_______________________________________________________________________________________________
.
#20. Planet Hemp
Usuário (1995, Chaos/Sony Music)
.
Hardcore, rap e um discurso politizado trançado de forma ácida, estes foram os elementos que quando enca ixados deram vida ao primeiro disco da banda carioca Planet Hemp, o ainda atual e instigante Usuário. Pregando sobre a legalização da maconha e atacando de forma direta diversos setores da sociedade, o primeiro álbum do grupo criado por Marcelo D2 e Skunk (que viria a falecer em 1994, vítima da Aids) se transformaria em um marco da música brasileira da década de 1990. Em sua sonoridade carregada de distintos gêneros musicais, a banda cruzava guitarras aceleradas típicas do hardcore com as batidas e os scratches do hip-hop, trazendo um tipo de som até o presente momento inédito em solo tupiniquim. Dessa soma de incontáveis cruzamentos sonoros brotaram faixas aos moldes de Legalize Já, Mantenha o Respeito, Dig Dig Dig (Hempa) e Não Compre, Plante!, todas composições que cairiam no gosto popular e fariam do Planet Hemp um dos projetos mais polêmicos e geniais do período.
.
#19. Guided By Voices
Alien Lanes (1995, Matador)
.
Alien Lanes é sem dúvidas um registro raro. São 28 composições, algumas delas meras vinhetas, faixas de 30, 23 ou 19 segundos, mas que estranhamente parecem ter o mesmo peso que canções extensas e memoráveis. Por todos os lados do trabalho ecoam ruídos, as faixas chiam, alguns trechos surgem como riscados, mas por incrível que pareça, o álbum se revela como um verdadeiro achado musical, capaz de comportar uma soma insuperável de hits memoráveis. Por todos os lados explodem músicas como They’re Not Witches, As We Go Up, We Go Down e Motor Away, canções que mesmo excessivamente distintas ao que é exigido pelos padrões de uma gravadora convencional, transmitem beleza e profundidade de maneira única, algo muitas vezes quase inexplicável. Primeiro trabalho da banda pela Matador Records, Alien Lanes é ao lado de Bee Thousand (1994) um álbum que ajudou a definir o grupo norte-americano como um dos mais importantes e cultuados da década de 90, delimitando a banda como um dos símbolos da música Lo-Fi.
.
#18. The Smashing Pumpkins
Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995, Virgin)
.
Erroneamente confundido como um dos representantes do movimento grunge, Billy Corgan e seu The Smashing Pumpkins sempre pareceram caminhar por um caminho singular dentro do rock alternativo norte-americano. A melhor prova da distinção que sempre tomou conta da carreira do grupo está em Mellon Collie and the Infinite Sadness, um registro duplo e que soa como uma grande viagem pelo universo criado a partir dos delírios depressivos de Corgan, que para além de assumir todas as letras do disco toca praticamente todos os instrumentos do álbum, assim como assume parte da produção do mesmo. Bebendo de fontes como o rock progressivo, Heavy Metal, a música gótica e o pós-punk, o disco – que contabiliza exatas 28 composições – segue de maneira coesa até seu término, apresentando alguns dos maiores clássicos da banda, como Tonight, Tonight, Zero, 1979 e Love, todas composições que tomariam as programações televisivas e radiofônicas do período, fazendo com que o disco se transformasse em um dos álbuns duplos mais vendidos da história da música.
.
#17. Weezer
Pinkerton (1996, DGC)
.
Logo após o sucesso alavancado pelo debut “The Blue Album”, o segundo registro do Weezer era aguardado sob muita expectativa tanto por parte do público, esperando por novas composições ao nível de Buddy Holly, quanto pela crítica, sedenta por mais algumas doses do power pop melódico e divertido que o grupo californiano havia proposto. Entretanto, ao contrário do que fora esperado, Pinkerton, segundo disco do grupo acabou recebendo fortes críticas por conta de seu conteúdo excessivamente centrado na vida do vocalista da banda, Rivers Cuomo, além de estabelecer baixíssimas vendas. A péssima recepção do álbum quase levou o grupo a encerrar suas atividades, com Cuomo afirmando que se pudesse jamais teria gravado o disco. Estranhamente, o disco foi aos poucos ganhando as atenções de um novo público, sendo posteriormente definido como o melhor álbum da carreira do Weezer. Lançado em 1996 e portando faixas como Across The Sea, Pink Triangle e Tired Of Sex, o disco é o último grande registro da banda, que logo após seu lançamento se afundou através de uma série de lançamentos pouco ou nada significantes.
.
#16. DJ Shadow
Endtroducing… (1996, Mo’ Wax)
.
Os quase dez anos de carreira que se enfileiram antes da chegada de Endtroducing… seminal disco do produtor californiano Joshua Paul Davis, ou simplesmente DJ Shadow foram de extrema importância para aquilo que o norte-americano acabou desenvolvendo. Recortando trechos, sequências instrumentais inteiras, vozes, riffs e diversos elementos de músicas esquecidas das décadas de 70 e 80, Davis fez de seu debut um trabalho que se movimenta em meio a beats e colagens nostálgicas, porém ainda assim capaz de se apresentar de forma inédita, como se tudo presente dentro do álbum fosse novo, fresco e original. Essencial para o trabalho de grupos como Radiohead, Massive Attack, Girl Talk e diversos outros artistas da cena eletrônica contemporânea, a estreia de DJ Shadow funciona como um grande mosaico musical, onde cada faixa presente no registro se abre para uma nova sequência de distintos sons, pérolas como Stem/Long Stem, capaz de amarrar Love Suite do Nirvana com trechos da trilha sonora de Blade Runner.
.






[...] [25-21] - [20-16] [...]
[...] [20-16] – [10-06] Share this:TwitterLike this:LikeBe the first to like this post. [...]