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#15. Crystal Castles – Crystal Castles
Quem achava o primeiro trabalho do Crystal Castles um disco barulhento e estranho não sabia o que viria na sequência. O segundo lançamento da dupla canadense Alice Glass e Ethan Kath é um mar de distorções, gritos e por que não, música pop. Gravado em uma igreja na Islândia, em uma loja de conveniência, numa garagem abandonada e em um estúdio em Londres Crystal Castles é intenso e sombrio. A capa que conta com a foto de uma garota ao lado do túmulo da mãe recentemente morta é apenas uma mostra do aspecto sombrio do álbum.
O disco é um puro exemplo da eletrônica dos anos 2000 que carrega ainda fortes ecos dos anos 80. Sobra até para o líder do The Cure Robert Smith emprestar sua voz no single Not In Love.A dupla Glass e Kath não só venceu a “crise do segundo disco” como afirmaram o Crystal Castles como um dos grandes expoentes da eletrônica contemporânea. O álbum prova que o duo não segue fórmulas, apenas a mais pura experimentação e instinto.
Electronic/Noise/Electro
Ouça: Year Of Silence
#14. Pantha Du Prince – Black Noise
Três anos se passaram desde o último lançamento do Pantha Du Prince, porém toda espera é esquecida ao ouvir Black Noise, seu mais recente álbum. As tracks marcantes de Hendrik Weber agora soam grandiosas e repletas de ruídos adicionais. Todas as onze faixas do disco seguem uma levada mais dançante em meio à musicalidade climática de Weber. Tal qual o título do álbum Black Noise é ruidoso e como se fosse uma versão eletrônica de algum grupo de shoegaze rock. As canções passeiam entre a introspecção e o acessível, um disco de minimal techno perfeito para quem nunca se aprofundou no estilo ou para quem está cansado dos clichês da música eletrônica convencional. (Resenha)
Deutsch/Minimal/Electronic
Ouça: Abglanz
#13. Best Coast – Crazy For You
O Best Coast e seu Crazy For You não vão mudar a sua vida ou muito menos lhe apresentar um trabalho inovador e experimental. Bem observado o disco é simples, e aí é que está o acerto da dupla californiana Bethany Cosentino e Bob Bruno. O primeiro trabalho de estúdio do duo se vale de canções fáceis, quase bobas, mas que carregam uma aura jovial e traduzem sentimentos universais. Não estranhe se de repente você estiver gritando “Maybe I’m Just craaaaaaaaaaaaaazy! Crazy For You Baaaaaaaaaaaaaby!”
O disco é todo trabalhado dentro da temática surf, repleto de melodias cantaroláveis com ecos dos anos 60 e 70. As guitarras Lo-Fi de Bob Bruno é que dão charme e vigor ao disco abrindo espaço para que a voz de Cosentino possa brilhar. Crazy For You é pop e sujo na mesma medida servindo para agradar os mais distintos públicos.
Lo-Fi/Garage Pop/Surf
Ouça: Crazy For You
#12. Foals – Total Life Forever
Menos focado na musicalidade math rock do primeiro disco, os britânicos do Foals nos entregam o segundo trabalho de estúdio mais maduro e uma sonoridade muito mais viajada. Total Life Forever apresenta uma série de canções intensas embaladas pela voz marcante de Yannis Philippakis além de uma instrumentação bem desenvolvida. As faixas transitam entre o post-punk oitentista (2 Trees e After Glow), o punk com levas de reggae típicos do The Clash (Miami e Black Gold) além de curtas doses de experimentalismo (Fugue e What Remains).
As canções, que em geral começam suaves, aos poucos ganham novos contornos e encerram de maneira grandiosa, sempre acompanhadas de boas bases de guitarra e da bateria pontual de Jack Bevan. Quem espera um álbum aos moldes de Antidote (2008) pode até se decepcionar. As melodias matemáticas estão em todo o disco, contudo funcionam mais como um plano de fundo para novas experimentações do grupo. O Foals inova e cresce em Total Life Forever,mostrando que os cinco garotos de Oxford alcançaram algo que muitas bandas demoram anos para conseguir.
Ouça: Black Gold
Indie Rock/Math Rock/Alternative
#11. Vampire Weekend – Contra
Antes das influências e ritmos africanos o Vampire Weekend é uma banda essencialmente pop. A-Punk, Walcott e Cape Cod Kwasa Kwasa, grandes sucessos do primeiro CD da banda, são canções fantasiadas com ritmos tribais, mas que prezam virtuosamente por uma musicalidade comercial. Em Contra o segundo disco dos nova-iorquinos, o grupo apenas comprova que está aqui para nos embalar com seus hits e faixas pegajosas. O álbum vem repleto de canções como Holiday, Cousins e Giving Up The Gun a mais pura mostra do virtuosismo do grupo.
Além da sonoridade afrobeat é possível encontrar ritmos jamaicanos (Diplomat’s Son) e caribenhos (Horchata), além de guitarradas no melhor estilo indie rock. A polêmica por conta da capa do disco serviu apenas para popularizar ainda mais o trabalho do grupo. Hoje o Vampire Weekend mostra que sabe transitar com tranquilidade tanto pelo underground como pelo mainstream. Prova disso é o fato do álbum ter alcançado o primeiro lugar nas paradas norte-americanas, arremessando a banda para um posto onde poucas bandas conseguem chegar, e outras raras conseguem se firmar.
Afrobeat/Indie Pop/Indie Rock
Ouça: Cousins






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