Disco: “Oceania”, The Smashing Pumpkins

The Smashing Pumpkins
Rock/Alternative Rock/Progressive
http://www.smashingpumpkins.com/

Por: Cleber Facchi

O teor emocionado tomava conta de boa parte dos textos que exaltaram o retorno de Billy Corgan e o lendário The Smashing Pumpkins em 2005. Depois de uma nada inteligente aventura em carreira solo – que aproximou o músico de referências eletrônicas – e a tentativa de montar uma nova banda – o Zwan -, Corgan estava de volta, acompanhado do baterista Jimmy Chamberlin e até então esbanjando criatividade. Todavia, se o lançamento do disco Zeitgeist em julho de 2007 dividiu opiniões, a chance de ver a banda apresentando um registro influente ainda parecia possível, percepção que músico de Illinois tratou de sufocar com o passar dos últimos anos e extinguir por completo com a chegada do recente Oceania (2012, EMI).

Continuação do que fora testado nos últimos três anos dentro do imenso e incompleto Teargarden by Kaleidyscope – trabalho inspirado nas cartas do tarô e que contará com 44 faixas -, o novo disco traz Corgan e seus rotatórios parceiros brincando com as mesmas predisposições ao rock Progressivo, pós-punk e doses de Heavy Metal que há décadas acompanham o grupo. Com exatos 60:02 minutos de duração, o registro entrega um artista que a todo momento tenta se encaixar no recente panorama musical, ora brincando de ser Arcade Fire (Wildflower), ora querendo ser Mastodon (Panopticon) ou ainda brincando com o autoplágio (The Celestials).

Usurpando em diversos momentos de padrões instrumentais e líricos estabelecidos há mais de quinze anos no clássico Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995), o músico se deixa consumir pelo passado, abandonando qualquer possibilidade de inovar ou trazer qualquer nova referência para dentro da banda. Como se buscasse o tempo todo atrair uma nova parcela de ouvintes que desconhecem sua obra prévia, Corgan despeja uma seleção de faixas que parecem versões de antigos hits. De reformulações da faixa Beautiful em Pinwheels, passando pela transformação acelerada do hit Rocket na “renovada” The Chimera, todos os antigos hinos proclamados pelo músico ganham versões quase idênticas com o novo disco.

Oceania é praticamente masturbação transformada em música. Na mente de Corgan tudo parece se revelar de forma sedutora, com formas envolventes e um resultado explosivo ao final, quando na verdade o registro se manifesta como um exercício penoso e lento para quem assiste. Da capa aos sons tudo reverbera um caráter de oposição ao que fora testado em Zeitgeist, afinal, enquanto há cinco anos o norte-americano ainda se dava ao trabalho de parecer empolgado, destilando riffs coesos e vocais rasgados, hoje encontramos o contrário, com o cantor se afundando em uma calmaria instrumental barata e que em nada remete aos bons momentos alcançados por ele na década de 1990.

Claro que comparar o recente trabalho do músico com clássicos como Mellon Collie and the Infinite Sadness, Gish e Siamese Dream seria de um erro absurdo, entretanto, mesmo quando observado próximo de outros registros também fracos como Adore e Machina, a percepção do erro cometido pelo artista se torna ainda mais evidente. Oceania não é apenas mais do mesmo ou uma tentativa (frustrada) do cantor em se manter ativo, o álbum é a mais sincera constatação de que o músico precisa se aposentar, embora insista em capengar por aí. A própria presença do produtor Bjorn Thorsrud apenas contribui para estimular o erro, afinal, é ele o responsável por dar suporte e produção tanto ao fracassado lamento solo de Corgan bem como a vergonhosa transição pelo desnecessário Zwan.

Ensimesmado, Billy Corgan utiliza do álbum como um registro particular, um tratado tão próprio que por vezes parece compreendido apenas por ele. A escolha de Oceania para dar título ao disco parece ser a mais coesa possível, afinal, com extensos nove minutos de duração a música sintetiza todo o caráter penoso do trabalho, um disco que praticamente tortura o ouvinte com suas formas sonoras que se repetem, letras nada convincentes e uma falta de bom senso que beira o constrangimento. Com tanta gente revivendo os sons e referências abordados na década de 1990, com Oceania fica estabelecido o quanto alguns artistas e figuras típicas da mesma época jamais deviam ter saído de lá.

Oceania (2012, EMI)

Nota: 4.0
Para quem gosta de: Zwan, Muse e Billy Corgan
Ouça: Wildflower

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27 comentários sobre “Disco: “Oceania”, The Smashing Pumpkins

  1. Troglô disse:

    Finalmente uma resenha corajosa, sensata, SINCERA e verdadeira sobre o cd.
    Vc está de parabéns. Falou tudo! Sua resenha é a MELHOR da internet.
    Vc tem personalidade e não é uma maria vai com as outras.
    O que vemos é um bando de frouxo dando nota alta p um disco q chega suado num 4.0.
    Daí, ficam os fanzecos cegos e desmiolados puxando o saco dos caras.

    Tipo o MDNA da Madonna, que é um lixo, e todos ficam falando em resenhas que é bom e um grande retorno. Hahahahahahaha … até o produtor, William Orbit, disse que o disco é ruim e nego fica tentando salvar o naufrágio com resenhas HIPÓCRITAS.

    WILLIAM ORBIT EXPLAINS WHY MADONNA’S MDNA SUCKS
    http://www.theprophetblog.net/william-orbit-explains-why-madonnas-mdna-sucks

    WILLIAM ORBIT REVELA INSATISFAÇÃO COM O RESULTADO DO MDNA
    http://madonnanow.com.br/william-orbit-revela-insatisfacao-com-o-resultado-do-mdna/

    É o que tem acontecido com os “críticos” de Smashing Pumpkins que mais são uns frouxos e fanboys cegos. Ficam querendo dar nota 10 pra algo que não chegou ao 5.

    Repito: vc foi muito sincero, corajoso, sensato e sincero. Melhor resenha da net!
    Falou, mano!

  2. Eu concordo com tudo, só que ao contrário.

    O mérito do disco é conseguir unir elementos que a banda conquistou ao longo do tempo e ainda assim soar novo, um novo começo. Músicas como Inkless, The Chimera e Glissandra soam como um misto de Siamese Dream, Pisces e Zwan. Pale Horse poderia fazer parte do Adore ou do Machina. Panapticom tem toda levada do Gish.

    Não há fórmulas sonoras, já que o mair destaque é a diversidade das músicas: horas com elementos eletrônicos (Pinwheels, One Diamond One Heart), hora apenas um rock vigoroso (Quasar).

    Esse não é um grande retorno, é um novo começo para uma banda que é ao mesmo tempo velha (por carregar o nome) e nova (já que pela primeira vez desde o Mellon Collie todos os membros além do Billy gravaram seus instrumentos).

    É um ótimo disco, não é o melhor disco no catálogo, não se destacaria frente a obras como Siamese Dream, Mellon Collie e Adore. Mas, pensando bem, quantos discos conseguem atingir aquele patamar? Poucos.

  3. Rafaela disse:

    Ai gente, por favor, Smashing Pumpkins nunca foi bom! Depois de Siamese Dream tudo virou repetição e esse disco é a melhor prova disso. Sério: alguém realmente gosta da voz do Billy Corgan?

  4. Troglô disse:

    Fernando,
    sou fan de SP e gostei muito do que vc falou. Vc é um cara inteligente. E falou verdades.
    Mas o problema todo é que os SP precisam se GARANTIR no som e não nós tentarmos salvá-los com jogos de palavras: “grande retorno” x “novo começo” . Todo e qualquer fan dos SP tá tão acostumado com o mais alto nível de qualidade deles que a gente ainda acredita no retorno ou começo decente da banda … mas isso já tem 11 anos, cara. Chegou a hora de abrirmos os olhos.

    Zwan = lixo feliz
    Billy solo = lixo conceitual
    Zeitgeist = lixo WTF
    Oceania = não é lixo, mas é ruim

    Não estamos falando de um disco bom. Estamos falando de um disco que é o MENOS PIOR em 11 anos. E as pessoas estão comemorando isso porque acreditam neles. Mas até quando essa situação?

    Se é pra jogar com as palavras, os fans, não podem confundir “ruim”, “lixo” com “menos pior”. Esse Oceania não é lixo, mas é ruim e fraquinho. O disco e nem a banda se garantem. São os fans que querem garantir o insustentável.

    Lembro que, em 2007, milhares de fans se fecharam em si como fan(áticos) fundamentalistas e foram hipócritas falando que o disco era bom (Zeitgeist). Não estou dizendo que tu é fanático… aliás, é um cara muito sensato. Realmente, gostei do que tu disse. Mas o fato é esse: a banda e o disco tem que se garantir A DESPEITO de nós tentarmos pensar positivamente ou nos iludirmos sobre uma realidade que não é boa. Quando um disco é bom … ele é bom. Não tem dessa de se acostumar, escutar 30 vezes pra ver se rola ou coisas do tipo. Podemos escutar Zeitgeist até 2050 que o disco ainda vai ser um lixo.

    Todos tem o direito de gostar ou não do Oceania, mas não estamos falando de gosto; estamos falando do que é bom ou ruim, no sentido técnico, artístico e histórico (na discografia da banda tanto pré-Oceania como pro pós-Oceania).

    Eu estou cansado de SP. São 11 anos esperando o que não chega. E essa merda do projeto do tarô lá com 44 músicas só está na metade somando as faixas do Oceania. Será que vai demorar ainda uns 5 ou 7 anos pra o Billy Corgan cair a ficha?

    A resenha acerta muito quando fala do produtor (Bjorn Thorsrud), pois o SP tá se acabando com essa merda de gótico no som. É quiném o Foo Fighters que passou 15 anos igual uns mongolóides que faziam musiquinha e video engraçadinho pra marca de refrigerante.. O disco deles do ano passado é o que é (5 Grammies) porque finalmente é ADULTO e cessou com um grande vício do FF: pose teen. Os SP precisam se desligar do gótico, de todo esse aparato megalomaníaco de produção e desse produtor (Bjorn Thorsrud). Um começo já foi dado, como bem frisou o Fernando: as pessoas estão tocando os instrumentos. Os SP tinham que pegar o Butch Vig, Alan Moulder, Flood e Nelle Hooper pra voltar a fazer algo fora desse mitiê.

    O que precisa mudar no SP é o Billy Corgan baixar a bola com megalomania e egolatria. E deixar os outros músicos respirarem, além de fazer acordos sonoros com outro produtores. Já tá mais que provado que os novos integrantes conseguem até fazer um som bom e que o problema da banda é só um: Billy Corgan.

  5. Wagner Brito disse:

    Ah é um disco ruim, aceitem isso!
    Alias, a banda já estava me decepcionando nos últimos albuns e a derradeira decepção veio do fraquissimo show no Planeta Terra Festival. Oceania é tão sem graça e sem sal e ruim que não ouvi uma música sequer até o fim.

  6. Troglô

    Então, mas eu discordo inclusive de alguns pontos. Por exemplo, quanto ao Bjorn, não vejo nenhum problema em ele ser o produtor. Eu, por exemplo, gosto do Zeitgeist, mesmo sabendo que não é um disco perfeito, e ele foi produzido por Roy Thomas Baker e Terry Date e, na minha opinião, o maior erro do disco está na mixagem e masterização, que deixou todos os elementos altos, faltando dinâmica no álbum. Dessa vez, além do Bjorn, estão presentes em estúdio David Bottrill na mixagem eBob Ludwig na masterização. Bjorn não é só responsável pelo solo do Billy e pelo Zwan, ele também participou da produção do Adore e do Machina…

    Sinceramente, não vejo nenhum erro na produção do Oceania, e olha que eu acho que o Billy vem errando a mão desde o Machina – onde sobrecarregou na produção.

    Além disso, pela primeira vez desde o Mellon Collie, não havia um trabalho coletivo da banda. Dessa vez, pela primeira vez desde então, Jeff, Nicole e Mike escreveram suas partes e gravaram seus instrumentos… Não foi só um jogo de palavras quando eu disse que Oceania é “um novo começo”, eu digo que é uma banda nova não só pelo fato de serem novos integrantes, mas por ser uma nova forma de fazer música: com todos ajudando! Isso influencia muito no resultado final!

    Enfim, eu escrevi uma resenha sobre o disco que pode falar mais do que eu penso do dele. Então, se quiser dar uma conferida, segue o link:

    https://docs.google.com/document/d/1Pell4g7DZYPjgOEN2tDkUBa0XPxc20ORUed3m-2SrDc/edit

    Abraços.

  7. Mauro Teixeira disse:

    Pessoas, entendam uma coisa: o Miojo Indie sempre foi e sempre vai ser um blog sobre novidades musicais, tanto o Cleber, quanto Fernanda, Gabriel ou qualquer outro que já escreveu por aqui gosta de valorizar o novo. É só observar a lista dos “20 discos que você deveria ter ouvido até agora” – http://miojoindie.com/2012/06/04/20-discos-que-voce-deveria-ter-ouvido-em-2012/ -, tirando um ou outro artista, o resto é tudo gente nova, que surgiu há menos de dois ou três anos.

    Gosto do Miojo e de quem escreve aqui pois eles não tem medo de dizer que um disco é bom ou ruim, principalmente bandas veteranas como Oasis, The Smashing Pumpkins e Red Hot chegam com algum disco repetitivo e praticamente clonado de outro álbum, que é o caso de Oceania. Corgan já fez a parte dele e ninguém consegue repetir o acerto centenas de vezes. O cara é tão capenga que nem ao vivo ele segura mais as pontas, quem viu a apresentação merda deles no Planeta Terra em 2010 sabe muito bem o que estou falando. Vamos ter um pouco de senso crítico e menos fanatismo aqui. Oceania é ruim, mas isso não quer dizer que eu não continue adorando Siamese Dream ou qualquer outro disco em que o TSP acertou.

  8. Pois é, Mauro, eu vi a tal “apresentação capenca” deles no Planeta Terra e não achei nada capenga. A questão é que, diferente de qualquer outra atração daquele festival, o que eles apresentaram foi um show de rock, não um show com bonequinhos e teletubbies. Isso faz a banda soar estranha, diante do rock de pau mole que vivemos hoje em dia (vide a lista que você indicou, só coisa ruim e reciclada): Billy fazendo solo com os dentes? Esmigalhando a guitarra na caixa de som? Tocando nas costas ou duelando com Jeff? Um solo de bateria? Não isso é muito fora de moda, eles precisam soar indies e no mundo!

    Eu já vi shows de bandas como Radiohead, Placebo, Strokes, Kings of Leon, Arcade Fire, Kraftwerk, Swell Season, M.I.A. e vários outros, e eu posso te dizer que aquele foi o melhor show que eu já fui (seguido por Swell Season e Arcade fire). Nesse rock atual, falta vozes “dissonantes” como a do Billy, mas soar dessa forma tem seu preço… vide resenha acima.

  9. Mauro Teixeira disse:

    “o que eles apresentaram foi um show de rock, não um show com bonequinhos e teletubbies.”

    hahahahah Muito engraçado falar isso e defender um cara de 45 anos que usa capa e outras fantasias pseudo-góticas em suas apresentações.

    Esse é o problema de qualquer fã: sempre chegam com algum argumento inválido para justificar o trabalho merda que sua banda favorita vem fazendo. Cara, se nem Beatles que é tipo a banda mais adorada do planeta conseguiu manter uma discografia impecável, você acha que o Corgan vai? Prefiro ouvir qualquer disco de rock progressivo meia boca – tipo Muse ou Dream Theater – a ter de ouvir Oceania novamente. Disco chatíssimo.

  10. Troglô disse:

    Galera,
    vou te falar: é mais fácil ser fan de vcs do que dos SP.

    “Bandas pau mole” = show demais! Vou começar a usar esta expressão. Genial.

    “Show capenga do Planeta Terra” = sinceridade nível 1000. Finalmente, foi dita outra verdade que não admitem!

    Caralho, aquele Planeta Terra não foi um show dos SP pra mim; foi o sepultamento da minha adesão à banda. Aderi como fan porque fui atraído pelo bom, magnífico, expressivo e pela obra bem-feita que faziam. Naquele show, ficou muito claro pra mim que algo tinha acontecido de ruim. Velho, uma das maiores bandas da minha vida fez O PIOR show que já vi. Puta que pariu, que show péssimo! Nada funcionava e tudo era tão fake e sem energia. Até a Nicole fazendo trejeitos psycho da Darci. Tsc, tsc … nem como banda cover dos SP aquilo tava rodando. Nossa, foi tenso demais aquela porra! Só de lembrar me dá constrangimento e mal-estar. O show de horrores ainda foi maior com a imprensa declarando que o melhor show do festival foi do Mika. Tipo: como assim? Me senti envergonhado por aquilo. Quem é Mika? E ele atropelou Smashing Pumpkins, Pavement? PQP

    Ow, fechando a questão, muito obrigado por conversar com vcs todos. Não briguemos entre nós. Ao menos, estamos sendo sinceros, cada um no seu ponto de vista. O que tem sobrado nesse universo dos Smashing Pumpkins é hipocrisia. E, aqui, ao menos por alguns momentos, eu senti que não sou alienígena por pensar o que eu penso. E também não acho os outros alienígenas por defenderem os SP com unhas e dentes. Se vc está disposto a esperar mais tempo pra ver um bom resultado deles, beleza. Cada um tem o seu tempo. O meu acabou. São 11 anos esperando o que não chega. Vou me divertir com aquele material IMPECÁVEL que me fez aderir a eles como fan. Valeu a pena. E vamos vivendo.

    Agradeço a todos pela troca de idéias
    Abraços aí, abóboras!

  11. SP disse:

    Billy Corgan não é mais o mesmo. Em tempo algum foi lançado um álbum coeso e bem trabalhado como em Machina ou em Adore, (quer você queira ou não) que foram os últimos suspiros dos Pumpkins. O que se pode perceber é que a genialidade não está somente em Billy Corgan, mas no conjunto. Nunca mais foi feito álbuns tão inspirados desde que a velha formação foi desfeita (James Iha, D´arcy e Jimmi). Billy Corgan até agora não se encontrou na música. Oceania é um álbum que realmente mosta Billy Corgan em sua própria redoma, não teve a criatividade de inovar, de deixar o velho pumpkins e encarar uma nova jornada musical. A partir de Agora, já deixei de ser fã dos Pumpkins, mas uma coisa é certa, Billy Corgan foi um dos maiores gênios do rock de que já se teve história. Ele Merece ser respeitado. Já que ele não quer sair do cenário musical tão cedo, sugiro que ele seja produtor musical, aí sim, teria certeza de que suas produções seriam únicas.

  12. Mauro Teixeira

    “hahahahah Muito engraçado falar isso e defender um cara de 45 anos que usa capa e outras fantasias pseudo-góticas em suas apresentações. ”

    Isso é um show de rock e se você acha que aquilo é algo “pseudo-gótico”, precisa ampliar um pouco mais sua visão do que é o rock. Caso nunca tenha ouvido falar, te convido a assistir shows de David Bowie, The Cure, The Beatles, Kiss – só exemplos de bandas que também utilizam a imagem como parte do show. Mesmo assim, há anos a banda vem se apresentando de cara limpa, sem adereços adicionais.

    Não acho a discografia da banda impecável, o Machina, por exemplo, é um disco bem irregular (e não me importa que veio na primeira faze da banda, porque quem se importa com isso é fã saudosista que acha que isso faria alguma diferença. Esse é seu caso?). Acho também que o Zeitgeist tem diversos problemas com a mixagem e masterização e que o projeto Teargarden lançou algumas músicas que não entrariam em um disco oficial da banda, caso o Billy estivesse fazendo algo mais convencional… criticar um disco faz com que eu deixe de fazer parte do clube dos fanáticos? Então está aí, estou fora dele! Isso faz dos meus argumentos mais válidos ou “tão válidos quanto os seus”? Observe as aspas.

    Oceania não sofre desses problemas. Nem todas as músicas são brilhantes, as melhores músicas do disco não superam as melhores músicas do SD, MCIS, Adore ou mesmo Machina – com exceção, talvez, de Violet Rays, The Celestials, Pinwheels (que nada tem a ver com Beautiful, como foi dito na crítica) e Pale Horse – mas, por outro lado, as músicas mais fracas do disco também não são tão fracas, mantendo essa regularidade. Se Oceania é um masterpiece? Não! Se é um ótimo disco? Sim.

    Afora isso, uma salva de palmas ao rock de pau mole e à paumolescência de críticos e ouvintes da atualidade.

  13. Troglô disse:

    O que eu fico triste também é que os fans dos Smashing Pumpkins são TOTALMENTE fiéis e dedicados. Fans assim … eu vejo só em Cocteau Twins e coisas antigas assim. Tu vê altos vídeos fanmade deles pra uma porrada de música no youtube.
    E o que dizer do DVD colaborativo que o pessoal fez do Planeta Terra 2010?

    Smashing Pumpkins – Live Sao Paulo 2010 (Planeta Terra) – Thru the Eyes of Brazil [DVD]

    http://www.smashingpumpkins.com.br/download/

    Velho, nego levou quase 1 ano editando as imagens de cel e câmeras. Tem noção? Trabalho braçal fazer esse DVD.
    Caralho, a banda era muito fantástica … só música foda. Qual banda não daria a vida pra ser até o lado b ou lado c dos SP das antigas? Nossa, só bside massa.

    O material novo do James Iha (2012) e os dois da Melissa Auf der Maur (2004;2010) eu achei bem legais. O do Jimmy Chamberlain (2005) e Billy Corgan (2005) eu não curti não.
    No momento, com os SP, eu só tenho expectativa com as remasterizações mesmo.

  14. Troglô disse:

    Eu vivi anos a fio escutando Smashing Pumpkins e ouvindo dizer que a banda era o que era por causa exclusivamente do Billy Corgan (tipo aquele marketing da “banda de um homem só”, do Trent Reznor no NIN). Se fosse realmente por causa dele, porque agora a banda é ruim mesmo estando lá o manda-chuva e faz-tudo ?

    O cara ajudou Hole (Celebrity Skin, Nobody’s Daughter), Courney Love (America’s Sweetheart), Marilyn Manson (Mechanic Animals), Lenny Kravitz (5), pegou a OST do Stigmata, excursionou como tecladista do New Order e era um gênio da música. Hoje, ele não passa de uma diva fudida, tipo o Axl Rose e Courtney Love. Dando pitchí e declarações de sub-celebridade BBB por aí (pauta pra Contigo!).

    Olha essa notícia antiga: Billy Corgan diz que “matou” os fãs de Smashing Pumpkins dos anos 90.
    http://blitz.sapo.pt/billy-corgan-diz-que-matou-os-fas-de-smashing-pumpkins-dos-anos-90=f80835

    O cara matou os fans antigos e não consegue fazer novos .. .onde isso vai parar?

  15. SM FIM disse:

    è triste ter que afirmar isso, mas SM atualmente não passa de uma banda medíocre…
    dificil de acreditar como alguem que fez músicas tão foda possa ter decaido a um nivel tão baixo.

  16. Troglô disse:

    Billy Corgan dá ânsia de vômito.

    Billy Corgan fala sobre fãs ardorosos do Smashing Pumpkins e da grandeza do Led Zeppelin
    “Somos uma banda melhor do que a maioria atualmente”
    “Somos uma banda melhor do que a maioria atualmente”
    “Somos uma banda melhor do que a maioria atualmente”
    “Somos uma banda melhor do que a maioria atualmente”
    “Somos uma banda melhor do que a maioria atualmente”

    http://rollingstone.com.br/noticia/billy-corgan-fala-sobre-fas-ardorosos-do-smashing-pumpkins-e-da-grandeza-do-led-zeppelin/

  17. Joao disse:

    na minha opinião música é algo muito pessoal…

    pink floyd é uma merda pra muita gente e é a melhor banda do mundo pra outras…

    a mesma coisa acontece com qualquer artista… fato é q ele vive disso, se ele for deixar
    de gravar álbuns que é o trabalho dele, coisa que ele mais aprecia, pra agradar os outros…

    ai sim ele vai ser muito otário..

    deixem o cara gravar o que ele quiser… se não gosta não ouve… e não precisa esculachar o cara… ontem você gostou do álbum dele, hoje você não gosta… é a vida…

    tenho muita raiva de gente discutindo música como se fosse física/matemática

  18. Ricardo Lopez disse:

    Galera parando para analisar a obra dos Pumpkins desde o Gish até o Machina eu vejo que a obra deles é muito maior que 90% das bandas dos anos 90 (quantidade de musicas criadas e de certa forma qualidade também). O Zwan, o trabalho solo do Corgan e o Zeitgeist são albuns fracos, eu mesmo detesto esses 3 discos, mas que artista tem uma obra sem erros? Uma obra 100% criativa? 20 e tantos anos trabalhando com musica não é pra qualquer um. As pessoas interagem com tanta coisa ao longo da vida, esperar que ele repita o mesmo que criou no passado é pura bobagem. Tenho escutado esse novo disco e achei um caminho legal pra banda envelhecer.

  19. sylvio disse:

    Cara , nao tem 1 cd igual do smashing ate o machina, sao todos diferentes, ele tenta inovar em tudo
    se falar que smashing é igual , entao o que falar de The Strock

    nao gostei do Oceania , mas eu ainda CHORO no timbre de guitarra que o o Bylli acha , quem vai curtir é quem curti audio, timbres de guitarra e baixo , (tirando a batera que ta ridiculamente trigada) … mas fora isso se ver pela a musica mesmo ta de baixo nivel, do no maximo um 6 , porque covenhamos é bem melhor que esse rock indi que todo mundo aqui acha nota 10

    e o show dele no planeta terra, o festival de bosta , o smashing nao fez muito , mas o publico nao ajudou em nada, um festival de camisa xadrez que a unica coisa que conhecia do SP era today e 1979
    Mas esperava mais do show , mas ainda sim, foi o show mais ROCK que teve no dia …. cara se que ver um show bom com piretequenia , vai ver pink floyd

    um sapato grande nao me remete em nada

  20. Gisele disse:

    Só digo uma coisa: opiniões acima contra são do tipo de gente que deve gostar de pagode, sertanojo, funk e afins…..
    Se não gosta, não ouça, mas tb não meta o pau……
    Gostar de SP é pra poucos, por isso q esse povo critica……aprenda a gostar, ouça cada cd individualmente, desde o Gish, e depois vem falar tá…..
    Tem gente q precisa comer mto feijão ainda pra aprender a gostar de Rock…..

  21. Troglô disse:

    Gisele,
    esse discurso elite-teletubbie de “os escolhidos”, “os ungidos”, “os altivos”, “os não-alienados”, “os fans de verdade” dão conta de entender se o disco é bom ou ruim não passa de uma atitude clichê sua de tentar salvar um disco que é, SIM, ruim.
    Aceite isso.
    O que não é pra qualquer um é assumir que pode-se, sim, ser um fan de uma banda e assumir que ela erra de vez em quando com o mercado, com o público maior e com os próprios fans.
    Fan é gostar de … não é se prostituir pra….
    Pra isso, não precisa de “feijão” … precisa só ser C-L-I-C-H-Ê

  22. Guillan Ramos disse:

    Eu fico indignado ao perceber o quanto algumas pessoas são ridículas em relação à música. Onde está escrito o que um artista deve ou não deve fazer? Até onde eu sei, a arte é livre!

    Se o artista lança um disco com sonoridade parecida à do anterior, metem o pau, porque está tentando usar “a mesma fórmula do sucesso” para se manter vivo. Se tenta inovar, metem o pau porque foge do estilo da banda! P****! E aí, como faz? Lança um disco e se mata depois, pra não ser julgado?

    E pior, ainda tentam julgar o que supostamente se passa na cabeça dos músicos… É pra rir, né?

    Convido o cidadão que escreveu essa resenha recheada de palavras e expressões convincentes a nos apresentar:

    - Um documento preenchido e assinado por Deus, mostrando que o dom da onisciência e onipresença foi transmitido a um mortal; (peço perdão se estiver enganado quanto à “mortalidade” do indivíduo)

    - Os diplomas dele em psicologia e música;

    - Um álbum composto por ele mesmo, melhor que o Oceania.

    Sem mais…

  23. Troglô, tambem eh cliche pedir para alguem aceitar que “o disco é ruim” se baseando apenas na sua vontade. O disco recebeu otimas criticas da imprensa e a maior parte dos fas gostou MUITO. Para ter uma base, o site Metacritic aponta que a nota do disco é 72 (nota média, com base na imprensa) e 78 (com base nos fas), sendo que a nota maxima eh 100. Entao, fazendo das suas palavras minhas, aceite, nao é a sua opiniao que vai mudar a boa recepcao do no trabalho. Oceania é sim um otimo disco.

  24. Adriano disse:

    Eu amo a voz do Corgan, e não sabe nada de música quem afirma que o Smashing Pumpkins é repetitivo a partir do Siamese Dream. O Pumpikins faz parte da minha memória afetiva. Agora, se alguém vier me dizer que esse novo album é fraco, aí eu concordo.

  25. [...] curioso entre as guitarras épicas do Mogwai com os vocais nasalados no melhor estilo Billy Gorgan (The Smashing Pumpkins) – influência assumida pela banda e resultado bem representado pelo vocalista Preceptor Teeth. A [...]

  26. paralelo7 disse:

    Fui escutar o disco preparado pra descer a lenha nele, mas eu gostei sim, gostei bastante de várias faixas, emula o que de melhor o SP fazia, principalmente em seus primeiros discos, com uma aparada na produção

  27. [...] O teor emocionado tomava conta de boa parte dos textos que exaltaram o retorno de Billy Corgan e o lendário The Smashing Pumpkins em 2005. Depois de uma nada inteligente aventura em carreira solo – que aproximou o músico de referências eletrônicas – e a tentativa de montar uma nova banda – o Zwan -, Corgan estava de volta, acompanhado do baterista Jimmy Chamberlin e até então esbanjando criatividade. Todavia, se o lançamento do disco Zeitgeist em julho de 2007 dividiu opiniões, a chance de ver a banda apresentando um registro influente ainda parecia possível, percepção que músico de Illinois tratou de sufocar com o passar dos últimos anos e extinguir por completo com a chegada de Oceania. Continuação do que fora testado nos últimos três anos dentro do imenso e incompleto Teargarden by Kaleidyscope – trabalho inspirado nas cartas do tarô e que contará com 44 faixas -, o novo disco traz Corgan e seus rotatórios parceiros brincando com as mesmas predisposições ao rock Progressivo, pós-punk e doses de Heavy Metal que há décadas acompanham o grupo. Com exatos 60:02 minutos de duração, o registro entrega um artista que a todo momento tenta se encaixar no recente panorama musical, ora brincando de ser Arcade Fire (Wildflower), ora querendo ser Mastodon (Panopticon) ou ainda brincando com o autoplágio (The Celestials). (Resenha) [...]

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