Arquivos da Categoria: Clipes

Emicida: “Crisântemo”

Emicida

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Emicida parece ter encontrado um meio termo entre a particularidades das mixtapes Pra quem já mordeu um cachorro por comida (2009) e Emicídio (2010) com a produção cuidadosa de Doozicabraba e a Revolução Silenciosa EP (2011). Uma das composições mais sombrias do rapper desde a estreia, Crisântemo (produzida por Felipe Vassao) abre espaço para o que deve ser finalizado no primeiro registro oficial do paulistano, previsto ainda para 2013. Amarga, a faixa se concentra na história da própria família de Emicida, trazendo nas palavras de Dona Jacira, mãe do rapper, um reflexo sobre a ausência do pai, além de aspectos específicos da comunidade onde cresceu. Agora lançada em clipe, a canção dirigida por Fred Ouro Preto concentra nas imagens em preto e branco uma manifestação visual daquilo que o artista assume nas palavras. “Como pode alguém morrer no mesmo dia que nasceu”.

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Emicida – Crisântemo

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Boards Of Canada: “Reach for the Dead”

Boards Of Canada

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No último ano, quando Geogaddi (2002), grande obra do Boards Of Canada neste século completou uma década de lançamento, a previsão era de que Mike Sandison e Marcus Eoin regressassem com alguma nova composição ou talvez pistas de que algo estava por vir. Não aconteceu. Em compensação, tão logo 2013 teve início, a dupla escocesa não poupou em sinais que serão concluídos no dia cinco de junho, quando Tomorrow’s Harvest, quarto trabalho da dupla for finalmente lançado.

Na ativa desde o final da década de 1980, os dois produtores ajudaram a esculpir uma das obras mais criativas da eletrônica nos anos 1990, Music Has the Right to Children, trabalho que cuidadosamente é deixado de lado (assim como os demais lançamentos da dupla) para a entrega de Reach for the Dead. Primeiro single do ainda inédito trabalho, a canção assume no propósito climático o que deve decidir o tratamento do novo álbum. Saturada por sintetizadores que fariam Washed Out ou Neon Indian vibrarem de comoção, a faixa sustenta quase cinco minutos do minimalismo preciso dos produtores, abrindo espaço para quaisquer que sejam os inventos da dupla no próximo álbum.

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Boards Of Canada – Reach for the Dead

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Charli XCX: “Take My Hand”

Charli XCX

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O propósito caseiro e até Lo-Fi em alguns instantes que circula pelo trabalho de Charli XCX não parece limitado apenas aos sons que a britânica promove. Para o recém-lançado vídeo de Take My Hand, mais novo single da artista, uma nuvem colorida e um visual desgastado parece se relacionar diretamente com o clima da canção. Dirigido por Ryan Andrews, o trabalho foge das excentricidades que naturalmente acompanham o trabalho da cantora, limitando tudo em luzes, cortinas de fumaça e um ambiente escuro típico de balada. Apresentado oficialmente no dia 13 de Abril, True Romance é quase um catálogo daquilo que a britânica vem promovendo desde o começo de carreira, sendo facilmente uma das grandes obras da música pop de 2013.

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Charli XCX – Take My Hand

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The XX & Jessie Ware: “Lady (Music Sounds Better With You)”

The XX

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A eletrônica parece cada vez mais presente no trabalho da dupla The XX. Embora se manifeste desde o primeiro disco, escondida na maior parte do tempo, em Coexist (2012) o gênero aflorou, resultado das experiências particulares do baterista/produtor Jamie XX. Parte dessa manifestação se faz presente na mais nova colaboração do trio britânico com a conterrânea Jessie Ware. Curadores do festival britânico Night + Day, a banda trouxe a responsável por Devotion (2012) para dividir os vocais em um curioso cover. Trata-se de uma versão particular para o hit Lady (Hear Me Tonight), do começo dos anos 2000, enquanto as bases de Music Sounds Better With You, do Stardust (projeto paralelo de Thomas Bangalter do Daft Punk) ecoa ao fundo. O resultado você confere abaixo. Esta não é a primeira vez que o trio firma uma parceria ao vivo, quem lembra da apresentação com Solange no Coachella 2013?

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The XX & Jessie Ware – Lady (Music Sounds Better With You)

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Shit Robot: “Feels Real”

Shit Robot

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Com pouco mais de uma década de atuação, a DFA records já conseguiu revelar algumas das melhores invenções das pistas eletrônica nos últimos anos. Entre casos óbvios como LCD Soundsystem, The Rapture e Holy Ghost!, a presença de artistas menos conhecidos como Marcus Lambkin, do Shit Robot, em nenhum instante desagrada. Com um catálogo imenso de singles e apenas um único disco em mãos – From the Cradle to the Rave, de 2010 – Lambkin faz da recém-lançada Feels Real uma de suas melhores (se não a melhor) invenções. Dançante, grudenta e reverberando a boa fase de James Murphy, a canção conta com um bem encaixado acréscimo: Um divertido clipe. Utilizando de colagens e diferentes bocas, o trabalho é uma das grandes surpresas para as pistas de 2013.

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Shit Robot – Feels Real

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Charli XCX: “I Want It That Way” (Backstreet Boys Cover)

Charli XCX

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Nascida em 1992, Charlotte Aitchison ouviu muita música pop até firmar as bases excêntricas para o que viria a se transformar em Charli XCX. Ainda que revele toda essa maturidade nas melodias tortas e versos plásticos de True Romance (2013), aguardado primeiro disco da carreira, a cantora e compositora britânica vez ou outra se arrisca em resgatar elementos caricatos do que ouviu durante a adolescência. É o caso de I Want It That Way, clássico da Boy Band Backstreet Boys que encontra nos vocais de XCX um ambiente confortável. Gravada ao vivo em uma passagem da artista pelos Estados Unidos, a canção bem que poderia se transformar em um Lado B de algum próximo single da artista. Assista:

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Charli XCX – I Want It That Way (Backstreet Boys Cover)

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Julia Holter: “World”

Julia Holter

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Julia Holter é responsável por um dos trabalhos mais encantadores e inventivos do último ano, Ekstasis. Mergulho sublime em experimentos que dançam pelo etéreo, o álbum deve perder parte do instrumental volumoso que o cercava para dar maior presença as vocais da artista, pelo menos é o que World, primeiro single do ainda inédito Loud City Song, consegue antecipar. Delicada e imersa em arranjos essencialmente controlados, a canção (também lançada em vídeo), aproxima elementos da carreira recente de Joanna Newsom sem se afastar da essência de Kate Bush, tratando nos vocais flutuantes uma medida que parece única do trabalho de Holter. O novo álbum tem estreia prevista para o dia 20 de Agosto, pelo selo Domino.

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Julia Holter – World

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ruído/mm: “Petit Pavé”

ruído/mm

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Lançado em setembro de 2011, Introdução à Cortina do Sotão, segundo registro em estúdio da banda curitibana ruído/mm continua ecoando de forma autêntica. 32º lugar na nossa lista dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2011, o registro tem no lançamento do clipe de Petit Pavé mais um complemento para a a obra. Brincando com os efeitos resultantes do Kinect do XBox, o trabalho converte os quase sete minutos de duração da música em um instrumento para que imagens abstratas, corpos flutuantes ou simples rabiscos se movimentem com precisão em um fundo preto acompanhado de pequenos pontos luminosos. Trazendo na instrumentação crescente um combustível para a leveza das imagens, o vídeo se relaciona diretamente à estética do grupo, sendo um ótimo princípio para as performances ao vivo do coletivo.

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ruído/mm – Petit Pavé

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She & Him: “I Could’ve Been Your Girl”

She & Him

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She & Him

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As danças sempre fizeram parte da obra do She & Him. Basta observar os gracejos de Zoey Deschanel em Why Do You Let Me Stay Here? ou mesmo as coreografias de In The Sun para perceber a relação da dupla com a dança, elemento que volta a se repetir com a chegada do mais novo clipe da banda: I Could’ve Been Your Girl. Primeiro e bem sucedido single do álbum Volume 3, o trabalho concentra a necessidade de uma garota (Deschanel) em atrair as atenções do homem da sua vida (M. Ward), utilizando de um grupo cada vez maior de bailarinos em que não ser notado parece simplesmente impossível. Delicada e cômica, a canção reflete com exatidão a proposta do novo álbum, provavelmente o melhor na curta discografia do casal.

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She & Him –  I Could’ve Been Your Girl

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Mezatrio: “Qualquer Um”

Mezatrio

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No último ano, quando Malbec e Luneta Mágica puseram o rock amazonense em alta novamente, era apenas a premissa para que a veterana Mezatrio preparasse um possível retorno. Responsável por um dos registros mais instigantes do rock nacional da década passada, a banda sempre se apresentou como uma resposta criativa ao mar de projetos copiosos que insistiam em resgatar redundantemente a essência do Los Hermanos. Com um novo trabalho a caminho, o coletivo amazonense faz da melancólica Qualquer Um as bases para o que deve ser solucionado em setembro, quando o novo disco for entregue ao público. Apoiada em elementos claros do rock da década de 1990 – algo entre The Dismemberment Plan e Mineral -, a banda transforma o novo single em um caminho particular para o que novamente abastece a cena nacional. Além do single, um clipe assinado por Caio de Biasi alimenta ainda mais o universo do grupo.

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Mezatrio – Qualquer Um

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