à música gótica e ao rock industrial dos anos 80. Batidas eletrônicas, minimalismos sombrios e noise pop marcam Stridulum II, precedido de um EP homônimo que fazia uma introdução do que seria encontrado em sua sequência. Prepare-se para uma viagem em um ambiente guiado pela voz grave de Danilova e sua instrumentação pesada e obscura.

Stridulum II é um apanhado de grandes canções da música gótica contemporânea que se fossem lançadas há vinte anos se transformariam e clássicos imediatos. Night, I Can’t StandSea Talk são apenas um exemplo do brilhantismo de Nika Danilova trabalhadas dentro da temática obscura do disco, mas que são extremamente acessíveis. Boa parte das canções cresce gradativamente em sua execução culminando em um momento de sonoridade explosiva acompanhado de um refrão marcante que cresce ainda mais através da voz triste da vocalista. (Resenha)

Darkwave/Ambient/Lo-Fi
Ouça: I Can’t Stand

 

 

#07. Deerhunter – Halcyon Digest

Para aqueles que gostam da sonoridade Shoegaze talvez o novo disco do Deerhunter fosse um dos mais aguardados deste ano. Quem esperava um álbum que fosse capaz de se igualar aos antecessores trabalhos da banda, os brilhantes Microcastle e Weird Era Cont., não tem do que reclamar do novo disco do grupo: Halcyon Digest.

Menos raivoso que Microcastle o novo álbum se apoia justamente em canções mais sofisticadas e construídas com base em elaborados arranjos de guitarra, teclados e algum minimalismo eletrônico. Os paredões sonoros bastante característicos dos discos anteriores dão lugar a canções que você jamais imaginaria ver o grupo tocando. Entre os destaques estão a belíssima balada (?) Helicopter e a inusitada Coronado, faixa que conta até com arranjos de metais. (Resenha)

Shoegaze/Experimental/Psychedelic
Ouça: Helicopter

 

 

#06. Sleigh Bells – Treats

Não há como negar: Treats é o disco mais inovador de 2010. Vinda diretamente do Brooklyn a desconhecida dupla Sleigh Bells – formada por Alexis Krauss e Derek E. Miller – conseguiu ser arremessada diretamente para o topo das listas indie de todo o mundo. A fórmula do duo é simples: sonoridade destorcida e em volume máximo, riffs de guitarra sujos e a voz suave de Krauss. O álbum é o que pode ser definitivamente classificado como Noise Pop. Sujo, intenso e ainda assim melódico. Treats é uma porrada quase no sentido literal da palavra.

Antes de formarem o Sleigh Bells, Krauss integrava uma bandinha de garotas chamada Ruby Blue, enquanto Miller fazia parte de um grupo de heavy metal chamada Poison The Well. Junte então a delicadeza da vocalista com a sonoridade explosiva do músico e você tem como resultado um efeito doce e catastrófico ao mesmo tempo. Tell ‘Em que abre o disco já vai te apontar se você vai ou não gostar do trabalho. Uma coisa é certa, Treats não pode de forma alguma passar despercebido.

Noise Pop/Experimental/Lo-Fi
Ouça: Rill Rill

 

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (15-11)

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#15. Crystal Castles – Crystal Castles

Quem achava o primeiro trabalho do Crystal Castles um disco barulhento e estranho não sabia o que viria na sequência. O segundo lançamento da dupla canadense Alice Glass e Ethan Kath é um mar de distorções, gritos e por que não, música pop. Gravado em uma igreja na Islândia, em uma loja de conveniência, numa garagem abandonada e em um estúdio em Londres Crystal Castles é intenso e sombrio. A capa que conta com a foto de uma garota ao lado do túmulo da mãe recentemente morta é apenas uma mostra do aspecto sombrio do álbum.

O disco é um puro exemplo da eletrônica dos anos 2000 que carrega ainda fortes ecos dos anos 80. Sobra até para o líder do The Cure Robert Smith emprestar sua voz no single Not In Love.A dupla Glass e Kath não só venceu a “crise do segundo disco” como afirmaram o Crystal Castles como um dos grandes expoentes da eletrônica contemporânea. O álbum prova que o duo não segue fórmulas, apenas a mais pura experimentação e instinto.

Electronic/Noise/Electro
Ouça: Year Of Silence

 

 

#14. Pantha Du Prince – Black Noise

Três anos se passaram desde o último lançamento do Pantha Du Prince, porém toda espera é esquecida ao ouvir Black Noise, seu mais recente álbum. As tracks marcantes de Hendrik Weber agora soam grandiosas e repletas de ruídos adicionais. Todas as onze faixas do disco seguem uma levada mais dançante em meio à musicalidade climática de Weber. Tal qual o título do álbum Black Noise é ruidoso e como se fosse uma versão eletrônica de algum grupo de shoegaze rock. As canções passeiam entre a introspecção e o acessível, um disco de minimal techno perfeito para quem nunca se aprofundou no estilo ou para quem está cansado dos clichês da música eletrônica convencional. (Resenha)

Deutsch/Minimal/Electronic
Ouça: Abglanz

 

 

#13. Best Coast – Crazy For You

O Best Coast e seu Crazy For You não vão mudar a sua vida ou muito menos lhe apresentar um trabalho inovador e experimental. Bem observado o disco é simples, e aí é que está o acerto da dupla californiana Bethany Cosentino e Bob Bruno. O primeiro trabalho de estúdio do duo se vale de canções fáceis, quase bobas, mas que carregam uma aura jovial e traduzem sentimentos universais. Não estranhe se de repente você estiver gritando “Maybe I’m Just craaaaaaaaaaaaaazy! Crazy For You Baaaaaaaaaaaaaby!”

O disco é todo trabalhado dentro da temática surf, repleto de melodias cantaroláveis com ecos dos anos 60 e 70. As guitarras Lo-Fi de Bob Bruno é que dão charme e vigor ao disco abrindo espaço para que a voz de Cosentino possa brilhar. Crazy For You é pop e sujo na mesma medida servindo para agradar os mais distintos públicos.

Lo-Fi/Garage Pop/Surf
Ouça: Crazy For You

 

 

#12. Foals – Total Life Forever

Menos focado na musicalidade math rock do primeiro disco, os britânicos do Foals nos entregam o segundo trabalho de estúdio mais maduro e uma sonoridade muito mais viajada. Total Life Forever apresenta uma série de canções intensas embaladas pela voz marcante de Yannis Philippakis além de uma instrumentação bem desenvolvida. As faixas transitam entre o post-punk oitentista (2 Trees e After Glow), o punk com levas de reggae típicos do The Clash (Miami e Black Gold) além de curtas doses de experimentalismo (Fugue e What Remains).

As canções, que em geral começam suaves, aos poucos ganham novos contornos e encerram de maneira grandiosa, sempre acompanhadas de boas bases de guitarra e da bateria pontual de Jack Bevan. Quem espera um álbum aos moldes de Antidote (2008) pode até se decepcionar. As melodias matemáticas estão em todo o disco, contudo funcionam mais como um plano de fundo para novas experimentações do grupo. O Foals inova e cresce em Total Life Forever,mostrando que os cinco garotos de Oxford alcançaram algo que muitas bandas demoram anos para conseguir.

Ouça: Black Gold
Indie Rock/Math Rock/Alternative

 

#11. Vampire Weekend – Contra

Antes das influências e ritmos africanos o Vampire Weekend é uma banda essencialmente pop. A-Punk, Walcott e Cape Cod Kwasa Kwasa, grandes sucessos do primeiro CD da banda, são canções fantasiadas com ritmos tribais, mas que prezam virtuosamente por uma musicalidade comercial. Em Contra o segundo disco dos nova-iorquinos, o grupo apenas comprova que está aqui para nos embalar com seus hits e faixas pegajosas. O álbum vem repleto de canções como Holiday, Cousins e Giving Up The Gun a mais pura mostra do virtuosismo do grupo.

Além da sonoridade afrobeat é possível encontrar ritmos jamaicanos (Diplomat’s Son) e caribenhos (Horchata), além de guitarradas no melhor estilo indie rock. A polêmica por conta da capa do disco serviu apenas para popularizar ainda mais o trabalho do grupo. Hoje o Vampire Weekend mostra que sabe transitar com tranquilidade tanto pelo underground como pelo mainstream. Prova disso é o fato do álbum ter alcançado o primeiro lugar nas paradas norte-americanas, arremessando a banda para um posto onde poucas bandas conseguem chegar, e outras raras conseguem se firmar.

Afrobeat/Indie Pop/Indie Rock
Ouça: Cousins

 

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (20-16)

 

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#20. Broken Social Scene – Forgiveness Rock Record

A partir dos anos 2000 se popularizou a existência de grandes coletivos musicais no meio independente. Dentre os diversos grupos, os canadenses do Broken Social Scene foram um dos poucos que mantiveram um trabalho conciso nos entregando uma sequência de álbuns formidáveis. Forgiveness Rock Record – quarto trabalho de estúdio do BSS - é uma mostra do eficiente trabalho do grupo. Repleto de faixas grandiosas o disco transita entre uma sonoridade quase orquestral e boas doses de musica pop. Brilhante da primeira à última faixa o disco resultou ainda em Lo-Fi For The Dividing Nights um trabalho composto por apenas sobras de estúdio.

Canadian/Indie Pop/Alternative
Ouça: Texico Bitches

 

 

#19.  The Drums – The Drums

Muita expectativa foi criada em cima do primeiro lançamento da nova-iorquina The Drums. Em 2009 a banda apresentou ao público uma série de faixas dançantes que transitavam pelo post-punk da década de 1980 e a surf music dos anos 60. O grupo não só cumpriu a tarefa de lançar um belo disco de estreia como superou as expectativas. O homônimo The Drums é um álbum repleto de músicas pop imersas em uma aura nostálgica e divertida. Algumas faixas como Let’s Go Surfing e Best Friend já eram velhas conhecidas do público, contudo são as inéditas Book of History e Me And The Moon, além de outras canções,  que dão destaque ao álbum.

Indie/Surf Rock/Alternative
Ouça: Me and The Moon

 

 

#18. Sufjan Stevens – The Age of Adz

Superar a obra prima do folk contemporâneo Illinoise (2005) é uma tarefa impossível até mesmo para seu criador Sufjan Stevens. Cinco anos após seu último lançamento de estúdio – o músico lançou alguns EPs, um disco ao vivo além de um álbum de sobras do trabalho anterior – Stevens inova mais uma vez, agora focando na música eletrônica. A sonoridade proposta pelo músico ainda é baseada na instrumentação, contudo The Age of Adz ganha contornos experimentais em meio as batidas eletrônicas e programações sintéticas de Stevens. O lirismo de outrora do músico agora dá lugar a canções sérias, quase secas, talvez reflexos de uma crise de meia idade de seu interprete. The Age of Adz diz adeus aos pianos e violões dos trabalhos anteriores do músico, entretanto mostra que ainda é possível para Stevens gerar mais uma obra prima, dessa vez rodeado de sintetizadores.

Indie/Singer-Songwriter/Folk
Ouça: Age of Adz

 

 

#17. How To Dress Well – Love Remains

O sentimento de melancolia paira sobre “Love Remains”. Diversas colagens de sons, ruídos e vozes em meio a canções que seguem uma levada R&B dos anos 70. Tom Krell o homem por trás do How To Dress Well leva o ouvinte para um passeio em meio a um universo psicodélico e obscuro no decorrer das 14 faixas que compõem seu trabalho de estreia.

O debut de Krell pode ser facilmente classificado dentro da nova leva de músicos que focam no experimentalismo lo-fi através da música eletrônica. Diferente de nomes como Washed Out, Toro Y Moi ou Neon Indian o How To Dress Well não é nem um pouco dançante ou se inspira na temática praieira com acompanha a música independente atual. Krell produz um disco muito mais intimista. É quase possível visualizar o artista sozinho, com as luzes apagadas desenvolvendo suas programações em frente a um laptop. (Resenha)

Lo-Fi/Chillwave/Psychedelic
Ouça: You Hold The Water

 

 

#16. Caribou – Swim

Lançado em abril deste ano, Swim é o melhor trabalho do Caribou até agora.  Menos orgânico e muito mais voltado para a sonoridade eletrônica, o terceiro disco de Daniel Snaith agrega boas canções e faixas menos experimentais que os trabalhos anteriores. A percussão e o uso de elementos orgânicos estão nas faixas, mas atuam muito mais como plano de fundo para o desenvolvimento delas. De cara o músico nos entrega Odessa, Sun e Kaili, três faixas psicodélicas prontas para as pistas.

Diferente dos discos anteriores Swim é conciso, todas as faixas seguem uma linha muito próxima, sem abrir espaço para a inclusão de canções mais curtas (algumas pareciam até restos de estúdio) como acontece nos dois primeiros discos. A grande força do álbum está justamente na qualidade do músico em se reinventar, mantendo elementos que lhe trouxeram sucesso e trazendo uma nova fórmula para que sua sonoridade não se desgaste. (Resenha)

Psychedelic/Electronic/Experimental
Ouça: Odessa

 

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (25-21)

 

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#25. Free Energy – Stuck On Nothing

Não há melhor disco que retrate o espírito adolescente em 2010 do que Stuck On Nothing do Free Energy. Um trabalho pop, acessível e acima de tudo: divertido. Ecos dos anos 70 se encontram com riffs de guitarra típicos do Weezer além do visual e elementos hippies do grupo. Bang Pop com sua aura adolescente (e com um dos clipes mais inspirados do ano) serve para animar qualquer situação. O álbum produzido por James Murphy (LCD Soundsystem) é uma coleção de singles pop altamente contagiantes, desleixados, clichês e é bem aí que está o acerto do grupo.

Indie Rock/Alternative/Rock
Ouça: Bang Pop

 

#24. Surfer Blood – Astro Coast

Em 2010 boa parte das bandas independentes focaram na sonoridade surf music em seus trabalhos. Cada um dos grupos uniu os elementos praieiros com algumas características bem específicas, o Surfer Blood e seus quatro rapazes de West Palm Beach pularam de cabeça nessa onda acompanhados de suas guitarras Lo-Fi e musicalidade garageira. O resultado é Astro Coast, uma espécie de versão suja de algum disco dos Beach Boys. Canções como Swim, Harmonix e Twin Peaks unem com eficácia sonoridade pop sempre acompanhadas do vocal marcante de John Paul Pitts e das guitarras ruidosas do grupo.

Lo-Fi/Surf Rock/Indie
Ouça: Swim

 

 

#23.  Wavves – King Of The Beach

O californiano Nathan Williams, o homem que comanda o Wavves, sabe que barulho é com ele mesmo. Seus dois discos anteriores são o que há de melhor no noise pop contemporâneo. Com o terceiro lançamento – King Of The Beach – Williams consegue compactar melhor seu som além de deixar de fora os excessos dos discos anteriores. O resultado é um disco mais acelerado, algumas referências surf e os bons e velhos ruídos que o músico é especialista em fabricar. Punk, sujo e ainda assim pop.

Lo-Fi/Noise Pop/Beach Punk
Ouça: King Of The Beach

 

 

#22. The Morning Benders – Big Echo

Denominado Big Echo, o segundo disco do grupo é um misto entre a sonoridade surf californiana, o experimentalismo proveniente de Chris Taylor (membro do Grizzly Bear e produtor do álbum) além da condução indie pop da banda. Já de cara somos entregues a Excuses, uma das faixas mais marcantes de 2010, com seus vocais em coro, bateria pontuada, violinos e a bela poesia de Chris Chu. Nas faixas seguintes temos uma sequência da abertura formidável do disco em boas doses de experimentações pop e levada praieira. (Resenha)

Indie Pop/Experimental/Folk
Ouça: All Day Daylight

 

 

#21. Titus Andronicus – The Monitor

The Monitor foi feito para ser ouvido no talo. Aumente o volume das suas caixas de som o máximo possível e deixe que elas distorçam. O segundo trabalho do Titus Andronicus é raivoso, repleto de riffs sujos de guitarra e feito para ser gritado. O álbum vem apenas para comprovar a eficácia da banda que em 2008 lançou o também genial The Airing of Grievances. O clima de guerra paira por todo o disco. Seja pela capa com uma foto de soldados norte-americanos durante a Guerra Civil ou pelos vocais em coro e bateria típica de bandas militares. The Monitor é um disco empolgante e que prepara o ouvinte para a luta, seja ela qual for.

Lo-Fi/Indie Rock/Punk
Ouça: No Future Part Three: Escape From No Future

 

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (30-26)

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#30. I’m From Barcelona – 27 Songs From Barcelona

O grupo sueco I’m From Barcelona pode ser definido em uma única palavra: grandioso. São 27 membros que se revezam em instrumentos de sopro, guitarras, pianos, banjos, acordeões, teclados e bateria. Coordenados por Emanuel Lundgren a “big band” chega ao seu terceiro disco fazendo jus à palavra que os define. 27 Songs From Barcelona é uma coleção de faixas em que cada membro ficou responsável pela produção e composição de pelo menos uma delas. O resultado é um disco que passeia pelos mais diferentes gêneros musicais, focando a individualidade de cada um de seus criadores.

Swedish/Indie Pop/Twee
Ouça: Baby Let’s Go

#29. Triángulo de Amor Bizarro – Año Santo

Afundado em guitarras sujas e camadas de distorção Año Santo parece um filho bastardo dos anos 90. Segundo disco da pulsante Triángulo de Amor Bizarro o disco desenvolve boas mostras do shoegaze rock acompanhadas de guitarras e baterias aceleradas ao extremo. As vozes de Isabel Cea e Rodrigo Caamaño se confrontam a cada faixa numa versão espanhola raivosa de Kevin Shields e Bilinda Butcher do My Bloody Valentine. São nove faixas em menos de 30 minutos, uma pancada sonora em que você com certeza sairá atordoado. (Resenha)

Spanish/Shoegaze/Noise Pop
Ouça: De la monarquía a la criptocracia

#28. Delorean – Subiza

Se você procura por rock com forte levada de música eletrônica o Delorean é a melhor indicação. O grupo que existe desde o inicio dos anos 2000 chega ao seu quarto disco com maturidade. Subiza é quase uma sequência do último lançamento do grupo, o excelente Airton Senna EP, em que a musicalidade eletrônica passa a predominar. Porém as boas doses de rock alternativo que tanto caracterizaram os primeiros trabalhos do grupo ainda estão lá. Real Love é facilmente uma das melhores canções do ano, competindo de igual para igual com outros grupos e artistas do gênero. (Resenha)

Spanish/Electronic/Alternative
Ouça: Real Love

#27. Robyn – Body Talk

A ambição de Robyn em lançar três discos em um mesmo ano gerou sem dúvida um dos projetos mais memoráveis de 2010. A sueca que desde a década de 1990 vem desenvolvendo uma série de bons trabalhos (apesar de só despontar mesmo em 2005) soube trabalhar a música pop com boas doses de electro e canções que serviram para animar as pistas do mundo todo. Em um ano onde experimentalismos e gravações lo-fi caracterizam os principais lançamentos de 2010, Robyn surge de maneira categórica com sua sonoridade acessível e polida, livre de modismos e que surge com o único propósito de divertir. A prova de que muitas vezes o que falta é a boa e velha musica pop. (Resenha)

Swedish/Electronic/Pop
Ouça: Dancing On My Own

#26. The Walkmen – Lisbon

Lisbon, lançado em setembro deste ano, segue a mesma sonoridade do trabalho anterior (You & Me, 2008), pendendo para algumas canções imersas na temática surf music. O destaque também é a voz de Leithauser, muito mais nítida do que nos primeiros trabalhos do grupo. Quando se fala da sonoridade praieira do The Walkmen não espere nada animado ou que remeta aos anos 60. Os acordes sérios apenas contam com uma levada mais solta e leve referência ao estilo. O rock alternativo e algumas doses de post-punk ainda predominam em Lisbon. Um dos melhores discos de 2010 de uma das melhores bandas da década. (Resenha)

Post-Punk/Shoegaze/Alternative Rock
Ouça: Victory

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (35-31)

 

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#35. Yeasayer – Odd Blood

Seguindo a versatilidade experimental do debut All Hour Cymbals (2007), o segundo disco dos nova-iorquinos do Yeasayer pende para uma musicalidade mais pop que o trabalho anterior. A sonoridade quase ritualística do grupo é entregue aqui de maneira polida e acessível. Ambling Alp e ONE são experimentais e radiofônicas ao mesmo tempo, uma prova da habilidade da banda em transitar por terrenos tão opostos. Odd Blood vem repleto de teclados, percussão e letras melódicas que quase beiram ao épico. Um álbum repleto de hits da primeira á última faixa.

Experimental/Psychedelic/Indie
Ouça: ONE

 

#34. No Age – Everything In Between

Se Weirdo Rippers (2007) é um disco de noise pop e Nouns (2008) um álbum punk, Everything In Between o mais recente disco do duo Randy Randall e Dean Spunt é a soma dessas duas sonoridades. O álbum apresenta um No Age menos experimental e muito mais sério do que os lançamentos anteriores, contudo as canções ruidosas que alavancaram o grupo para dentro da cena independente ainda estão lá. A dupla duela através de microfonias controladas de guitarra e uma bateria seca e espancada. O disco nos atinge em cheio Glitter e Feaver Dreaming além das instrumentais Dusted, Katerpillar e Positive Amputation em que a dupla mostra como brincar com os ruídos.

Noise/Lo-Fi/Experimental
Ouça: Feaver Dreaming

 

#33.  El Guincho – Pop Negro

Unindo ritmos regionais e musica experimental Pablo Díaz-Reixa o homem no comando do El Guincho chega ao seu terceiro trabalho: Pop Negro. Em um álbum que mais parece o encontro entre Animal Collective e a Tropicália o músico dá ritmo dançante à canções experimentais transformando-as em belas melodias pop. Se no trabalho anterior, Alegranza (2008), o músico explorava o lado dançante de suas canções, com Pop Negro isso é multiplicado. O resultado é um disco repleto de faixas viciantes como NoviasLycra Mistral. (Resenha).

Spanish/Experimental/Tropical
Ouça: Novias

 

#32. Male Bonding – Nothing Hurts

Nothing Hurts é um disco sujo e direto. Em menos de trinta minutos os britânicos do Male Bonding nos acertam em cheio som suas guitarras garageiras, uma bateria punk histérica além de algumas referências à sonoridade surf lo-fi. O disco impressiona pela urgência de suas faixas e a qualidade pop de suas canções. Nothing Hurts parece que chega até nós depois de ter viajado através de uma cápsula do tempo vinda de 1977. Não espere para ouvir nada inovador. A banda nos apresenta suas faixas da forma mais básica possível, contudo executa com perfeição tal sonoridade.

Lo-Fi/Punk/Noise
Ouça: All Things This Way

 

#31. Joanna Newsom – Have One On Me

Para superar o brilhantismo de Ys (2006) a harpista Joanna Newsom lança o LP triplo Have One On Me. A exemplo dos trabalhos anteriores da musicista, o novo álbum conta com uma aura bucólica e instrumentação próxima da música medieval. Prepare-se para ser guiado por canções épicas embaladas pela voz suave e quase infantil de Newsom. Have One On Me é um trabalho grandioso que vem para reforçar o talento e a habilidade da harpista em aproximar o público de uma sonoridade tão complexa e por vezes quase inacessível.

Folk/Indie/Female Vocalists
Ouça: Baby Birch

 

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (40-36)


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#40. jj – Nº 3

Minimalista, o segundo trabalho do duo sueco jj segue a mesma sonoridade desenvolvida no disco anterior lançado em 2009. Nº 3 conta com uma instrumentação um pouco mais elaborada do que o trabalho que o precede, contudo a voz marcante de Elin Kastlander e a musicalidade balearic de Joakim Benon estão lá. Acordes de piano, sintetizadores e violão minimalistas preenchem as faixas em uma levada quase dream pop.

Swedish/Minimal/Balearic
Ouça: And Now

#39. Diamond Rings – Special Affections

Esqueça os sintetizadores e riffs de guitarra que tanto marcaram os anos 80, Special Affections é um disco sério, mas que sabe dosar boas canções dançantes. O rapaz com aparência delicada de cara nos apresenta a uma voz digna de competir com outros grandes vocalistas dos anos 2000, como Paul Banks do Interpol ou Matt Berninger do The National. Os vocais graves se juntam aos teclados obscuros e as batidas secas geradas por bateria eletrônica ditam o ritmo das faixas. (Resenha).

Canadian/Electronic/Post-Punk
Ouça: All Yr Songs

#38. Jonsi – Go

No primeiro trabalho solo de Jonsi sobram referências ao Sigur Rós (banda da qual é vocalista) e a musicalidade post-rock do grupo. O músico segue a mesma linha de Með suð í eyrum við spilum endalaust (último disco lançado pela banda em 2008), contando com um ritmo menos melancólico e muito mais explosivo. Produzido pelo namorado Alex Sommers, Go conta com uma multiplicidade de instrumentos e sons que dão ao álbum uma aura grandiosa.

Icelandic/Baroque Pop/Ambient
Ouça: Tornado

#37. Flying Lotus – Cosmogramma

Em menos de cinco anos Steven Ellison foi o responsável por três grandes lançamentos através do projeto Flying Lotus. 1983 em 2006, Los Angeles em 2008 e o mais recente Cosmogramma, em que o artista se mostra um exímio maestro da música eletrônica. Unindo as batidas do Hip-Hop em meio a efeitos psicodélicos, Ellison nos entrega um dos melhores discos do gênero lançados neste ano. (Resenha).

Electronic/Hip-Hop/Experimental
Ouça: Recoiled

#36. Marina & The Diamonds – The Family Jewels

Não faltaram comparações a The Family Jewels. Muitos críticos apontaram (injustamente) o disco como uma “cópia” do álbum Lungs (Florence and The Machine) lançado em 2009. Contudo o disco vai muito além de um mero plágio. É Indie Pop com elementos de eletrônica e rock acompanhados pela voz forte de Marina Diamandis. O álbum é uma sucessão de hits – Shampain, I’m Not a Robot, Hollywood e Oh No! – executados de maneira formidável pela banda de apoio da vocalista.

British/Indie Pop/Female Vocalists
Ouça: I’m Not a Robot

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010 (45-41)

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#45. Villagers – Becoming a Jackal

Encabeçado pelo jovem irlandês Connor J. O’Brian, o Villagers é um  grupo que se aprofunda na sonoridade folk repleta de pianos e outros instrumentos que vem para engrandecer o belíssimo Becoming a Jackal, primeiro lançamento da banda. O disco é delicado e passeia em meio a canções sérias que de tão maduras, nem parecem coerentes com um grupo iniciante. Bright Eyes e Sparklehorse ecoam por todo o álbum, sem dúvidas um agrado aos amantes da sonoridade acústica.

 

Irish/Folk/Indie
Ouça: Ship Of Promises

 

#44. Avi Buffalo – Avi Buffalo

Não se engane pelo começo tímido de Truth Set In, faixa que abre o disco de estreia do quarteto Avi Buffalo. Canções indie pop inspiradas logo tomam conta do álbum e acabam guiando o ouvinte para um passeio pelo universo twee pop do grupo. Violões, guitarras, pianos e teclados de maneira delicada fluem pelas doces faixas que compõem o trabalho homônimo dos californianos.

Indie Pop/Twee/Folk
Ouça: What’s In It For?

 

#43. Gold Panda – Lucky Shiner

Enquanto outros artistas como Neon Indian, Washed Out ou Memory Tapes geram um som com foco em uma temática surf lo-fi, Gold Panda vai até a China e o Japão atrás de sua musica tradicional para produzir o disco. Em todas as quatorze faixas do álbum (as três últimas são bônus virtuais disponibilizados no site do próprio artista) é possível perceber fragmentos da sonoridade oriental que dão o destaque ao trabalho e proporcionam inovação ao estilo. (Resenha).

Chillwave/Electronic/Lo-Fi
Ouça: Same Dream China

 

#42. Steel Train – Steel Train

O homônimo Steel Train é um disco verdadeiramente grandioso. Se fosse possível comparar seria uma espécie de Arcade Fire mais animadinho. As faixas do disco emocionam e parecem perfeitas para se cantar em coro em meio a multidões. You And I Undercover é o melhor exemplo de como o grupo funciona: canções que começam contidas, baixinho e que logo abrem espaço para que guitarras e uma bateria marcante tomem espaço, culminando em um desfecho gritado que parece chamar o ouvinte.

Indie Pop/Folk/Alternative
Ouça: You and I Undercover

 

 

#41. The National – High Violet

Mesmo sem superar o trabalho anterior do grupo, o excelente Boxer (2007), o quinto disco de estúdio do The National é um belíssimo álbum. Em High Violet a voz marcante de Matt Berninger serve de guia para a tradicional sonoridade post-punk do grupo. Através de faixas brilhantes como Sorrow, Bloodbuzz Ohio e Lemon World somos levados pela musicalidade obscura do The National em meio a um clima de melancolia e decadência.

Post-Punk/Indie Rock/Alternative
Ouça: Bloodbuzz Ohio

 

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OS 50 MELHORES DISCOS DE 2010

Elaborar a tradicional lista dos melhores discos do ano é uma tarefa divertida, árdua e injusta. Divertida por relembrar todas as boas canções, discos e momentos do ano. Árdua ao fato de que “como justificar que um disco é melhor do que o outro?”, ouvindo com precisão cada um dos álbuns lançados sem deixar que nada fique de fora. E injusto, pois sempre tem algo que fica de fora, por mais que nos esforçamos alguma banda querida infelizmente não entra na lista.

Lamúrias à parte, 2010 foi um ano em que mais uma vez o rótulo experimental se mostrou de maneira efetiva em boa parte dos discos analisados. A capacidade dos artistas em se reinventar ou produzir algo fora dos padrões é um mérito que apenas comprova o quanto o atual período é relevante e conta com músicos criativos.

Caso não concorde com a lista deixa a sua nos comentários!

(50-46)  (45-41)  (40-36)  (35-31)  (30-26)  (25-21)  (20-16)  (15-11)  (10-06)  (05-01)

 

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