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#10. Twin Shadow – Forget
Você pode não gostar, mas os anos 80 ainda estão ai e influenciando um grande número de artistas. Porém, diferente da avalanche de bandas que surgem anualmente e se inspiram em teclados alegrinhos e guitarradas em levada pop, típicos da década, eis que surge o Twin Shadow com seu Forget dotado de sintetizadores minimalistas e sonoridade introspectiva.
Seguindo a linha de discos chillwave como Toro Y Moi, Memory Tapes e Gold Panda o Twin Shadow encabeçado pelo dominicano George Lewis Jr. (com seu visual mais anos 80 impossível) deixa de lado o lo-fi praieiro e se apega a uma temática muito mais obscura. A sensação que se tem ao ouvir o disco é de um encontro entre The Smiths e a música eletrônica calcada em sintetizadores vintage. Dos vocais graves em estilo post-punk às batidas repletas de ecos, tudo remete aos anos 80. (Resenha)
Electronic/Chillwave/Lo-Fi
Ouça: Slow
#09. The Roots – How I Got Over
Há mais de duas décadas o The Roots vem nos presenteando com uma série de álbuns que transitam entre o hip-hop dos anos 80, o jazz, o funk e a soul music da década de 70. How I Got Over vem na sequência de Rising Down (2008), em que mais uma vez o grupo se cerca de parcerias distintas gerando um disco conceitual. Não só membros da black music fazem parte do seleto grupo que empresta sua voz ao álbum. O quarteto do Monsters of Folk, boa parte do Dirty Projectors e até Joanna Newsom (!) estão em Dear God 2.0, A Peace Of Light e Right On respectivamente.
Diferente dos trabalhos anteriores do The Roots, How I Got Over é mais melódico e se destina quase que exclusivamente ao soul do que ao hip-hop. O álbum conta com uma estranha aura melancólica imersa em uma levada meio “Berry White depressivo”.
Hip-Hop/Rap/Soul
Ouça: How I Got Over
#08. Zola Jesus – Stridulum II
O projeto Zola Jesus da californiana Nika Danilova é uma das maiores homenagens já feitas à música gótica e ao rock industrial dos anos 80. Batidas eletrônicas, minimalismos sombrios e noise pop marcam Stridulum II, precedido de um EP homônimo que fazia uma introdução do que seria encontrado em sua sequência. Prepare-se para uma viagem em um ambiente guiado pela voz grave de Danilova e sua instrumentação pesada e obscura.
Stridulum II é um apanhado de grandes canções da música gótica contemporânea que se fossem lançadas há vinte anos se transformariam e clássicos imediatos. Night, I Can’t Stand e Sea Talk são apenas um exemplo do brilhantismo de Nika Danilova trabalhadas dentro da temática obscura do disco, mas que são extremamente acessíveis. Boa parte das canções cresce gradativamente em sua execução culminando em um momento de sonoridade explosiva acompanhado de um refrão marcante que cresce ainda mais através da voz triste da vocalista. (Resenha)
Darkwave/Ambient/Lo-Fi
Ouça: I Can’t Stand
#07. Deerhunter – Halcyon Digest
Para aqueles que gostam da sonoridade Shoegaze talvez o novo disco do Deerhunter fosse um dos mais aguardados deste ano. Quem esperava um álbum que fosse capaz de se igualar aos antecessores trabalhos da banda, os brilhantes Microcastle e Weird Era Cont., não tem do que reclamar do novo disco do grupo: Halcyon Digest.
Menos raivoso que Microcastle o novo álbum se apoia justamente em canções mais sofisticadas e construídas com base em elaborados arranjos de guitarra, teclados e algum minimalismo eletrônico. Os paredões sonoros bastante característicos dos discos anteriores dão lugar a canções que você jamais imaginaria ver o grupo tocando. Entre os destaques estão a belíssima balada (?) Helicopter e a inusitada Coronado, faixa que conta até com arranjos de metais. (Resenha)
Shoegaze/Experimental/Psychedelic
Ouça: Helicopter
#06. Sleigh Bells – Treats
Não há como negar: Treats é o disco mais inovador de 2010. Vinda diretamente do Brooklyn a desconhecida dupla Sleigh Bells – formada por Alexis Krauss e Derek E. Miller – conseguiu ser arremessada diretamente para o topo das listas indie de todo o mundo. A fórmula do duo é simples: sonoridade destorcida e em volume máximo, riffs de guitarra sujos e a voz suave de Krauss. O álbum é o que pode ser definitivamente classificado como Noise Pop. Sujo, intenso e ainda assim melódico. Treats é uma porrada quase no sentido literal da palavra.
Antes de formarem o Sleigh Bells, Krauss integrava uma bandinha de garotas chamada Ruby Blue, enquanto Miller fazia parte de um grupo de heavy metal chamada Poison The Well. Junte então a delicadeza da vocalista com a sonoridade explosiva do músico e você tem como resultado um efeito doce e catastrófico ao mesmo tempo. Tell ‘Em que abre o disco já vai te apontar se você vai ou não gostar do trabalho. Uma coisa é certa, Treats não pode de forma alguma passar despercebido.
Noise Pop/Experimental/Lo-Fi
Ouça: Rill Rill






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